Dólar tem leve alta no dia, mas perde 3,2% no mês, de olho em corte de juros pelo Fed

O dólar à vista fechou em alta moderada, corrigindo parte da queda dos últimos dias, em uma sessão típica de volatilidade por conta da formação da Ptax de agosto.

No desempenho mensal, o dólar caiu mais de 3% diante do real, acompanhando a desvalorização da moeda americana lá fora, diante da expectativa de corte de juros pelo Fed em setembro e da manutenção da Selic em patamar elevado aqui, o que favorece o “carry trade”.

O dólar à vista fecha em alta de 0,29%, a R$ 5,4220, após oscilar entre R$ 5,4131 e R$ 5,4428. A moeda ficou estável na semana (-0,07%), mas caiu 3,19% em agosto. A taxa Ptax fechou a R$ 5,4264, em alta de 0,28% no dia e queda de 3,14% em agosto. Às 17h15, o dólar futuro para outubro subiu 0,17%, a R$ 5,4680.

Lá fora, o índice DXY operava estável (-0,02%), aos 97,793 pontos. O euro subia 0,14%, para US$ 1,1696. E a Libra seguia estável (+0,02%), a US$ 1,3512.

Petróleo cai com demanda fraca e acumula perdas entre 5% e 6% no mês

Após duas sessões seguidas de ganhos, os contratos futuros do petróleo terminaram em baixa nesta sexta-feira, com preocupações a respeito de uma demanda mais fraca durante o outono no hemisfério norte e excesso de oferta.

Hoje, dados dos EUA (Baker Hughes) mostraram que o número de poços e plataformas de petróleo em atividade no país aumentou em 1 na semana, para 412.

E enquanto Trump impõe tarifa extra de 25% à Índia por comprar petróleo russo, fontes da Reuters dizem que tais importações devem aumentar entre 10% e 20% em setembro, pois a Rússia estaria registrando recordes de capacidade ociosa no refino da commodity após ataques ucranianos.

O contrato do Brent para outubro caiu 0,73%, a US$ 68,12 por barril na ICE, enquanto o WTI para o mesmo mês recuou 0,91%, a US$ 64,01 por barril na Nymex.

Na semana, os desempenhos são positivos em 0,58% e 0,55%, respectivamente. Em agosto, porém, o Brent acumula queda de 5,10% e o WTI, de 6,30%.

Ouro tem nova alta com Fed no radar e fecha mês com ganho de 4,2%

O ouro subiu novamente nesta sexta-feira, pela quarta sessão consecutiva, atingindo picos de mais de duas semanas.

O movimento acontece na esteira das expectativas cada vez maiores de que o Fed inicie um ciclo de corte de juros nos EUA já em setembro.

Os negócios também foram influenciados pelas incertezas em relação à independência do BC americano – lembrando que o julgamento do caso Lisa Cook, dirigente que é alvo de tentativa de demissão por Trump, começou hoje e será retomado terça que vem (2/9).

O contrato do metal precioso para dezembro fechou hoje em alta de 1,2% na Comex, cotado a US$ 3.516,10 por onça-troy.

Na semana, o desempenho é positivo em 2,86% e, no acumulado de agosto, em 4,24%. (BDM Online)