Bitcoin busca rompimento, ETFs impulsionam fluxo e altcoins se destacam.

Criptomoedas com melhor desempenho nas últimas 24h

RankCriptomoedaTickerVariação 24h
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Atualização de 03/09/2025 às 10h03 | Fonte: [investing.com]

Principais notícias & indicadores

Resumo do mercado

O Bitcoin mostra resiliência e atrai fluxo institucional, enquanto o Ethereum perde espaço e enfrenta pressão vendedora. A força do BTC contrasta com instabilidades em tokens menores e riscos técnicos, sinalizando um mercado em fase de decisão.

Resumo semanal: 25/08 a 29/08

Por Matheus Gomes de Souza, CEA

Ásia

Entre janeiro e julho, o lucro da indústria chinesa recuou 1,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo o Departamento Nacional de Estatísticas. Em julho, a queda foi de 1,5%, marcando o terceiro mês consecutivo de retração. O desempenho fraco foi puxado por estatais ligadas à mineração — especialmente carvão, petróleo e metais ferrosos —, enquanto empresas privadas tiveram resultados positivos. Apesar do cenário agregado negativo, setores estratégicos apoiados por políticas públicas, como manufaturas avançadas de circuitos integrados e equipamentos aeroespaciais, registraram crescimento robusto. A demanda externa por produtos tecnológicos também sustentou bom desempenho nos segmentos de eletrônicos, máquinas e bens de consumo.

Contudo, as perspectivas indicam possível perda de fôlego nos próximos meses, diante de sinais de enfraquecimento da demanda externa e tensões comerciais persistentes. As tarifas mais altas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos chineses devem reduzir a competitividade de exportações-chave, pressionando margens. A desaceleração global também pode impactar a diversificação de mercados, ampliando o desafio para manter a produção e o emprego industrial. Para mitigar o risco, Pequim tende a intensificar estímulos fiscais e direcionar crédito para setores prioritários. Ainda assim, o cenário sugere que o crescimento da indústria seguirá desigual, com resiliência concentrada em nichos de alta tecnologia.

Europa

A guerra entre Rússia e Ucrânia entra no quarto ano sem avanços concretos em direção a um acordo de paz ou cessar-fogo, apesar das recentes reuniões envolvendo o presidente americano e líderes europeus. Os ataques permanecem recorrentes em ambos os lados, prolongando o desgaste humanitário e econômico na região. A instabilidade geopolítica mantém elevados os riscos para cadeias de energia e alimentos, pressionando a inflação e a confiança dos investidores. Analistas destacam que uma solução definitiva continua distante no horizonte, alimentando incertezas sobre a trajetória econômica do bloco. Esse cenário mantém a União Europeia exposta a choques externos e desafios fiscais persistentes.

No campo econômico, o índice de confiança na economia da zona do euro recuou em agosto, segundo a Comissão Europeia, refletindo deterioração tanto no sentimento dos consumidores quanto no setor de serviços. A confiança da indústria já vinha em patamar baixo e seguiu sem sinais de retomada. O enfraquecimento do consumo e da atividade empresarial reforça a percepção de desaceleração, enquanto indicadores agregados permanecem abaixo dos níveis pré-pandemia. Esse quadro aumenta a pressão sobre o Banco Central Europeu para calibrar a política monetária sem comprometer ainda mais o crescimento. O desafio será equilibrar combate à inflação e estímulo à atividade em meio à instabilidade geopolítica.

Oriente Médio

A região segue marcada por instabilidade geopolítica, com conflitos e tensões diplomáticas envolvendo diferentes frentes, incluindo a continuidade de operações militares em áreas críticas. Pressões políticas internas e externas afetam negociações multilaterais, enquanto eventos como disputas em zonas de fronteira e ataques pontuais mantêm o ambiente de risco elevado. No eixo energético, a OPEP+ mantém postura cautelosa, avaliando cortes de produção para sustentar os preços do petróleo diante de volatilidade global. Essa dinâmica impacta diretamente receitas fiscais de países produtores. Analistas monitoram efeitos sobre fluxos comerciais e balanços de pagamento, especialmente de nações dependentes da commodity.

No âmbito econômico, economias do Golfo continuam investindo em diversificação, buscando reduzir dependência do petróleo por meio de projetos de infraestrutura, tecnologia e turismo. O crescimento regional, entretanto, permanece sensível às flutuações do barril, ao apetite de investidores globais e às sanções vigentes sobre alguns atores-chave. A incerteza sobre a demanda global de energia influencia decisões orçamentárias e políticas monetárias locais. Ainda que acordos bilaterais estejam sendo firmados para atrair capital estrangeiro, o cenário político volátil pode limitar a efetividade dessas estratégias. A convergência entre segurança e economia tende a nortear as políticas regionais no curto prazo.

Estados Unidos

Em julho, o núcleo do índice de Preços de Gastos com Consumo (Core PCE) avançou em linha com as expectativas, acumulando alta anual de 2,9%, o que mantém a inflação acima da meta do Federal Reserve. O detalhamento do indicador revelou pressões distintas: bens apresentaram variação mais moderada, enquanto serviços continuaram exercendo maior peso sobre os preços. O Departamento do Comércio reportou crescimento da renda das famílias e expansão nos investimentos, reforçando o dinamismo da demanda interna. Apesar disso, a confiança do consumidor recuou 1,3 ponto em agosto, segundo o Conference Board, refletindo maior cautela com o mercado de trabalho. Esse conjunto de dados mantém a expectativa de que o Fed adote postura vigilante antes de deliberar cortes de juros.

No setor imobiliário, a atividade permanece fragilizada, com recuos de 0,6% nas vendas de casas novas e 0,4% nas vendas pendentes em julho. As taxas de hipoteca seguem elevadas, restringindo o acesso ao crédito e comprimindo o poder de compra das famílias. Embora os estoques estejam relativamente ajustados, o ritmo de vendas e construções continua abaixo dos níveis pré-pandemia, sinalizando um segmento ainda longe da normalização. Os dados corroboram a percepção de que a política monetária restritiva mantém impacto significativo sobre o setor. Assim, o mercado imobiliário segue como um dos principais canais de transmissão da política do Fed, amplificando os efeitos da taxa de juros sobre a economia real.

Brasil

Em agosto, o IGP-M avançou 0,36%, superando a mediana das projeções de mercado (0,19%). O indicador refletiu queda no IPA agrícola (-0,52%) e no núcleo do IPA industrial (-0,26%), enquanto, em 12 meses, acumula alta de 3,0%. A inflação ao consumidor (IPCA) registra variação anual de 4,2%. No atacado, observa-se alívio de preços em função da queda das commodities em reais, reduzindo pressões de custos para a indústria e o varejo. Apesar desse movimento, núcleos inflacionários e serviços mantêm-se monitorados, especialmente diante de um mercado de trabalho aquecido.

No setor externo, a conta corrente apresentou déficit de US$ 7,1 bilhões em julho, ou US$ 6,3 bilhões na série dessazonalizada. Em 12 meses, o déficit equivale a 3,5% do PIB (US$ 75,3 bilhões), com projeção de encerrar 2025 em US$ 58 bilhões. No campo fiscal, o setor público consolidado registrou déficit primário de R$ 66,6 bilhões no mês, influenciado pelo pagamento extraordinário de R$ 67,5 bilhões em precatórios. A dívida líquida alcançou 63,7% do PIB, o maior patamar desde 2001. Esse cenário reforça desafios para o equilíbrio fiscal e a credibilidade da política econômica.

Resumo semanal: 18/08 a 22/08

Por Matheus Gomes, CEA

Ásia

Na Tailândia, a dinastia política Shinawatra enfrenta simultaneamente três julgamentos na Suprema Corte que podem redefinir o cenário político do país. As ações judiciais envolvem acusações contra figuras-chave do governo e questionamentos sobre a elegibilidade de líderes ligados ao partido Pheu Thai, atualmente no poder. Analistas apontam que uma eventual condenação poderia gerar instabilidade institucional, com potenciais efeitos sobre o clima de negócios e a confiança de investidores estrangeiros. Esse ambiente jurídico-político turbulento ocorre em um momento em que a região enfrenta desafios econômicos mais amplos, aumentando a sensibilidade dos mercados locais.

Na China, o Banco Popular manteve as taxas de empréstimo no menor patamar histórico pelo terceiro mês consecutivo — 3,0% para prazo de um ano e 3,5% para cinco anos, usada nos financiamentos imobiliários. A decisão vem em meio à desaceleração da atividade, com a produção industrial registrando o crescimento mais lento em oito meses e as vendas no varejo avançando no menor ritmo desde dezembro de 2024. Notavelmente, os novos financiamentos em yuan encolheram pela primeira vez em duas décadas. O PBOC reafirmou, em seu relatório trimestral, a intenção de manter uma política monetária moderadamente expansionista para sustentar o consumo e a recuperação econômica. 

Europa

A guerra entre Rússia e Ucrânia entrou no quarto ano sem avanços concretos em direção a um acordo de paz. Negociações permanecem estagnadas, enquanto Estados Unidos, União Europeia e aliados reforçam garantias de segurança a Kiev. Os dois lados mantêm ofensivas militares, com ataques pontuais e escalonamento de tensões. No campo econômico, a zona do euro apresentou crescimento moderado em agosto, segundo prévia do PMI Composto, que atingiu 51,1 pontos, acima do esperado. O avanço foi puxado por manufaturas (50,5) e serviços (50,7), apesar de diferenças de desempenho entre os países do bloco.

A Alemanha registrou expansão de 50,9 pontos, enquanto a França recuou para 49,8, evidenciando a heterogeneidade da recuperação. No Reino Unido, a atividade também cresceu: o PMI Composto avançou para 53 pontos, com destaque para serviços (53,6), ainda que as manufaturas tenham recuado (47,3). A inflação britânica superou expectativas, passando de 3,6% para 3,8% no acumulado de 12 meses, segundo o Escritório de Estatísticas Nacionais. O núcleo de preços manteve-se pressionado, alimentando expectativas de postura mais dura do Banco da Inglaterra. Essa combinação de atividade moderada e preços resilientes aumenta os desafios para a política monetária europeia.

Oriente Médio

O governo de Israel aprovou um novo plano de assentamentos considerado um esforço para inviabilizar a criação de um Estado palestino, elevando as tensões regionais. A medida, que envolve expansão de comunidades judaicas em áreas estratégicas da Cisjordânia, tem sido criticada por aliados ocidentais e grupos internacionais, com alertas sobre potenciais impactos na estabilidade diplomática e na segurança local. O anúncio ocorre em meio ao aumento de restrições e confrontos na região, reforçando o cenário de instabilidade. Essas ações podem gerar maior pressão política e econômica, tanto de organismos multilaterais quanto de parceiros comerciais, ampliando o risco geopolítico associado a Israel.

Paralelamente, os Estados Unidos anunciaram sanções contra redes e embarcações envolvidas no comércio de petróleo iraniano, em tentativa de reduzir as fontes de receita de Teerã e restringir seu programa nuclear e militar. No contexto econômico regional, a Síria iniciou um processo de revalorização de sua moeda ao cortar dois zeros, buscando conter a inflação e restaurar parte da confiança no sistema financeiro. A medida, considerada arriscada por analistas, visa frear a volatilidade cambial e estabilizar preços domésticos, embora enfrente desafios estruturais significativos. A combinação de tensões políticas, sanções econômicas e reformas monetárias ressalta a complexidade do ambiente macroeconômico no Oriente Médio, exigindo atenção redobrada dos investidores à evolução dos riscos.

Estados Unidos

A economia norte-americana manteve sinal de expansão em agosto, com o PMI Composto subindo para 55,4 pontos, impulsionado pelo setor de serviços (55,4) e pela indústria (53,3). O aumento da atividade veio acompanhado por maior geração de empregos e pressões inflacionárias, tanto em custos de insumos quanto em preços ao consumidor. No setor imobiliário, o cenário segue enfraquecido: taxas de hipoteca elevadas, queda nas vendas de casas usadas (responsáveis por 80% do mercado) e permissões para novas construções abaixo dos níveis pré-pandemia revelam resiliência limitada. A ata recente do Federal Reserve indicou manutenção dos juros entre 4,25% e 4,5%, apesar de dois votos favoráveis a cortes. A maioria dos dirigentes reforçou que os riscos de alta da inflação ainda superam as preocupações com enfraquecimento do mercado de trabalho.

No Simpósio de Jackson Hole, o presidente do Fed, Jerome Powell, destacou riscos crescentes no mercado de trabalho, alertando para a possibilidade de deterioração rápida do emprego, mesmo com a inflação ainda em patamares elevados. Ele mencionou que o impacto das tarifas de importação tende a ser de curta duração, mas mantém pressão sobre preços. Apesar da postura cautelosa, Powell sinalizou que, na ausência de choques relevantes, há espaço para um corte de juros já na próxima reunião. O discurso, aliado à moderação de alguns membros do comitê, reforça a percepção de que o ciclo de política monetária pode estar próximo de um ponto de inflexão. No entanto, a autoridade monetária segue orientada pelo balanço entre combate à inflação e preservação da atividade econômica.

Brasil

A semana foi marcada por forte volatilidade no mercado de câmbio, com a cotação oscilando entre R$ 5,40 e R$ 5,50 por dólar. O movimento refletiu a preocupação com uma possível escalada nas tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, após decisão do ministro Flávio Dino estabelecendo que leis e ordens estrangeiras não terão efeito automático no país. A medida pode afetar a aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, aumentando o risco jurídico para instituições financeiras. Bancos enfrentam o dilema entre seguir a legislação doméstica e correr o risco de sanções externas, ou cumprir exigências internacionais e sofrer penalizações internas. Esse cenário contribuiu para a desvalorização do real e ampliou a incerteza regulatória.

A arrecadação federal de julho somou R$ 254,2 bilhões, avanço de 4,6%, com destaque para impostos de importação (+23%). Apesar do crescimento, observa-se desaceleração, alinhada ao arrefecimento da atividade econômica. A baixa de preços no atacado pode pressionar a receita nos próximos meses, afetando tributos ligados ao consumo e ao lucro empresarial. Ainda assim, a arrecadação atual deve ser suficiente para sustentar a meta de resultado primário em 2025, mitigando parte das preocupações fiscais.