Morning Call

Powell e Copom dividem as atenções

Atualizado 22/06/2023 às 14:27:20

Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*

[21/6/2023]

… Investidores em NY aguardam o depoimento de Powell na Câmara dos EUA (11h), na expectativa de que possa indicar pistas para a política monetária, após a pausa da semana passada ter deixado no ar a possibilidade de nova alta do juro em julho. Além dele, cinco Fed boys têm falas agendadas para hoje. Aqui, frustrado com os estímulos tímidos da China, o mercado tirou o dia para realizar na véspera do Copom (18h30), que, finalmente, deve virar a chave e anunciar a intenção de reduzir a Selic em breve. A maioria espera o primeiro corte em agosto. Uma parcela significa ainda aposta em setembro, dada a fama de “durão” desse BC, apesar da melhora na percepção do risco fiscal, da queda da inflação corrente, dos núcleos, das expectativas de longo prazo e da apreciação do câmbio.

… Nesta 3ªF, a deflação do IGP-M (-1,78%) na segunda prévia de junho (de -1,50% na mesma apuração de maio) confirmou o cenário favorável, enquanto o dólar, mesmo em dia de alta, ainda fechou abaixo da marca de R$ 4,80 (leia abaixo).

… A curva dos juros futuros não tem muito mais espaço para quedas grandes, já que está ajustada para um recuo de 4pp da Selic.

… Mas a aposta sobre o timing do início dos cortes não é consenso. O Santander, por exemplo, espera que o Copom reitere mensagem de que é preciso “paciência e serenidade” para garantir a convergência da inflação para as metas.

… Em relatório, o superintendente de pesquisa macroeconômica, Maurício Oreng, afirma que a melhora do cenário de inflação deverá ser reconhecida pelo BC, mas só espera uma queda de 25pb em setembro, diante da incerteza sobre mudanças nas metas.

… O ajuste do sistema de metas, já admitido pelo próprio Haddad, deve ocorrer na reunião do CMN, no próximo dia 29. Um aumento da meta estaria descartado. O ministro defende a dissociação do ano-calendário, com a adoção da meta contínua de 3%.

… No caso de Powell, não há muita esperança de que mude o discurso equilibrado da entrevista que se seguiu ao Fomc, quando disse que a próxima reunião estava em aberto, embora dados mais fortes do setor imobiliário tenham elevado as incertezas.

… Em relatório, a Oxford Economics avaliou que o crescimento dos novos aluguéis contém riscos para o núcleo da inflação até 2024.

… A cautela pesou em NY, diante da ameaça de que eventual mão pesada do Fed possa levar a economia americana a uma recessão mais severa e, também, com a decepção pelo corte de apenas 10pb do juro na China, quando se esperava, pelo menos, 15pb.

… No Brasil, a queda das commodities, em especial do minério de ferro e do petróleo, afastou o Ibovespa dos 120 mil pontos, mas se tudo der certo hoje, e o comunicado do Copom vier como todo mundo espera, a bolsa e o câmbio voltam a ganhar força.

… “Tivemos um movimento de realização no câmbio, mas a sensação é que o dólar pode cair mais, já que existe um fluxo muito forte para o Brasil pelos juros altos e para a bolsa”, disse na Broadcast o economista-chefe da Valor Investimentos, Piter Carvalho.

… Para o diretor de produtos de câmbio da Venice Investimentos, André Rolha, mesmo com uma redução da Selic, a taxa real de juros seguirá elevada em razão da inflação mais baixa, o que manterá a atratividade das operações de carry trade.

… “O estrangeiro deve continuar vindo ao Brasil. Além disso, temos mais entrada de recursos de exportadores e menor propensão de manutenção das posições compradas em dólar”, disse ele, que vê o câmbio operando em uma banda entre R$ 4,70 e R$ 4,80.

… No Congresso, ficou para hoje a votação do arcabouço na CAE do Senado, após parlamentares da oposição pedirem vista do parecer de Omar Aziz (PSD), que excluiu o Fundeb, o Fundo Constitucional do DF e as despesas com ciência, tecnologia e inovação.

… Para analistas da Warren Rena, as exclusões são “indevidas”, especialmente essa última, que é “imprecisa e abre a porta para retirar mais despesas do teto”. O texto deve ser votado hoje na Comissão e no plenário do Senado, antes de voltar à Câmara.

… Rodrigo Pacheco também quer votar nesta 4ªF no plenário a indicação de Cristiano Zanin ao STF, às 10h.

LIRA BOTA PRESSÃO – Determinado a votar a reforma tributária na primeira semana de julho, o presidente da Câmara, Arthur Lira, convocou às pressas uma reunião com os 27 governadores para amanhã, 5ªF, quando quer apresentar o texto do relator.

… O objetivo é dobrar as resistências dos Estados no período de transição e na repartição dos recursos do Fundo de Desenvolvimento Regional. Sudeste quer uma distribuição “equânime” das verbas. As demais regiões, uma compensação para as indústrias.

… Sobre o valor do Fundo (FDR), o secretário extraordinário de reforma tributária, Bernard Appy, disse que ainda está em discussão, “não está fechado”. Mas ele confirmou que o montante que a União aportaria não deve chegar a R$ 50 bilhões.

… No início da noite, Lira se juntou ao ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e ao líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT), em reunião não agendada com o ministro Fernando Haddad, na sede da Fazenda.

… À saída do encontro, o presidente da Câmara disse que conversará com líderes na Casa para promover uma “semana intensiva” no começo de julho para votar os projetos da reforma tributária, do arcabouço fiscal (que voltará do Senado) e do Carf.

… Ele garantiu ainda que, “fatalmente”, o relatório da reforma tributária será apresentado pelo deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) até amanhã, 5ªF. “Já está pronto (o relatório), mas o texto será liberado antes para os governadores.”

… Já Haddad disse que as mudanças que o Senado vai fazer no arcabouço não preocupam, porque haverá “tempo suficiente” para elaborar a peça orçamentária de 2024 com base nas novas regras fiscais que serão aprovadas.

… Sobre a reforma tributária, disse ter “muita confiança” no relatório que será apresentado pelo deputado Aguinaldo Ribeiro (PP), mas também não quis antecipar qual valor a União se compromete a aportar no Fundo de Desenvolvimento Regional.

… “Na hipótese de aprovarmos a reforma tributária na Câmara antes do recesso, isso vai significar que vamos dar condição ao Senado se debruçar sobre o texto no segundo semestre e, quem sabe, teremos um novo regime tributário inteiramente renovado.”

… Haddad viajará hoje à noite para se unir à comitiva do presidente Lula em Paris, mas disse que, a partir de 2ªF, estará “100% disponível para nós avançarmos nessa agenda, que é a prioridade das prioridades neste semestre”.

… Antes de embarcar para a França, Haddad marca presença com Lira e Pacheco em evento da CNI sobre a reforma tributária, a partir das 10h30. Appy e Aguinaldo Ribeiro também estarão participarão de painel (9h45). 

CARRO POPULAR – Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços decidiu prorrogar por 15 dias a exclusividade para pessoas físicas na compra de carro zero com desconto. A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

… De acordo com nota do MDIC, até o momento, foi autorizado o uso de R$ 320 mi em créditos tributários para a venda de carros com desconto – equivalente a 64% do volume de recursos colocados à disposição nessa modalidade.

PETROBRAS – Os ADRs da estatal reagiram em alta de 0,84% no after market à decisão do Goldman Sachs de elevar a recomendação das ações da companhia para compra, com preços-alvo de R$ 45,10 (ON) e R$ 41,00 (PN).

… Segundo o banco, “se a Petrobras anunciar que pagará 40% do caixa operacional em seus próximos anúncios de lucros, estimamos que chegue a outro dividendo de US$ 3,9 bilhões com os resultados do 2Tri, em agosto”.

MAIS AGENDA – O BC divulga os dados do fluxo cambial da semana passada, às 14h30.

LÁ FORA – No mesmo horário em que Powell estiver falando (11h), os diretores do Fed Philip Jefferson e Lisa Cook farão audiência no Congresso. Jefferson antecipou seu discurso: segue focado em levar a inflação à meta de 2%.

… Ainda hoje, participam de eventos Austan Goolsbee (13h25), Michelle Bowman e Loretta Mester (17h).

SOBE PRA CAIR – Quando chegou ontem de volta à faixa de R$ 4,80, na máxima do dia (R$ 4,8087), o dólar entrou em ponto de venda, para provar que o preço justo é mais embaixo, com o Brasil na rota do fluxo estrangeiro.

… O câmbio espera pelo Copom para estabelecer novos suportes e tomar cada vez mais distância dos R$ 5.

… De qualquer maneira, ontem foi dia de o dólar corrigir parte do tombo recente (quase 5,5% em junho), em ajuste moderado ao cenário menos favorável para moedas de países produtores de commodities provocado pela China.

… Também Brasília facilitou a realização de lucro, com o pedido de vista da oposição para o texto do arcabouço fiscal no Senado. O dólar à vista fechou em alta de 0,43%, a R$ 4,7961, mas está muito difícil de apostar contra o real.

 … No câmbio à vista, o contrato da moeda americana para julho registrou leve valorização de 0,21%, a R$ 4,8000.

… O ruído político com o receio de atraso do cronograma de votação da nova âncora fiscal freou o alívio nos juros futuros. Os vencimentos curtos reduziram o fôlego de queda e os contratos de mais longo prazo viraram para alta.

… Mas não dava mesmo para esperar novas perdas consistentes de prêmio de risco na curva do DI, na véspera do Copom, porque a aposta no corte da Selic em breve já foi amplamente precificada. Difícil tirar mais leite de pedra.

… No fechamento, o DI para jan/24 estava em 13,000% (de 13,010% na 2ªF); jan/25, 11,095% (11,120%); jan/26, 10,525% (de 10,513%); jan/27, 10,555% (de 10,519%); jan/29, 10,910% (de 10,873%); e jan/31, 11,120% (11,100%).

CAI PRA CIMA – Mal dá para dizer que o Ibovespa caiu ontem (-0,20%, aos 119.622,40 pontos), porque devolveu tão pouco da alta de 0,93% da véspera, que deixou muito explícito que vai correr aos 120 mil pontos se o Copom deixar.

… Outra prova de que o índice à vista não quer cair foi o fato de ter fechado bem distante da mínima do dia, quando perdeu 1,20% e operou abaixo dos 119 mil pontos (118.415,66). A bolsa está só gastando tempo, à espera do BC. 

… Antecipando-se à sinalização de corte da Selic que todo mundo quer ver no comunicado, o investidor estrangeiro não para de comprar Brasil. Junho é disparado o melhor mês para o k externo na B3 (Alexandre Cabral, no Twitter).

… Segundo gráfico publicado pelo professor da Anbima e da FIA, considerando os 11 primeiros dias de cada mês, em junho, os gringos entraram com R$ 7,68 bilhões na B3; em abril, com R$ 4,42 bilhões e, em janeiro, com R$ 3,412 bi.

… Assim, a “queda”, entre aspas, do Ibovespa não sinaliza tendência, com o estrangeiro cheio de bala na agulha.

… O investidor aproveitou ontem para fazer uma parada estratégica nos ganhos da bolsa, tendo como pretexto a China, que não impressionou com o corte de 10 pb no juro, deixando a desejar na promessa de maiores estímulos.

… A frustração com o ritmo dos esforços do governo de Pequim derrubou o minério de ferro (-0,92%) e mais ainda a Vale (ON, -2,58%, a R$ 67,61), terceira pior colocada do Ibovespa. Gerdau Metalúrgica caiu 0,65% e CSN ON, -2,24%.

… Também o petróleo reagiu com alguma dose de cautela à decepção com a China. O Brent para agosto recuou 0,25%, a US$ 75,90 por barril, na ICE, e o WTI para o mesmo mês fechou em baixa de 1,03%, a US$ 71,19, na Nymex.

… Mas Petrobras desafiou as perdas (ON, +0,26%, R$ 34,31; PN, +0,49%, R$ 30,57) e ajudou a limitar a baixa do Ibov.

… Entre os frigoríficos, a Minerva, que tem maior exposição à China do que as suas concorrentes, caiu 1,67%. JBS escalou 4,15%, na esteira da surpresa com o anúncio de que pagará R$ 2,218 bi em dividendos intermediários.

… Marfrig ganhou 3,48% (R$ 7,74) e BRF disparou 4,86% (R$ 9,70), ocupando a liderança do ranking de altas do Ibov.

… Ainda Raízen (PN, +4,53%) se destacou no campo positivo, com a notícia de que governo estuda elevar o índice de etanol na gasolina de 27% para 30%. Já Embraer caiu 4,65%, sem entrada de novos pedidos firmes na Paris Air Show.

… Os bancos fecharam mistos, mas todos próximos da estabilidade. Bradesco ON (+0,13%; R$ 14,86) e Bradesco PN (+0,23%, a R$ 17,29) subiram e Itaú (-0,17%, a R$ 28,76), Santander (unit, -0,10%) e BB (ON, -0,02%) caíram de leve.

BATEU A INSEGURANÇA – Não foi só a decepção com a China que impôs risk-off às bolsas em NY nesta 3ªF e provocou uma corrida para ativos de segurança. Rolou também a agonia da espera pelo que Powell dirá hoje.

… O mercado não esconde o receio de o presidente do Fed deixar de lado o viés mais dovish e confirmar o cenário do gráfico de pontos, que apontou na semana passada mais duas altas de 25 pb do juro ou uma de 50 pb este ano.

… Com a cautela batendo na volta do feriado nos EUA, o Dow Jones caiu 0,72%, a 34.053,87 pontos; S&P 500 perdeu 0,47%, a 4.388,71 pontos; e a queda do Nasdaq (-0,16%, a 13.667,29 pontos) foi atenuada pela Tesla (+5,34%).

… A consultoria Capital Economics elevou as projeções do S&P 500 nos próximos 2 anos, citando o entusiasmo com a inteligência artificial. A estimativa para 2024 subiu mil pontos, para 5 mil, e para 2025, foi de 5 mil para 6,5 mil.

… Na véspera do testemunho de Powell, o Citi informou ver sinais de melhora na inflação americana e baixou de 0,39% para 0,29% a previsão para o PCE de abril e de 4,2% para 4,1% a estimativa para o índice no 4Tri deste ano.

… Apesar do alívio nas projeções, o banco considera que ainda é cedo para concluir tendência para os preços.

… A Oxford Economics espera que a inflação ao consumidor (CPI), hoje em 4%, modere para 3,5% até o fim de 2023.

… As apostas inflacionárias serão agitadas hoje por Powell. O suspense por seus comentários e a percepção de que a China está pouco agressiva nos estímulos desencadearam ontem um apelo para o hedge dos Treasuries e do iene.

… O juro da Note de 2 anos caiu a 4,678%, contra 4,707% na 6ªF antes do feriado, e o rendimento do título de 10 anos do Tesouro recuou para 3,724%, de 3,765%. Moeda de status defensivo, o iene subiu 0,39%, para 141,44/US$.

… A perda de força do dólar para a moeda japonesa levou o índice DXY a fechar praticamente estável (+0,02%), aos 102,540 pontos. A libra esterlina terminou o dia em baixa discreta de 0,23%, negociada a US$ 1,2765 em NY.

EM TEMPO… BNDES deve acompanhar os bancos privados em uma eventual decisão sobre a venda da BRASKEM, segundo a Coluna do Broadcast

… Além dele, Bradesco, Itaú, Santander e BB têm ações da petroquímica, que foram dadas em garantia a empréstimos concedidos para o Grupo Odebrecht, renomeado Novonor.

LIGHT. Acionistas indicaram 4 novos nomes para Conselho de Administração e Nelson Tanure vai ocupar um dos assentos (fontes do Broadcast)…

… Hélio Costa será indicado na AGE para presidir o colegiado; cinco membros permanecem no conselho.

ELETROBRAS. Justiça negou pedido da Associação dos Empregados da Eletrobras (Aeel) para suspender a 181ª AGE da empresa, que foi realizada em fevereiro de 2022 e aprovou a separação da Eletronuclear e da Itaipu Binacional.

ENERGISA fará 18ª emissão de debêntures simples, no valor de R$ 1,530 bilhão…

… Aneel aprovou reajuste médio de 4,05% nas tarifas da Energisa Minas Rio (EMR), com validade a partir de 5ªF (22).

CEMIG vai pagar R$ 426,698 milhões em JCP, o equivalente a R$ 0,1939 por ação, em duas parcelas iguais (uma em até 30/6/24 e outra em até 30/12/24); ex em 23/6/23.

CVC afirmou, em resposta a notícia veiculada na mídia dizendo que a empresa tentou uma fusão com a Decolar, que manteve conversas com potenciais parceiros, mas preferiu optar por oferta pública de ações (follow-on).

VAMOS LOCAÇÃO fará 2ª emissão de notas comerciais escriturais, no valor de R$ 750 milhões.

SUZANO fará 9ª emissão de debêntures, no valor de R$ 1 bilhão, em duas séries.

ONCOCLÍNICAS precificou ação em seu follow-on em R$ 10,25, segundo fontes do Valor; assim, oferta movimentou R$ 897 milhões.

FLEURY. BlackRock passou a deter, de forma agregada, 24,8 milhões de ações ON da companhia, o equivalente a 4,5% do total de papéis do tipo…

… Fundo também passou a deter 10,9 milhões de instrumentos financeiros derivativos referenciados em ações ON com liquidação financeira, representando 2% do total de papéis.

WEG vai pagar R$ 244,614 milhões em JCP, o equivalente a R$ 0,0582 por ação, no dia 16/8; ex em 26/6.

VIA passa por processo de reestruturação, com demissões no alto escalão nas últimas semanas, e pode encerrar empréstimo pessoal de seu banco digital banQi, segundo fontes do Broadcast.

GAFISA informou que há dois processos em andamento na Câmara de Arbitragem no âmbito da disputa com a Esh Theta Fundo de Investimento Multimercado.

AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!

*com a colaboração da equipe do BDM Online

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BOM DIA MERCADO: Powell e Copom dividem as atenções

BDM: POWELL E COPOM DIVIDEM AS ATENÇÕES

São Paulo, 21 – Investidores em NY aguardam o depoimento de Powell na Câmara dos EUA (11h), na expectativa de que possa indicar pistas para a política monetária, após a pausa da semana passada ter deixado no ar a possibilidade de nova alta do juro em julho. Além dele, cinco Fed boys têm falas agendadas para hoje. Aqui, frustrado com os estímulos tímidos da China, o mercado tirou o dia para realizar na véspera do Copom (18h30), que, finalmente, deve virar a chave e anunciar a intenção de reduzir a Selic em breve. A maioria espera o primeiro corte em agosto. Uma parcela significa ainda aposta em setembro, dada a fama de “durão” desse BC, apesar da melhora na percepção do risco fiscal, da queda da inflação corrente, dos núcleos, das expectativas de longo prazo e da apreciação do câmbio.

A coluna Bom Dia Mercado, elaborada pela jornalista Rosa Riscala, pode ser acessada como conteúdo adicional pelos usuários do Valor PRO, a partir das 6h. Solicite uma demonstração ligando para 0800 003 1232.

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**BDM Morning Call: Powell e Copom dividem as atenções**

[21/06/2023]… Investidores em NY aguardam o depoimento de Powell na Câmara dos EUA (11h), na expectativa de que possa indicar pistas para a política monetária, após a pausa da semana passada ter deixado no ar a possibilidade de nova alta do juro em julho. Além dele, cinco Fed boys têm falas agendadas para hoje. Aqui, frustrado com os estímulos tímidos da China, o mercado tirou o dia para realizar na véspera do Copom (18h30), que, finalmente, deve virar a chave e anunciar a intenção de reduzir a Selic em breve. A maioria espera o primeiro corte em agosto. Uma parcela significa ainda aposta em setembro, dada a fama de “durão” desse BC, apesar da melhora na percepção do risco fiscal, da queda da inflação corrente, dos núcleos, das expectativas de longo prazo e da apreciação do câmbio. (**Rosa Riscala**)

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