Brasil entra com reciprocidade contra os EUA

… Após a inflação do 2Tri nos Estados Unidos desacelerar de 3,7% para 2% (taxa anualizada), sai hoje o PCE de julho, que pode ampliar as apostas no corte do juro em setembro, já acima de 80%. O PIB forte do período (+3,3%) contribuiu para reforçar essa expectativa. Aqui, sai mais um déficit do setor público. No último dia útil de agosto, o câmbio tem Ptax e o governo pode enviar o PLOA 2026 ao Congresso. Mas o que vai pegar hoje é a decisão do presidente Lula de usar a Lei de Reciprocidade contra os Estados Unidos. A notícia estourou ontem à noite surpreendendo muita gente. As próximas horas serão decisivas para medir seu impacto, assim que Trump ficar sabendo.

FECHOU O TEMPO – Lula autorizou o Itamaraty e o Itamaraty já acionou a Camex para iniciar consultas, investigações e medidas com vistas à aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica contra o tarifaço de 50% aos produtos brasileiros.

… Tão logo a Camex acuse o recebimento do pedido, o Itamaraty comunicará a decisão oficialmente ao governo Trump, o que pode ocorrer em dias, ou até horas, às vésperas do início do julgamento do ex-presidente Bolsonaro no STF (dia 2, terça-feira).

… A Lei da Reciprocidade, aprovada pelo Congresso com amplo apoio, prevê represálias nas áreas de tarifas, serviços e propriedade intelectual.

… O governo brasileiro vinha negando sistematicamente a intenção de usar a Lei da Reciprocidade, inclusive em contatos com setores privados, mas decidiu que só abrindo essa frente haverá alguma chance de início de diálogo e negociação com os Estados Unidos.

… No Estadão, a jornalista Eliane Cantanhêde diz que a expectativa do Planalto é de que Trump finalmente abra espaço para conversas e um acordo, mas a decisão de Lula é clara: se isso não ocorrer, o Brasil irá até o fim, até a efetiva aplicação da Lei da Reciprocidade.

… A decisão do governo brasileiro deve impactar fortemente o mercado nesta sexta-feira, colocar a bolsa em correção e estressar o câmbio e os juros, na opinião do sócio da L4 Capital, Hugo Queiroz. “Para o Brasil, é a maior bobagem do mundo adotar reciprocidade.”

… Também Felipe Sant’Anna (Axia Investing) recebeu mal a notícia. “O Brasil está escalando a crise com os Estados Unidos, na tentativa de abrir negociação, mas Trump pode reagir com novas tarifas, normas ou sanções contra o Brasil, em vez de abrir um canal de diálogo.”

… A mesma avaliação tem Vitor Miziara, sócio da Performa Ideias, dizendo que a escalada por custar caro para a economia brasileira. O analista também espera por uma repercussão negativa no mercado financeiro, nesta sexta-feira.

HADDAD PROMETEU PARA HOJE – A outra expectativa do dia é o envio do Orçamento/2026 para o Congresso. O limite do prazo legal é 31 de agosto, no domingo, mas o ministro disse que encaminharia o PLOA nesta sexta-feira. Segundo ele, sem medidas adicionais de receita.

… O governo ainda depende da definição pelo Congresso de medidas importantes para fechar as contas no ano que vem, como a MP que busca compensar a perda de receita provocada pelas mudanças no decreto do IOF e o projeto que prevê corte de 10% nos benefícios fiscais.

… Até agora, conta com o aumento da alíquota do IOF e estima ganhos com leilões de petróleo, dividendos e transações tributárias.

… A MP é uma das principais apostas e pode adicionar cerca de R$ 20 bilhões à arrecadação em 2026, mas segue em negociação entre a equipe econômica e o Congresso. O texto recebeu quase 700 emendas, ou seja, sugestões de alteração apresentadas por parlamentares.

… A revogação da isenção de títulos, como as letras de crédito, é outro ponto em debate. A equipe econômica estima que a medida possa gerar R$ 2,6 bilhões em 2026, mas já admite possíveis alterações, como a manutenção da isenção para o Fiagro e o CRA.

… Já a estimativa de R$ 20 bilhões com a proposta de redução de benefícios fiscais ainda não tem uma proposta no Congresso.

… No âmbito das despesas, o governo também aguarda a ampliação do limite de gastos em R$ 12,4 bilhões no próximo ano, que depende da aprovação da PEC 66, já analisada pela Câmara e pendente de votação no Senado.

… O texto da PEC prevê que todas as despesas da União com precatórios e Requisições de Pequeno Valor ficarão fora do limite de gastos a partir de 2026, com redução automática no teto – uma espécie de recálculo da base do arcabouço fiscal.

… No PLDO, o governo trouxe uma previsão de R$ 37 bilhões de receitas com dividendos das estatais, valor que pode ser ampliado.

… No caso dos leilões de petróleo, a estimativa é de arrecadação de R$ 14,8 bilhões com a venda dos direitos da União sobre o petróleo do Pré-Sal, mas esse valor já foi incorporado à receita prevista para 2025 no último relatório bimestral.

… Relatório do TCU sobre o Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2026 apontou “indícios de imprecisão” nas projeções do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), identificando superestimação de receitas e uso de premissas excessivamente otimistas.

… Segundo o Tribunal de Contas da União, a arrecadação de 2025 pode estar inflada e, a partir de 2027, os recursos previstos não cobrem sequer os mínimos constitucionais de saúde e educação, com despesas discricionárias negativas de até R$ 154,2 bilhões em 2029.

OTIMISMO… – O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, disse “o histórico joga a nosso favor”, que os questionamentos do TCU sobre as receitas são feitos desde 2023 e o governo “sempre cumpriu” os resultados fiscais.

… E REALIDADE – Mas economistas do mercado não têm tanta confiança e questionam se o cumprimento da meta em 2026 é viável.

… Para Felipe Salto (Warren), o governo só deve alcançar a meta de superávit de 0,25% do PIB com um forte contingenciamento. Ele considera a situação de 2026 “bastante complexa” e avalia que a meta fiscal terá de ser alterada em cerca de R$ 46,5 bilhões.

… A preocupação recai sobre a desaceleração da economia este ano e o crescimento dos gastos discricionários.

… Nos cálculos de Ítalo Franca (Santander), a projeção de 2,5% do governo para o PIB este ano está superestimada, contra 1,5% de sua projeção. Apesar de impulsos fiscais, ele alerta para os juros contracionistas, que já começam a se refletir na economia.

… Para Felipe Salto, o problema das despesas é antigo e só piora. “Trata-se da rigidez elevada, com crescimento real robusto de gastos obrigatórios e excesso de vinculações e indexações. A isso se somam as emendas parlamentares.”

FINTECHS NO ALVO – O governo Lula viu na Operação Carbono Oculto a oportunidade ideal para enquadrar as fintechs sem ter de recuar, como ocorreu em janeiro. No Estadão, há tempos a Febraban e a OCDE cobravam da Fazenda providências contra essas empresas.

… As fintechs não estão sob a supervisão do BC nem da Receita e têm sido usadas para lavar dinheiro do crime organizado e até de bets.

… A operação desta quinta-feira desmantelou um sofisticado esquema comandado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) em uma rede de postos de combustível, em dez Estados. As ações utilizavam fintechs e, em quatro anos, a fraude movimentou R$ 52 bilhões.

… Desde 2023, o governo monitorava a atuação do crime organizado com o uso dessa estratégia.

… Em 29 de julho deste ano, a Febraban chegou a enviar um ofício ao secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, pedindo tratamento isonômico entre as instituições integrantes do Sistema Brasileiro de Pagamentos (SBP) na prestação de informações.

… Em 4 de julho, 25 dias antes, a OCDE também havia mandado uma carta ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, relatando que os integrantes do Fórum Global tinham decidido incluir as fintechs no âmbito de “instituição financeira sujeita à declaração de informações”.

… “A partir de amanhã (sexta-feira, 29), a Receita Federal enquadra as fintechs como instituição financeira”, anunciou Haddad.

… Isso significa que elas terão de cumprir rigorosamente as mesmas obrigações dos grandes bancos, o que aumenta a fiscalização da Receita e a parceria da Receita com a PF para chegar aos sofisticados esquemas de lavagem de dinheiro que o crime organizado tem utilizado.

… Em janeiro, a Receita chegou a editar uma instrução normativa sobre fiscalização de movimentações financeiras, incluindo o Pix e as fintechs. Após uma onda de notícias falsas, em vídeos postados pelo deputado Nikolas Ferreira (PL), o governo recuou.

… Nikolas dizia que o governo poderia vir a taxar o Pix.

… A MP 1303, com medidas para compensar o recuo no aumento do IOF, atinge as fintechs ao corrigir a “assimetria tributária”. Propõe extinguir a alíquota de 9% da CSLL, mantendo apenas as de 15% e 20%, que são as recolhidas por bancos e fintechs de maior porte.

… No Globo, Lauro Jardim informa que políticos do alto escalão, “todos mais à direita”, estão também na mira da Operação Carbono.

MAIS DÉFICIT – Na agenda doméstica, o BC divulga às 8h30 as contas do setor público consolidado de julho, com a mediana das estimativas (pesquisa Broadcast) indicando um déficit primário de R$ 63,25 bilhões, após saldo negativo de R$ 47,091 bilhões em junho.

… As estimativas, todas deficitárias, variam de R$ 71,2 bilhões a R$ 58 bilhões.

… O pagamento de precatórios da União, que levou o déficit do governo central a registrar o segundo pior desempenho para meses de julho em toda a série histórica, deve sustentar o aumento do déficit, segundo economistas consultados pela Agência Estado.

… Já às 9h30 e 11h, diretores do Banco Central fazem mais duas rodadas de reuniões com economistas do mercado em São Paulo, enquanto o presidente do BC, Gabriel Galípolo, participa de evento do Banco Central do Uruguai, em Montevideu (11h).

… Às 15h, o ministro Fernando Haddad e o economista francês Gabriel Zucman concedem entrevista conjunta para divulgação do estudo inédito “Retrato da Desigualdade e dos Tributos Pagos no Brasil”, em formato online, com transmissão ao vivo pelo YouTube da Pasta.

… Já às 16h, é importante para as planilhas de inflação a bandeira tarifária de setembro, que será anunciada pela Aneel.

PCE – A medida de inflação preferida do Fed é o principal destaque da agenda nos Estados Unidos, com divulgação às 9h30. A expectativa é de leve alta de 0,3% em julho, tanto no índice cheio como no núcleo, após a desaceleração expressiva do PCE no período.

… Às 10h45, sai o PMI de agosto do ISM/Chicago e, às 11h, o Índice de Sentimento do Consumidor de Michigan, com as expectativas inflacionárias de um ano e cinco anos. Finalmente, às 14h, a Baker Hughes divulga os poços e plataformas de petróleo em operação no país.

… No Canadá, sai o PIB/2Tri (9h30) e na Alemanha, a preliminar do CPI de agosto (9h).

… No final da noite de sábado, saem os índices PMI de agosto na China.

LISA COOK – Justiça dos Estados Unidos realiza audiência do caso Lisa Cook hoje, às 11h, que pede à juíza para declarar “ilegal e nula” a ordem de demissão dada por Trump e afirmar que ela permanece como membro do conselho do Fed.

QUER O TOPO – Com ganho acumulado de 6% em agosto, o Ibov chega ao último pregão do mês cheio de vontade de estabelecer marca inédita de fechamento, após ter renovado ontem o pico histórico intraday (142.138,27 pontos).

… A esperança em corte antecipado da Selic (no início do ano que vem ou, na melhor hipótese, ainda em dezembro) renova o fôlego do índice à vista da bolsa doméstica, que nesta quinta engatou alta de 1,32%, aos 141.040,20 pontos.

… Um pouco melhor do que as médias recentes, o volume financeiro ficou em R$ 22,6 bilhões, no pregão agitado pelos sinais de competitividade da candidatura de Tarcísio ao Planalto na pesquisa do instituto AtlasIntel/Bloomberg.

… O governador paulista registrou 48,4% das intenções de voto, contra 46,6% do presidente Lula.

… Além disso, a notícia de que a Receita enquadrará as fintechs como instituições financeiras a partir de hoje, nos reflexos da megaoperação Carbono Oculto, deu start para um rali entre os papéis dos bancos, que subiram em bloco.

… Bradesco ON registrou valorização de 2,35% e fechou valendo R$ 14,38; Bradesco PN avançou 2,19%, a R$ 16,79, Itaú subiu 2,08%, para R$ 38,35; BB ganhou 2,04%, negociado a R$ 21,05, e Santander Unit, +1,51%, a R$ 28,18.

… Em outro desdobramento da operação deflagrada pela PF contra o crime organizado, as distribuidoras de combustível fora do esquema ilegal saltaram: Ultrapar (+8,08%), Vibra (+4,97%), Cosan (+2,51%) e Raízen (+2,83%).

… Operadores ouvidos pelo Broadcast apontam que estas companhias têm condições de recuperar até 15% de participação de mercado, diante do fim da concorrência desleal praticada pelo crime organizado dentro do setor.

… A impressão que fica é de o Ibovespa só não partiu ontem mesmo para novo recorde de fechamento, porque Vale segurou, diante da falta de consenso com o governo sobre a repactuação dos contratos de concessão ferroviária.

… Devolvendo a alta de 1% do melhor momento do dia, a ação da mineradora zerou quase tudo (+0,04%; R$ 55,40).

… A tentativa de acordo entre o governo federal e a Vale travou após um levantamento independente contratado pela ANTT revisar para cima os valores da renovação antecipada da concessão das ferrovias Carajás e Vitória-Minas.

… A informação apurada pelo Broadcast junto a fontes do governo é de que a companhia não aceitou a possibilidade de pagar mais que os R$ 17 bilhões acordados no início das tratativas junto ao Tribunal de Contas da União (TCU).

… Ainda entre as blue chips das commodities, um dia depois de ter concluído com sucesso o teste para permitir exploração de petróleo na Foz do Amazonas, Petrobras ON subiu 1,21%, a R$ 33,48, e PN ganhou 0,88%, a R$ 30,93.

… Lá fora, o petróleo Brent avançou 0,83%, a US$ 68,62. O impulso teve como gatilho os ataques da Rússia à Ucrânia e comentário do chanceler alemão, Friedrich Merz, de que está “óbvio” que Putin e Zelensky não vão se encontrar.

… Só cinco dos 84 papéis do Ibovespa fecharam no vermelho: Pão de Açúcar (-1,39%), Telefônica Brasil (-0,44%), Suzano (-0,28%), Petz (-0,26%) e BRF (-0,05%). A B3 divulgou que C&A entrou na carteira teórica e Petz saiu.

CURVA FECHA – De olho na corrida presidencial de 2026, os juros futuros domésticos passaram por forte ajuste em queda, especialmente entre os vencimentos mais longos, enquanto os curtos operaram engessados ontem.

… O recuo das taxas também encontrou apoio em leilão de prefixados do Tesouro com volume abaixo do esperado.

… Mas o fiscal impediu que o DI queimasse ainda mais prêmio, com o investidor constrangido pelo resultado do governo central. O déficit primário elevado de R$ 59,124 bi em julho foi pressionado pelo pagamento de precatórios.

… O resultado voltou ao negativo nos 12 meses até julho (-R$ 34,1 bilhões), após dois meses positivos consecutivos.

… Do lado das despesas, benefícios previdenciários como o BPC continuam a exercer pressão e reforçam a expectativa do Santander de um bloqueio adicional de R$ 5 bilhões em gastos na revisão bimestral de setembro.

… O DI Jan/29 caiu a 13,180% (de 13,240% no pregão anterior); Jan/31 recuou para 13,485% (de 13,615%); e Jan/33, a 13,660% (13,810%). Já o Jan/26, a 14,890% (de 14,895%), e Jan/27, a 13,970% (de 13,968%), pouco oscilaram.

… Na onda de revisões das expectativas de inflação abaixo de 5%, o Banco Inter reduziu sua projeção para o IPCA deste ano para 4,8% (de 5% anteriormente) e também ajustou em baixa a estimativa para 2026, de 4,3% para 4,2%.

… Citou a desaceleração da atividade econômica e o câmbio no patamar atual mais favorável.

… O que se nota, porém, é que o dólar tem encontrado piso informal no nível de R$ 5,40. Eventualmente, um PCE fraco hoje poderia servir de driver para a moeda americana furar este suporte. Mas existem outros riscos no radar.

… Além do fiscal, a chance de o governo Lula revidar o tarifaço de Trump pode fazer preço, em dia de briga da ptax e leilão de linha de até US$ 1 bilhão pelo BC, às 10h30, para rolagem do vencimento da próxima quarta-feira (dia 3).

… Ontem, o dólar à vista fechou em leve baixa de 0,20%, negociado a R$ 5,4064.

EMINÊNCIA PARDA – A ofensiva de Trump para exercer o seu poder e influência sobre o Fed, enquanto a demissão de Lisa Cook se arrasta pelos tribunais, acentuou ontem a queda do DXY, que fechou abaixo da linha dos 98 pontos.  

… O mercado financeiro continua amplamente precificado (85% na ferramenta de apostas do CME) para o início do ciclo de corte dos juros pelo BC americano em setembro e para uma redução acumulada de 50 pontos-base no ano.

… Durante evento na noite de ontem, Christopher Waller (que já votou por corte na última reunião) endossou seu apoio por uma flexibilização de 25 pontos em setembro para evitar a deterioração do mercado de trabalho.

… “Do meu ponto de vista hoje, espero cortes adicionais nos próximos três a seis meses”, disse.

… A inclinação cada vez mais dovish que o Fed tende a ganhar com os indicados de Trump se reflete no câmbio. O DXY caiu 0,43%, a 97,813 pontos. Ainda operou de olho na volta do PCE trimestral para 2% em ritmo anualizado.

… O euro avançou 0,37%, a US$ 1,1686, após a UE apresentar proposta de tarifa mais baixa aos Estados Unidos para desbloquear o imposto automotivo de 15%. A libra ficou estável (+0,09%), a US$ 1,3512, e o iene subiu a 146,92/US$.

… O indicativo mais recente do BC do Japão sugere que as condições caminham para aumento do juro em outubro.

… A interferência cada vez mais direta de Trump no Fed vinha se refletindo esta semana na inclinação da curva dos Treasuries, com queda nos rendimentos curtos e alta nos longos. Mas ontem o movimento se inverteu.

… Em realização de lucro, a taxa da Note de 2 anos subiu para 3,634% (de 3,616% no pregão da véspera), enquanto a de 10 anos caiu a 4,207% (de 4,235%) e a do T-Bond de 30 anos recuou para 4,878%, contra 4,913% no dia anterior.

… Ignorando a decepção com o balanço da Nvidia (-0,82%), o S&P 500 tocou a marca dos 6.500 pontos pela primeira vez na história e renovou seu recorde de todos os tempos, aos 6.501,86 pontos, com valorização de 0,32%.

… Também o Dow Jones estabeleceu novo pico de fechamento: 45.636,90 pontos, em leve alta de 0,16%. O Nasdaq exibiu ganho de 0,53%, aos 21.705,16 pontos, no dia em que o PCE desacelerou e o PIB/2Tri foi revisado em alta.

CIAS ABERTAS – XP elevou o preço-alvo da ação do ITAÚ de R$ 43 para R$ 45, mantendo recomendação de compra; corretora considera que banco pode entregar ROE acima de 25%.

LOCALIZA. Citi cortou preço-alvo para a ação de R$ 43 para R$ 41,50, reiterando recomendação de compra…

… Para o banco, incertezas sobre a revenda de carros continuam elevadas, com risco de deterioração do crédito e preços que ainda não refletem totalmente o impacto da tributação do IPI.

FERTILIZANTES HERINGER. Conselho de Administração aprovou o nome de Sergio Longhi Castanheiro para o cargo de diretor-presidente da companhia, substituindo Rodrigo Horta Dias.

AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!

AVISO – Bom Dia Mercado é exclusivo para assinantes e não pode ser redistribuído.



Brasil revida

Bom dia,

◾ Lula decide aplicar a Lei da Reciprocidade contra os EUA após tarifaço de 50%. A medida surpreende e promete impacto nos mercados nesta sexta-feira.

◾ O Itamaraty acionou a Camex para consultas e investigações. O comunicado oficial a Trump pode ocorrer já nas próximas horas.

◾ A lei, aprovada com amplo apoio do Congresso, prevê represálias em tarifas, serviços e propriedade intelectual. O Planalto busca abrir diálogo.

◾ Analistas temem escalada da crise. “Maior bobagem do mundo adotar reciprocidade”, diz Hugo Queiroz, da L4 Capital no Estadão.

◾ Haddad promete enviar hoje o Orçamento 2026 ao Congresso. Texto prevê receitas com IOF, dividendos e leilões, mas ainda depende de medidas em debate para fechar as contas.

◾ O TCU apontou otimismo excessivo nas projeções do PLDO. Mercado calcula dificuldade para a meta em 2026.

Fintechs no alvo: após operação contra o PCC, o governo enquadra empresas como instituições financeiras, ampliando fiscalização.

◾ Na agenda, BC divulga déficit do setor público em julho. Aneel anuncia bandeira tarifária de setembro. Nos EUA, destaque para o PCE de julho.

◾ Nos mercados, a decisão do governo brasileiro pode estressar bolsa, câmbio e juros.

Empresas: XP elevou preço-alvo do Itaú para R$ 45; Citi reduziu o da Localiza para R$ 41,50; Fertilizantes Heringer trocou presidente.

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++ Receita diz que instrução normativa de amanhã…

++ Receita diz que instrução normativa de amanhã trará, de forma clara e direta, que fintechs estarão sujeitas às mesmas obrigações de instituições tradicionais

 

++ Órgão reitera que nova norma tem o “intuito de combater o crime”, após “vácuo regulamentar” que permitiu ações ilícitas