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Powell: Temos confiança e tem aumentado, mas queremos mais para cortar juros

Atualizado 31/01/2024 às 18:50:22

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[31/01/24] Da Redação do Bom Dia Mercado

O presidente do Fed, Jerome Powell, afirmou nesta 4ªF que o BC americano tem confiança no progresso da inflação, mas é preciso estar mais confiante para que seja possível iniciar a discussão de corte de juros.

“Temos confiança e ela tem aumentado, mas ainda queremos ter mais”, disse Powell, na coletiva de imprensa após a divulgação da decisão sobre juros, que manteve no intervalo entre 5,25% e 5,50%.

Ao ser questionado, o presidente do Fed, afirmou que é possível o nível de confiança ser o suficiente para cortar as taxas na próxima reunião, em março. Entretanto, Powell destacou que não é o cenário mais provável.

Os comentários mais dovish, no início do discurso, levaram a uma certa animação no mercado, mas o aviso de que reduções no curto prazo são mais improváveis azedaram os mercados. Por volta das 17h25, Dow Jones caia 0,50%, aos 38.273,92 pontos; S&P 500 cedia 1,30%, aos 4.861,22; e Nasdaq recuava 1,77%, aos 15.236,21 pontos.

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A autoridade monetária declarou os membros do Comitê estão confiantes de que é possível das taxas serem reduzidas neste ano. Porém, reiterou que é preciso mais indicadores econômicos que indiquem o progresso da inflação para a meta de 2% e que não houve qualquer proposta para cortar juros na reunião desta 4ªF.

Apesar da precaução, Powell disse que o caso mais provável é que a confiança necessária será almejada. As falas mais dovish da autoridade monetária indicam que não é mais uma questão de “se”, mas “quando”.

Sobre o mercado de trabalho, Powell declarou ainda que uma inesperada fraqueza poderia indicar um corte de juros mais cedo.

A prevenção do Fed em manter juros, e não sinalizar um corte para o próximo encontro, está relacionado ao receio de reduzir muito cedo.

Segundo o presidente do BC americano, cortar juros cedo demais levaria a uma reversão no progresso inflacionário, o que seria necessário juros ainda maiores para controlar. “O risco maior seria que inflação estabilizasse em nível superior à meta de 2%”, enfatizou Powell.

As declarações da principal autoridade monetária do mundo levaram a uma segunda mudança nas apostas sobre as taxas para os próximos encontros. De acordo com o CME Group, as apostas pela manutenção em março subiram de 37% no início da tarde para 62,5% por volta das 17h15.

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