Juros futuros queimam prêmios com melhora global na percepção de risco
Os juros futuros tiveram uma queima de prêmios nesta 2ªF, acompanhando a melhora expressiva do câmbio e das bolsas, após as declarações de Donald Trump à tarde, de que o fim da guerra contra o Irã está próximo.
Pela manhã, as taxas registraram altas expressivas, com o DI Jan/33 superando os 14% no pior momento, diante da disparada do petróleo, que beirou os US$ 120 com a confirmação de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã, sinalizando a continuidade do regime linha dura no país.
No fechamento, o DI para Janeiro de 2027 marcava 13,555% (de 13,505% no ajuste anterior); Jan/29 a 13,130% (13,079%); Jan/31 a 13,460% (13,469%); e Jan/33 a 13,635% (13,665%).
Fechamento: Ibovespa acompanha melhora em NY e retoma os 180 mil pontos com apoio de Petrobras
Em um dia extremamente volátil, o Ibovespa acompanhou a virada de humor em NY na reta final do pregão, que passou a subir após Trump dizer à CBS News que a guerra contra o Irã pode acabar “em breve”.
O Ibovespa fechou em alta de 0,86%, aos 180.915,36 pontos, com giro de R$ 37,2 bilhões.
Entre as blue chips, destaque para Petrobras (PN +2,49%, a R$ 43,16; e ON +2,12%, a R$ 46,75), impulsionada pela disparada do petróleo.
Vale avançou 0,51% (R$ 79,26), em um movimento tímido diante do ganho de 2,28% do minério de ferro.
Na seara dos bancos, BTG teve alta de 1,25% (R$ 56,70), Itaú +0,54% (R$ 43,16) e Santander +0,29% (R$ 31,61), enquanto Bradesco PN ficou estável em R$ 19,55 e BB caiu 0,20% (R$ 24,70).
Azzas liderou as altas do índice com +5,38% (R$ 25,86), acompanhada de Eneva (+4,98%; R$ 21,09) e CPFL Energia (+3,73%; R$ 49,17).
Na outra ponta, MRV foi a que mais caiu (-7,85%; R$ 8,57), reagindo ao balanço trimestral, seguida de GPA (-5,21%; R$ 2,73) e C&A (-3,81%; R$ 11,35).
O dólar à vista refletiu a intensa melhora na percepção de risco e fechou em baixa expressiva de 1,52%, a R$ 5,1641.
Fechamento dos Mercados
▫️ IBOVESPA: +0,86% | 180.915,36 pts
▫️ DOW JONES: +0,50% | 47.740,74 pts
▫️ S&P500: +0,83% | 6.795,95 pts
▫️ NASDAQ: +1,38% | 22.695,95 pts
▫️ DÓLAR: -1,52% | R$ 5,1641
▫️ EURO: -0,55% | R$ 6,0460
▫️ BITCOIN: +1,33% | US$ 68.098,00
Dólar derrete após Trump dizer que fim da guerra está próximo
O dólar à vista fechou em forte baixa, depois de um pregão de intensa volatilidade, com o mercado mostrando apetite por risco após as declarações de Donald Trump no fim da tarde, de que a guerra contra o Irã está “praticamente concluída” pois o país “não tem Marinha, nem comunicações, não tem Força Aérea” e que o conflito deve terminar “em breve”.
Pela manhã, a moeda chegou a subir 0,81%, em meio ao clima de incertezas provocado pela notícia de que o Irã confirmou a escolha de Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, para ser o novo líder supremo do país.
O dólar à vista fecha em baixa de 1,52%, a R$ 5,1641, após oscilar entre R$ 5,1601 e R$ 5,2864.
Às 17h10, o dólar futuro para abril recuava 1,75%, a R$ 5,1970. Lá fora, o índice DXY perdia 0,11%, aos 98,881 pontos.
O euro operava perto da estabilidade (-0,03%), a US$ 1,1614. E a libra subia 0,14%, a US$ 1,3430.