Petróleo cai com horizonte de excesso de oferta, monitorando tensão EUA-Irã
Primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, se reúne amanhã com Trump
Os contratos futuros de petróleo registraram leve queda nesta 3ªF, com as negociações entre americanos e iranianos sobre um possível acordo nuclear ainda no radar, mas ficando em segundo plano diante do horizonte de excesso de oferta do produto.
Analistas ouvidos pela Bloomberg permaneçam céticos quanto à capacidade de o diálogo evitar ataques aéreos dos EUA ao Irã.
Amanhã, é provável que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pressione Trump para que este exija mais concessões iranianas em uma reunião na Casa Branca.
Do lado dos fundamentos da indústria, o DoE (EUA) elevou hoje a projeção do Brent em 2026, de US$ 56 para US$ 58 o barril, ao passo que o preço médio estimado para 2027 caiu de US$ 54 para US$ 53 diante da expectativa de que a produção global exceda a demanda, fazendo com que os estoques aumentem.
O dia teve ainda a notícia de que a norueguesa Equinor pretende aumentar a produção de petróleo no exterior para mais de 900 mil boed até 2030, o que seria equivalente a um incremento de pelo menos 23% frente aos 730 mil boed de 2025.
O contrato do Brent para abril fechou em baixa de 0,35%, a US$ 68,80 por barril na ICE, enquanto o WTI para março recuou 0,62%, a US$ 63,96 por barril na Nymex.