O ouro sobe e volta ao nível de US$ 5 mil com fraqueza do dólar e geopolítica

O ouro subiu novamente nesta 2ªF, ampliando os ganhos da última sessão, beneficiado pela queda do dólar frente a pares (DXY -0,75% há pouco) e questões geopolíticas no radar.

Hoje, os EUA pediram a navios americanos para ficarem o mais longe possível do Irã ao passarem pelo Estreito de Ormuz, após um episódio de tensão na semana passada.

Mais cedo, os iranianos afirmaram que podem diluir o estoque de urânio em troca da suspensão de todas as sanções financeiras, mas um novo encontro com autoridades americanas para discutir o tema ainda não tem data prevista.

Em outra frente, os investidores estão de olho nos dados econômicos dos EUA nesta semana, com destaque para o payroll (empregos) na quarta (11/02) e o CPI (inflação) na sexta (13/02).

Os resultados podem calibrar apostas sobre as próximas decisões do Fed.

O contrato do metal precioso para abril fechou em alta de 2% na Comex, cotado a US$ 5.079,40 por onça-troy.

++ EUA fecham acordo nuclear com a Armênia (Reut

++ EUA fecham acordo nuclear com a Armênia (Reuters)

++ Primeiro-ministro armênio, Nikol Pashinyan, e o vice-presidente dos EUA, JD Vance, assinaram o “Acordo 123”, que permite aos EUA licenciar legalmente tecnologia e equipamentos nucleares para outros países

O acerto permitirá até US$ 5 bilhões em exportações iniciais dos EUA para a Armênia, além de US$ 4 bilhões adicionais em contratos de longo prazo para fornecimento de combustível e manutenção, informou Vance

Giro das 15h: Ibovespa amplia ganhos com ajuda de Petrobras; bolsas operam mistas em NY

O Ibovespa (+1,21%, aos 185.163 pontos) ampliou os ganhos no começo da tarde, apoiado pela entrada de capital externo e pelo avanço das ações da Petrobras ON (+1,44%) e PN (+1,26%).

Essas, por sua vez, reagem à aceleração do petróleo (Brent/abril +1,93%, a US$ 69,36).

A alta coincide com a informação de que os EUA pediram a navios americanos para se afastarem o máximo possível do Irã ao passarem pelo Estreito de Ormuz.

O dólar à vista recua diante do real (-0,55%, a R$ 5,1918), em linha com a queda da moeda americana no exterior (DXY -0,71%, aos 96,942 pontos).

Lá fora, o enfraquecimento do dólar acontece após a Bloomberg informar que o governo da China aconselhou os bancos do país a reduzirem suas exposições aos Treasuries.

Pequim citou preocupações com os riscos de concentração e a volatilidade do mercado.

Em NY, as bolsas operam mistas (Dow Jones -0,06%; S&P500 +0,54%; Nasdaq +1,00%).

O S&P500 e Nasdaq dão sequência ao movimento de recuperação das techs iniciado na 6ª feira (Nvidia +3,4%; Oracle +11,6%).