Guerra segue nos holofotes e desafia dos bancos centrais

A guerra no Irã atingiu o mercado com força nesta semana. Mas não dá para dizer que o ataque foi uma surpresa, já que Donald Trump fez diversos avisos nas semanas anteriores e praticamente telegrafou o início do conflito nas declarações que deu na 6ªF passada.

O que realmente ninguém esperava era um payroll tão negativo, com fechamento de 92 mil vagas em fevereiro.

O cenário está se tornando desafiador para o Fed, que precisa escolher se vai priorizar a recuperação do emprego ou o controle da inflação, que já é resiliente e ameaça voltar a subir, na esteira da disparada do petróleo.

Por aqui, as chances de o Copom começar a aliviar a Selic com um corte de 0,5 ponto no próximo dia 18 praticamente estão enterradas.

Tudo indica que a guerra continuará até lá e o petróleo passará facilmente dos US$ 100 o barril na próxima semana.

Resta saber se o Copom ainda vai manter a palavra e garantir pelo menos uma redução de 0,25 pp nesse cenário que não estava no preço em janeiro, quando o BC prometeu afrouxar a Selic.

O BDM Online entra agora em esquema de plantão para notícias extraordinárias e voltará a ser atualizado normalmente na 2ªF, às 7h. Bom fim de semana!

++ Cosan: S&P reduz nota de crédito de “BB” apar

++ Cosan: S&P reduz nota de crédito de “BB” apara “BB-” e coloca rating em observação negativa por menor flexibilidade financeira

Fechamento: Petrobras ameniza queda o dia, mas Ibovespa recua 5% na semana com aversão ao risco; dólar recua a R$ 5,24

O Ibovespa fechou em leve baixa nesta 6ªF, mesmo diante do forte mau humor em NY com as incertezas sobre a guerra EUA-Irã e aversão ao risco, graças ao desempenho de Petrobras – que subiu firme após o balanço trimestral e a disparada do petróleo.

O índice terminou em -0,61%, aos 179.364,82 pontos, com giro expressivo, de R$ 32,6 bilhões. Na semana, o desempenho acumulado é negativo em 5%.

Os papéis ON da petrolífera subiram 4,12% (R$ 45,78) e os PN +3,49% (R$ 42,11), ocupando a terceira e quarta maiores altas do Ibovespa.

Outras blue chips, no entanto, foram no sentido contrário. A Vale recuou 2,99% (R$ 78,86), a despeito da valorização do minério (+1,38%).

Santander caiu 2,51% (R$ 31,52), BTG -2,01% (R$ 56,00), Bradesco PN -1,41% (R$ 19,55) e Itaú PN -1,33% (R$ 42,93).

Brava Energia liderou os ganhos do índice com +4,61% (R$ 19,73), seguida de Prio (+4,27%; R$ 59,39), na esteira do petróleo.

Na outra ponta, Embraer foi a que mais caiu (-8,05%; R$ 80,14), após o balanço trimestral dividir opiniões de analistas. Vamos figura a seguir com -7,24% (R$ 3,97), acompanhada de Raízen (-6,78%; R$ 0,55).

O dólar fechou o dia em baixa de 0,82%, a R$ 5,2438, mas acumulou alta de 2,14% na semana.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA:  -0,61% | 179.364,82 pts

▫️ DOW JONES: -0,95% | 47.501,55 pts

▫️ S&P500: -1,33% | 6.740,02 pts

▫️ NASDAQ: -1,59% | 22.387,68 pts

▫️ DÓLAR: -0,82% | R$ 5,2438

▫️ EURO: -0,49% | R$ 6,0792

▫️ BITCOIN: -4,26% | US$ 68.098,00