Futuros de NY têm queda com guerra no Oriente Mé

Futuros de NY têm queda com guerra no Oriente Médio e petróleo acima dos US$ 100 no radar

Os futuros de NY registram queda neste início de semana, seguindo a tendência negativa de sessão anterior, que reagia ao inesperado fechamento de vagas em fevereiro indicado pelo payroll. A aversão ao risco é contaminada pela intensificação da guerra dos EUA contra o Irã e a disparada da cotação dos contratos futuros do petróleo, que atingiu preço acima dos US$ 100. A preocupação dos investidores é de que o conflito no Oriente Médio se prolongue, influenciando uma escalada inflacionária a nível mundial. Temores de desaceleração econômica fazem as ações dos setores financeiro e industrial recuarem nas negociações deste pré-mercado. Há pouco, o Dow Jones caía 1,22%, o S&P 500 perdia 1,08% e o Nasdaq baixava 1,12%.

Petróleo é negociado acima dos US$ 100 por barri

Petróleo é negociado acima dos US$ 100 por barril pela primeira vez desde 2022

Os contratos futuros do petróleo disparam nesta 2ªF, negociados acima dos US$ 100 por barril, maior nível desde meados de 2022, tendo alcançado cotação em torno dos US$ 120 na madrugada. O movimento de redução do rali ocorreu após notícias de que os países do G7 devem discutir uma possível liberação coordenada de reservas estratégicas para compensar interrupções na oferta em meio à escalada da guerra dos EUA contra o Irã e a paralisação do escoamento do produto no Estreito de Ormuz. Em outra frente, fontes da Bloomberg indicaram que a Arábia Saudita está oferecendo petróleo bruto no mercado à vista. Há pouco, o WTI para abril subia 14,02%, a US$ 103,68; e o Brent para maio ganhava 13,83%, a US$ 105,51.

Bolsas europeias também são impactadas por avers

Bolsas europeias também são impactadas por aversão global ao risco

As bolsas europeias também são impactadas pela aversão global ao risco nesta 2ªF em meio à intensificação da guerra no Oriente Médio e os possíveis efeitos do conflito na economia mundial, diante da disparada do preço do petróleo. A principal preocupação dos investidores é de que uma escalada inflacionária tome conta dos mercados. Os principais índices no continente operam com perdas acima do 1%. No cenário econômico local, a produção industrial na Alemanha contrariou as expectativas e registoru queda em janeiro. Há pouco, a bolsa de Londres caía 1,47%; a de Frankfurt cedia 1,78% e a de Paris tinha perda de 2,04%. Os índices STOXX 50 (-2,08%) e STOXX 600 (-1,81%) também recuavam.