Ouro sobe com geopolítica e dólar ; ganho na semana é de quase 5%
Ontem à noite, o CME elevou novamente as margens de negociação na Comex
O ouro apresentou recuperação nesta 6ªF, impulsionado por compras a preços mais baixos e pelo recuo do dólar frente a pares (DXY -0,23% há pouco).
No campo geopolítico, destaque para a reunião hoje entre os EUA e o Irã, em Omã, a respeito de um possível acordo nuclear.
Os relatos do encontro foram de otimismo quanto a uma continuidade do esforço diplomático, apesar do anúncio de novas sanções americanas contra o setor de petróleo iraniano.
Segundo autoridades, foi um “bom começo” e os negociadores retornarão às capitais para consultas, dando andamento às conversas. A data e o local das próximas reuniões entre as partes, no entanto, ainda serão definidos.
Apesar do clima de otimismo, o WSJ noticiou que Teerã segue se recusando a encerrar seu programa de enriquecimento de combustível nuclear.
Jim Wyckoff, analista sênior da Kitco Metals, disse à Reuters que a recuperação do ouro carece de impulso e que é improvável que o metal bata recordes sem um grande gatilho geopolítico.
Quanto às regras de negociação, o CME Group elevou ontem, novamente, as margens na Comex para o metal precioso, de 8% para 9%, a fim de conter os riscos decorrentes da maior volatilidade do mercado.
O contrato do ouro para abril fechou hoje em alta de 1,84%, cotado a US$ 4.979,80 por onça-troy. Na semana, o desempenho é positivo em 4,95%.