Giro das 15h: Petróleo amplia alta e bolsas recuam em NY, de olho no Estreito de Ormuz

As bolsas norte-americanas firmaram a tendência de baixa (Dow Jones -0,81%; S&P500 -0,32%; Nasdaq -0,12%), após a Reuters informar que o Irã espalhou minas navais pelo Estreito de Ormuz.

A notícia que fez o petróleo ampliar a alta para a casa dos 5% (Brent/maio +5,15%, a US$ 92,32; WTI +5,16%, a US$ 87,76).

Por aqui, o Ibovespa opera em baixa moderada (-0,24%, aos 183.007 pontos), com Petrobras ON (+3,80%) e PN (+4,46%) novamente ajudando a conter a queda do índice.

O mercado doméstico recebeu há pouco a pesquisa Genial/Quaest, que mostrou empate numérico em 41% entre Lula e Flávio Bolsonaro em uma eventual disputa de 2º turno.

O dólar à vista sobe 0,19%, para R$ 5,1672 e os juros futuros apontam para cima (DI Jan/27 a 13,650%; Jan/33 a 13,660%).

Isso acontece após o dado de vendas no varejo restrito mostrar alta de 0,4% em janeiro, contrariando previsão de queda de 0,1%.

Ouro cai com desdobramentos da guerra no Irã e avanço do dólar

O ouro fechou em queda nesta 4ªF, devolvendo parte dos ganhos da última sessão, com o temor do mercado de que os desdobramentos da guerra entre EUA e Irã pressione a inflação, uma vez que o petróleo voltou a disparar hoje.

O principal foco de tensão é o Estreito de Hormuz, passagem fundamental para o mercado de energia global e atualmente bloqueada devido ao conflito.

Tal cenário traz incertezas quanto à trajetória dos juros americanos, por exemplo.

Hoje, Trump disse que as operações militares no Oriente Médio “ainda não terminaram” e que o fim depende de sua vontade.

No campo macro, a inflação ao consumidor nos EUA subiu 0,3% em fevereiro, dentro do consenso, ante 0,2% em janeiro.

O avanço da moeda americana frente a pares também pressionou o metal precioso. Há pouco, o DXY tinha alta de 0,44%.

O contrato do ouro para abril fechou em baixa de 1,20% na Comex, cotado a US$ 5.179,10 por onça-troy.

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++ Chubb se torna a principal seguradora dos EUA para o transporte marítimo no Golfo Pérsico em meio à guerra com o Irã (CNBC)

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