Dólar dispara com petróleo a US$ 100, avanço da inflação e deterioração do crédito das empresas

O dólar à vista registrou forte alta diante do real e praticamente apagou a queda acumulada nesta semana, diante de uma combinação da piora na percepção de risco doméstica com a continuidade do clima de incertezas no exterior por causa da guerra.

Por aqui, o IPCA acima do esperado em fevereiro e a expectativa de reajuste dos combustíveis pela Petrobras, a menos de uma semana da decisão do Copom, se somaram à deterioração do crédito das empresas, com anúncios recentes de pedidos de recuperação (GPA e Raízen) e preocupação com a situação financeira de outras companhias (CSN e Oncoclínicas, por exemplo).

Também não repercutiu bem o anúncio de redução de impostos federais e subvenção do diesel pelo governo. A medida gera preocupação com o quadro fiscal e pode ser interpretada pelo mercado como eleitoreira.

O dólar à vista fechou em alta de 1,61%, a R$ 5,2423, após oscilar entre R$ 5,1576 e R$ 5,2493. Às 17h09, o dólar futuro para abril subia 1,70%, a R$ 5,2685.

Lá fora, o índice DXY tinha alta de 0,50%, para 99,730 pontos.

O euro caía 0,47%, a US$ 1,1513. E a libra perdia 0,50%, a US$ 1,3346.

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Bolsas caem mais de 1% em NY com avanço do petróleo; mercado empurra corte de juros do Fed para o fim do ano

A alta do petróleo para o patamar de US$ 100 reforçou as preocupações de Wall Street com a inflação, conforme fica claro que a guerra não deve acabar “em breve” como sugeriu Donald Trump. O clima de incerteza fez o mercado empurrar para dezembro a possibilidade de o Fed fazer um novo corte de juros nos EUA, segundo levantamento do CME Group. O Dow Jones caiu 1,56%, aos 46.677,85 pontos; o S&P 500 recuou 1,52%, aos 6.672,58 pontos; e o Nasdaq perdeu 1,78%, aos 22.311,98 pontos. (BDM Online)