Europa: Bolsas fecham mistas com balanços e geopolítica no radar; bancos pesam

As principais bolsas europeias fecharam sem direção única nesta 6ª feira, em uma sessão cujos destaques incluem preocupações com o crédito privado.

Isso é resultado da insolvência da provedora de hipotecas britânica Market Financial Solutions, o que derrubou os papéis de bancos. Barclays recuou 4,8% e Santander teve baixa de 2,6%, por exemplo.

O aumento da percepção de risco geopolítico também figura no radar, assim como novos resultados corporativos.

As negociações nucleares entre EUA e Irã devem prosseguir na próxima semana e, apesar das sinalizações positivas quanto a um possível acordo, o mercado segue cauteloso.

Os norte-americanos autorizaram a saída de funcionários não essenciais de sua embaixada em Israel.

Entre as principais movimentações de papéis, a resseguradora Swiss Re subiu 3,7% após lucro recorde de US$ 4,8 bilhões e anúncio de recompra de ações no valor de US$ 1,5 bilhão.

No âmbito econômico, Alemanha, França e Espanha divulgaram dados de inflação, com números de desemprego da Alemanha e da França e preços de imóveis no Reino Unido.

No fechamento: Londres +0,59%, com alta de 6,88% no mês; Frankfurt -0,02%; Paris -0,47%.

Stoxx 600 +0,19%, aos 634,37 pontos, com as três últimas acumulando as seguintes variações mensais, respectivamente: -1,57%, -5,25% e +3,92%.

Ações da B3 ficam entre as maiores altas após resultados do 4TRI

As ações da B3 estão na lista mas maiores altas neste início de tarde, com ganho de 1,06% (R$ 18,14).

A empresa divulgou seus resultados do 4TRI, quando teve lucro líquido recorrente de R$ 1,4 bilhão.

O número representa uma alta de 22% na comparação anual e ficou acima das estimativas do mercado.

A receita líquida totalizou R$ 2,9 bilhões no período, 10,6% maior na base anual e também acima das expectativas.

Giro das 12h: Ibovespa cai e juros futuros sobem após inflação acima do esperado

O Ibovespa cai a 190.119,01 pontos (-0,46%) após IPCA-15 subir 0,84%, acima do esperado (0,60%), esfriando apostas em cortes maiores na Selic, o que eleva os juros futuros.

A queda na bolsa é limitada por Petrobras (ON +0,77%; PN +0,78%), que acompanha a alta do petróleo (+3%), enquanto os bancos recuam (Itaú -1,57%, Santander -1,34%).

A exceção é o Bradesco (+3,38%), que reage às notícias de novas operações de R$ 50 bilhões em valor de mercado na área da saúde.

O dólar sobe a R$ 5,1570 (+0,35%), em sessão de disputa da Ptax, com a moeda avançando contra emergentes e mista ante pares.

O DXY oscilou pela manhã e agora cai 0,11%, a 97,679 pontos. 

NY abriu em queda maior do que apontavam os futuros, após o PPI (0,5%) cair menos do que o esperado em janeiro, o que se soma a preocupações com a demanda por IA e a geopolítica.

Há pouco, Dow Jones cedia -1,55%; o S&P 500 -0,92% e o Nasdaq -1,08%. A inflação mais forte do que o esperado descarta cortes de juros pelo Fed no curto prazo.