Bolsas europeias recuam com foco no Oriente Médio

As bolsas europeias operam majoritariamente em baixa, com os investidores avaliando os desdobramentos do cenário geopolítico no Oriente Médio, após a prorrogação do cessar-fogo. A exceção é Paris, com leve ganho.

O movimento de queda é influenciado pelas preocupações reforçadas com a interrupção do Estreito de Ormuz e a consequente alta do petróleo, que traz riscos de pressão inflacionária. Nesse contexto, ações do setor de energia avançam, enquanto a maior parte dos segmentos importantes cedem.

Os mercados europeus ainda acompanham a temporada de balanços e a divulgação de dados da atividade na região.

Há pouco, a bolsa de Londres caía 0,84%; a de Frankfurt cedia 0,53% e a de Paris subia 0,08%. Por sua vez, os índices STOXX 50 (-0,63%) e STOXX 600 (-0,34%) também baixavam.

Bolsas asiáticas fecham majoritariamente em queda com riscos geopolíticos

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em queda com o petróleo voltando a subir. A commodity registrou alta pelo quarto dia consecutivo devido a novos problemas de transporte marítimo no Golfo, ressaltando a fragilidade do sentimento de risco enquanto um acordo de paz permanece incerto entre os EUA e o Irã.

O Irã capturou ontem dois navios porta-contêineres que tentavam sair pelo Estreito de Ormuz, reforçando seu controle sobre a via navegável, enquanto investidores observam se o cessar-fogo no Oriente Médio irá se manter.

Nikkei caiu -0,75%; o Hang Seng, -0,95%; Xangai perdeu 0,32% e o Shenzhen, -0,88%. Em Taiwan, o Taiex caiu 0,43% e, na Coreia do Sul, o Kospi foi exceção, subindo 0,90%.

Diário Econômico, por Ariane Benedito

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que o petróleo Brent acima de US$ 100 por barril, impulsionado por tensões no Oriente Médio, reacendeu preocupações com inflação global. No Brasil, a curva de juros abriu com força e o Ibovespa caiu 1,65% aos 192 mil pontos. O dólar ficou estável em R$ 4,97, com o real entre as moedas de melhor desempenho no ano. Hoje, foco no IPC-S, leilão do Tesouro e PMIs nos EUA e Europa.