Bolsas europeias fecham mistas, em meio a pressão das techs
As bolsas europeias fecharam sem direção única, com o índice DAX da Alemanha fazendo uma pausa após sequência de cinco dias de alta que levou o índice a recordes históricos.
Ações de tecnologia sofreram forte pressão vendedora, principalmente as de fabricantes de chips, com os investidores focados na avaliação, apesar dos lucros da Samsung.
O setor de defesa chegou a subir com o início da cúpula da OTAN, mas terminou a sessão em baixa (Hensoldt caiu 0,07%; Rheinmetall cedeu 1,44%).
No Reino Unido, o FTSE foi beneficiado pelos ganhos do setor de energia compensando as quedas generalizadas das mineradoras. O petróleo subiu mais de 2% após novos ataques a navios no Estreito de Ormuz enfatizarem os riscos de segurança na via.
As gigantes do setor avançaram em Londres: BP ganhou 1,44% e Shell valorizou 3,38%, depois de anunciar também que os lucros com a comercialização de gás no 2TRI seriam significativamente maiores do que no trimestre anterior.
No fechamento: Londres +0,15%; Frankfurt -1,36%; Paris -0,51%; Stoxx 50 -1,19% (6.321,75); Stoxx 600 -0,53% (647,08).
Ibovespa devolve ganhos com 3º navio atacado em Ormuz em 24h; Petrobras limita
O Ibovespa chegou a fazer máxima de 173.543,67, mas devolveu ganhos em linha com NY, enquanto o dólar e os juros sobem.
Há relatos de que um terceiro navio foi atingido no Oriente Médio nas últimas 24 horas. Há pouco, o índice perdia 0,22%, aos 172.069,93.
Os recentes ataques a embarcações no Estreito de Ormuz apoiam recuperação do petróleo, que sobe agora mais de 2%.
Com isso, Petrobras opera em alta (ON +1,79%; PN +1,48%), limitando as perdas do índice, que poderiam ser ainda maiores.
Já Vale cai 1,62%, em meio à queda do minério.
NY também cede. Dow Jones perde 0,25%; o S&P 500 cai 0,61% e o Nasdaq, um pouco mais, cedendo 1,37%, sofrendo adicionalmente com a volatilidade do setor de chips.
O dólar sobe ante a maioria dos pares e emergentes, com o DXY aos 100,905 pontos (+0,05%). Ante ao real, a divisa chega a R$ 5,1431 (+0,22%).
A cautela sobre o choque de energia pressiona os rendimentos dos Treasuries (o do T-bond de 30 anos a 5,02%, refletindo a geopolítica) e, aqui, os juros futuros, às vésperas da ata do Fomc.
++ Petróleo dispara após relato de um terceiro a
++ Petróleo dispara após relato de um terceiro ataque a navio-tanque na região do Estreito de Ormuz, segundo informou a agência britânica de segurança marítima UKMTO
++ Há pouco, o WTI para agosto subia 2,64%, a US$ 68,55; e o Brent para setembro ganhava 2,57%, a US$ 71,99