Ouro tem nova realização de lucros, mas fecha semana de recordes com alta de 2%

O ouro fechou em queda nesta sexta-feira, pelo segundo dia consecutivo, estendo o movimento de realização de lucros após bater marcas históricas nesta semana.

O movimento ocorre em meio a sinais de arrefecimento das tensões geopolíticas, reduzindo o apelo do metal precioso como ativo seguro.

Após uma repressão sangrenta, notícias dão conta de que os protestos no Irã diminuíram e Trump chegou a publicar em sua rede social que todos os enforcamentos que estavam programados para ontem (mais de 800) haviam sido cancelados.

Apesar dos discursos, o Pentágono mobilizou dois grupos de porta-aviões rumo ao Oriente Médio, o que deixa um alerta no ar.

Na seara comercial, os EUA e Taiwan fecharam ontem um acordo que reduz de 20% para 15% as tarifas sobre muitas das exportações de semicondutores e canaliza novos investimentos para a tecnologia americana, o que pode irritar a China.

No campo macro, espera-se que o Fed mantenha os juros inalteradas neste primeiro semestre, com um primeiro corte projetado para junho, segundo a LSEG.

O contrato do ouro para fevereiro fechou em baixa de 0,61% na Comex, cotado a US$ 4.595,40 por onça-troy. Na semana, o desempenho acumulado é positivo em 2,10%.

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Giro das 15h: Bolsas perdem força em NY após Trump descartar Hassett no Fed

As bolsas americanas reduziram ganhos no início da tarde após declarações de Donald Trump e agora operam perto da estabilidade (Dow Jones -0,04%; S&P500 +0,03%; Nasdaq -0,03%). O presidente americano sinalizou que Kevin Hassett não deve assumir a presidência do Fed e vai permanecer como assessor econômico da Casa Branca.

A sinalização levou os investidores a acreditarem em um Fed com perfil menos dovish.

Por aqui, o Ibovespa engata uma realização (-0,64%, aos 164.510 pontos), após duas sessões seguidas de recordes de fechamento, com Vale ON (-1,42%) e os bancos (Itaú PN -0,68%; Bradesco PN –0,37%) puxando a correção.

O dólar à vista tem alta modesta (+0,15%, a R$ 5,3763), enquanto os juros futuros passam por forte ajuste para cima (DI Jan/27 a 13,810%; Jan/33 a 13,670%), após o IBC-Br de novembro também superar as expectativas, depois que as vendas no varejo do mesmo mês, divulgadas ontem, surpreenderam os economistas e colocaram dúvida nas chances do Copom iniciar os cortes da Selic em março.