Juros

IPCA contrata corte menor da Selic, mas juros não estressam

Atualizado 11/07/2023 às 18:07:51

O IPCA de junho apresentou deflação (-0,08%) mais moderada do que a mediana das estimativas (-0,10%), mas o principal ponto de pressão veio do setor de serviços, que acelerou para 0,62%, revertendo a queda de 0,06% de maio. O resultado validou a “parcimônia” pregada pelo Copom e esvaziou as apostas de um corte mais agressivo da Selic, de 0,50 pp, em agosto.

O mercado consolida agora a percepção de que o ciclo de desaperto começará com 0,25 pp, ainda que posteriormente o BC possa acelerar o ritmo de queda do juro. Economistas já projetam que a inflação acumulada no ano atinja 5% nos próximos meses e colocam no radar a chance de o IPCA se acomodar abaixo do teto da meta de tolerância do BC.

Apesar de o IPCA não ter exibido alívio suficiente para antecipar um corte de meio de ponto da Selic já no mês que vem, a ponta curta do DI registrou alta marginal, com o jan/24 a 12,845% (de 12,812%) e o jan/25 a 10,755% (de 10,744%), enquanto o restante da curva exibiu viés de queda. No fechamento, o contrato de DI para jan/26 caiu a 10,095% (de 10,117%); jan/27, a 10,120% (de 10,155%); jan/29, a 10,440% (de 10,486%); e jan/31, a 10,610% (de 10,652%). (Mariana Ciscato)

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