Bolsas europeias fecham em alta com expectativa de menor aperto monetário pelo Fed

Sem NY, os mercados de ações europeus fecharam em alta, ampliando seus ganhos após dados de emprego nos EUA mais fracos do que o esperado reduzirem as expectativas de um aumento da taxa de juros pelo Fed em curto prazo. Na Europa, os investidores veem probabilidade de aproximadamente um terço de um aumento nas taxas do BCE em julho.

O sentimento também foi impulsionado com o acordo na Alemanha sobre amplas reformas tributárias, trabalhistas e previdenciárias.

Mais cedo, a presidente do BCE, Christine Lagarde, disse que ainda é possível que ela deixe o cargo antes do término de seu mandato para opinar sobre a política francesa, mas descartou concorrer à eleição presidencial.

No fechamento: Londres +0,23%; Frankfurt +0,95%; Paris +0,39%; Stoxx 50 +0,85% (6.414,55); Stoxx 600 +0,69% (652,84).

Giro das 12h: Menos de 10 ações caem no Ibovespa em sessão de liquidez reduzida e queda nos juros futuros

Sem a referência de NY, fechado por feriado, o Ibovespa sobe a 174.151,32 pontos (+0,79%), com apoio de bancos (Itaú +0,52%; Bradesco PN +0,66%).

Também colaboram com o desempenho Petrobras (ON +0,48%; PN +0,53%) e Vale (+0,29%), que se descola do minério.

Há pouco, menos de dez ações caíam no índice.

Os juros futuros aprofundaram a queda, cedendo entre 11 e 14 pontos nos vencimentos intermediários.

Mais cedo, a produção industrial (-0,2%) reforçou o enfraquecimento da atividade, o que pode abrir espaço para menos restrição na política monetária.

O PMI Composto Global da S&P para o Brasil subiu para 50,7 em junho, de 49,5 em maio, com impulso de Serviços.

O petróleo ensaia alta (+0,33% o Brent), com preços perto das mínimas (US$ 72,04 o barril), atenuando preocupações com o choque de energia.

Ontem, o payroll reduziu chances de alta nos juros americanos no curto prazo, o que favorece os emergentes, como o Brasil, apesar das incertezas fiscais de longo prazo. O dólar cai a R$ 5,1720 (-0,70%).

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