NY apresenta forte recuperação e ruídos internos envolvem do BC
Após uma semana de intensa volatilidade, especialmente em Wall Street, onde os investidores intensificaram a fuga das techs, com receio de uma bolha na IA, a sexta-feira foi de forte recuperação, com os setores da “economia real” voltando a se destacar em meio a um movimento de rotação de ativos.
Por aqui, pegou mal a declaração do novo líder do PT, de que o partido pretende questionar a autonomia do BC.
Isso, em meio à possibilidade de Lula indicar Guilherme Mello para uma das diretorias da autoridade monetária.
O BDM Online entra agora em esquema de plantão para notícias extraordinárias e voltará a ser atualizado normalmente na 2ªF, às 7h. Bom fim de semana!
Fechamento: Ibovespa segue NY e fecha em alta, perto dos 183 mil pontos; Bradesco cai após balanço
Em uma sessão bastante volátil, o Ibovespa resistiu à pressão negativa das ações de bancos e fechou no azul, no embalo da euforia em NY.
O índice terminou o pregão com alta de 0,45%, aos 182.949,78 pontos.
Na semana, o desempenho é positivo em 0,87%. O giro hoje ficou em R$ 29,7 bilhões.
O destaque negativo do setor bancário ficou com o Bradesco (PN -2,55%, a R$ 20,61, na terceira maior queda do Ibovespa; e ON -1,98%, a R$ 17,81), no day after do balanço anual.
Santander caiu 1,74% (R$ 33,95) e BB -0,45% (R$ 24,33). Itaú subiu 2,70% (R$ 46,75) e BTG +2,19% (R$ 60,27).
Nas commodities, a Vale caiu 0,95% (R$ 85,63), pouco menos que o minério de ferro (-1,23%), ao passo que Petrobras (ON -1,04%, a R$ 38,87; e PN -0,95%, a R$ 36,65) foi na contramão do petróleo.
A maior alta do Ibovespa ficou com Direcional (+6,90%; R$ 15,81), seguida de Magazine Luiza (+5,70%; R$ 10,20) e B3 (+4,80%; R$ 17,0).
Do lado negativo, CSN liderou com -3,94% (R$ 9,51), acompanhada de Cogna (-3,30%; R$ 3,81).
No câmbio, a continuidade da entrada de fluxo de capital estrangeiro para a bolsa ajudou a fortalecer o real. O dólar à vista fechou em baixa de 0,63%, a R$ 5,2204. Na semana, a moeda caiu 0,52%.
Fechamento dos Mercados
▫️ IBOVESPA: +0,45% | 182.949,78 pts
▫️ DOW JONES: +2,47% | 50.115,67 pts
▫️ S&P500: +1,97% | 6.932,30 pts
▫️ NASDAQ: +2,18% | 23.031,21 pts
▫️ DÓLAR: -0,63% | R$ 5,2204
▫️ EURO: -0,70% | R$ 6,1678
▫️ BITCOIN: +10,62% | US$ 70.116,00
Juros longos voltam a subir com novo ruído de interferência na autonomia do BC
Os juros futuros terminaram mistos nesta 6ªF, com curtos em leve baixa e longos novamente em alta.
Os curtos acompanharam a melhora no apetite por risco, com investidores de olho em um corte de 0,5 pp da Selic em março.
Já os longos voltaram a refletir as preocupações do mercado com possíveis interferência do governo no BC.
A fonte do ruído hoje foi uma entrevista do líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai, à Folha, afirmando que o partido quer rever autonomia do BC após o caso Master.
Segundo ele, a autonomia precisa ser “relativa, não absoluta”.
Ele disse que a bancada do PT pretende iniciar discussão em reunião com Haddad em março.
No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,360% (de 13,379% no ajuste anterior); Jan/29 a 12,760% (12,727%); Jan/31 a 13,205% (13,148%) e Jan/33 a 13,460% (13,383%).