Bolsas asiáticas caem com a persistência das tensões entre EUA e Irã
As bolsas asiáticas caíram mais hoje por incerteza sobre a a guerra entre EUA, Israel e Irã. Os mercados sul-coreanos lideram as perdas (Kospi -7,24%) enquanto nos mercados chineses (Xangai -1,43%; Shenzhen: -3,07%) o investidor aguarda mais sinais sobre estímulos nas reuniões de política econômica que se aproximam.
O índice Hang Seng de Hong Kong caiu 1,12%, com ganhos em algumas ações de energia e tecnologia.
As ações asiáticas também foram atingidas por uma onda de realização de lucros após um forte desempenho em fevereiro.
O Nikkei do Japão (-3,08%) reagiu adicionalmente a dados domésticos mistos. Os investimentos de capital aumentaram no 4TRI, mas a taxa de desemprego no Japão cresceu em janeiro. Comentários de viés mais agressivo do BoJ também pesaram, depois que o vice-governador Ryozo Himino disse ontem que o BC provavelmente continuará aumentando juros.
No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a escalada do conflito entre EUA e Irã elevou a volatilidade global e impulsionou o petróleo, com o Brent perto de US$ 82 e alta próxima de 6%. Em NY, índices fecharam mistos, com Dow -0,15%, S&P 500 +0,04% e Nasdaq +0,36%, enquanto o dólar se fortaleceu. No Brasil, o Ibovespa subiu 0,28% a 189 mil pontos, apoiado por Petrobras, e o dólar fechou a R$ 5,16. Hoje, atenção ao PIB do 4º tri de 2025, Caged e PMIs da China.
[03/03/26] Os Estados Unidos e o Irã continuam medindo forças, envolvidos em uma guerra de narrativas sobre o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da oferta global de petróleo.
Na noite de ontem, a Defesa Americana informou que a rota de navegação permanece aberta, apesar do anúncio da Guarda Revolucionária iraniana de que havia fechado a via e da ameaça de incendiar qualquer navio que tentasse passar.
Após o choque inicial ao conflito deflagrado, os mercados globais testaram ontem alguma acomodação, que dependerá da intensidade e duração do ataque. Trump projeta de 4 a 5 semanas.
Além de monitorar os desdobramentos da ofensiva militar, o investidor doméstico tem agenda importante para operar hoje, com o PIB do quarto trimestre e os dados de janeiro do Caged.
▪️ 11h55 – EUA: John Williams (Fed NY) discursa ▪️ 12h10 – EUA: Jeffrey Schmid (Fed Kansas City) participa de evento ▪️ 13h45 – EUA: Neel Kashkari (Fed Minneapolis) participa de evento ▪️ 16h00 – Brasil: Lula visita fábrica da Bionovis em Valinhos (SP) ▪️ 19h00 – Brasil: Lula e Luiz Marinho participam da abertura da II Conferência Nacional do Trabalho, em São Paulo ▪️ Reino Unido: Rachel Reeves faz Declaração de Primavera ▪️ EUA: Trump recebe Friedrich Merz na Casa Branca ▪️ Brasil: Real Time Big Data divulga pesquisa eleitoral
Balanços
▪️ Após o fechamento – Auren ▪️ Após o fechamento – RD Saúde