Ibovespa cai abaixo dos 184 mil pontos com forte aversão global ao risco; dólar sobe para R$ 5,26

O Ibovespa caiu forte nesta 3ªF, em meio à aversão global ao risco diante da guerra entre EUA/Israel e o Irã, que traz preocupações sobre a inflação mundial, entre outras.

O índice brasileiro chegou a cair 4,64% no pior momento e acabou fechando em baixa de 3,28%, aos 183.104,87 pontos, sem acompanhar a melhora em NY.

O giro foi expressivo, de R$ 46,8 bilhões, com grande participação de investidores estrangeiros.

O sentimento negativo derrubou as blue chips em bloco, com destaque para a Vale e os bancos.

A companhia ignorou a alta do mineiro (+0,67%) e afundou 4,17% (R$ 84,48). Entre as principais instituições financeiras, BTG puxou a fila negativa com -5,86% (R$ 57,51), com Bradesco PN -4,76% (R$ 20,20), BB -4,17% (R$ 25,77), Itaú PN -3,35% (R$ 44,38) e Santander -2,45% (R$ 32,70).

Mesmo com a disparada de quase 5% do petróleo, os papéis da Petrobras também caíram: ON -0,74%, a R$ 44,38; e PN -0,44%, a R$ 40,95).

A maior queda do Ibovespa foi GPA (-17,78%; R$ 2,59), após rebaixamento da nota de crédito da companhia de “A” para “CCC” pela Fitch. Yduqs vem a seguir com -6,99% (R$ 12,10), acompanhada de Assaí (-6,49% (R$ 8,65).

Apenas duas ações do índice terminaram em alta: Raízen (+6,15%; R$ 0,69), com a promessa da Shell de injetar R$ 3,5 bilhões na empresa; e Braskem PNA (+3,24%; R$ 9,55).

O dólar fechou a R$ 5,2652, em alta de 1,92%, após atingir os R$ 5,34 no pior momento do dia.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA:  -3,28% | 183.104,87 pts

▫️ DOW JONES: -0,83% | 48.501,27 pts

▫️ S&P500: -0,94% | 6.816,63 pts

▫️ NASDAQ: -1,02% | 22.516,69 pts

▫️ DÓLAR: +1,92% | R$ 5,2652

▫️ EURO: +1,30% | R$ 6,12,35

▫️ BITCOIN: -1,69% | US$ 68.248,00

Juros futuros avançam com possibilidade de alta do petróleo impor maior cautela ao Copom

Os juros futuros fecharam em alta pela terceira sessão seguida, com o miolo da curva incorporando mais de 20 pb de prêmio, por conta do clima de aversão ao risco global com os conflitos no Oriente Médio.

Investidores avaliam as chances de um ciclo mais lento de cortes da Selic, com o Copom adotando uma maior cautela, diante dos riscos inflacionários impostos pela forte alta do petróleo.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,445% (de 12,296% no ajuste anterior); Jan/29 a 12,970% (12,728%); Jan/31 a 13,360% (13,117%); e Jan/33 a 13,560% (13,332%).

++⚠️ BC autoriza que bancos deduzam do depósito

++⚠️ BC autoriza que bancos deduzam do depósito compulsório a antecipação das contribuições ao FGC 

A medida visa neutralizar o efeito da antecipação ao fundo na liquidez do sistema bancário. O BC calcula que a dedução irá resultar na liberação de R$ 30 bilhões em 2026. O BC afirma que a recomposição da capacidade de atuação do FGC “atende ao interesse público associado à manutenção da confiança no sistema financeiro e insere-se no exercício regular de suas atribuições institucionais”.