Depois do ruído, vem a ata
… Hoje é dia de chegar mais cedo no escritório pra ler a ata do Copom, que sai daqui a pouquinho, às 8h. Depois da forte reação ao comunicado, os investidores esperam que o BC esclareça os fundamentos que justificaram não só a queda da Selic para 14,25%, mas a possibilidade de novos cortes acontecerem, mesmo admitindo um ambiente de inflação pressionada, expectativas em deterioração e riscos mais desafiadores. A torcida é para que tenha sido só um texto confuso. Enquanto isso, a geopolítica trouxe alívio importante, com o fluxo do petróleo começando a normalizar no Estreito de Ormuz – o que reduz uma das principais fontes recentes de tensão para os mercados globais.
A ATA MAIS ESPERADA – Depois da forte reação provocada pelo comunicado da semana passada, a ata da reunião de junho do Copom se transformou no principal evento da semana para os mercados. É de longe uma das atas mais esperadas dos últimos tempos.
… Mais do que a decisão que reduziu a Selic para 14,25%, investidores querem entender os motivos que levaram o BC a sinalizar que pode manter os cortes em um ambiente de expectativas de inflação mais elevadas, projeções piores e balanço de riscos considerado mais desafiador.
… O desconforto surgiu após o Copom fazer referências a diferentes trajetórias de juros compatíveis com a convergência da inflação à meta, antecipando o tema do 1TRI/2028, que só passará a ser o horizonte relevante da política monetária a partir da reunião de agosto.
… A combinação desses fatores foi interpretada por boa parte dos investidores como um sinal de maior flexibilidade e alimentou dúvidas sobre os próximos passos do ciclo e especulações sobre a credibilidade do BC. A reação dos mercados foi imediata e bastante significativa.
… Nos dias seguintes ao comunicado, a curva de juros ganhou inclinação, as taxas mais longas avançaram de forma expressiva, as expectativas de inflação continuaram se deteriorando e o dólar voltou a ganhar força frente ao real.
… Nesta segunda-feira, os ativos recuperaram apenas uma pequena parte desse movimento, em um comportamento que reforçou a percepção de que as dúvidas permanecem e foram apenas transferidas para a ata e o Relatório de Política Monetária, na quinta-feira.
… Entre os participantes do mercado, há interpretações distintas sobre o significado da mensagem transmitida pelo Copom.
… Parte dos economistas considera que o principal problema foi de comunicação mal feita e avalia que o comitê falhou ao explicar de forma mais clara como diferentes trajetórias de juros poderiam levar à convergência da inflação.
… Outros veem na decisão uma sinalização de maior flexibilidade na condução da política monetária, embora sem abandono da meta ou mudança explícita da função de reação do BC. O consenso, porém, é que a ata precisará responder a uma série de questionamentos.
… Entre eles estão o significado das chamadas trajetórias alternativas para a Selic, o peso atribuído ao novo horizonte relevante, a interpretação do balanço de riscos, a avaliação sobre a atividade econômica e o espaço efetivo para novos cortes de juros nos próximos meses.
… O desafio é particularmente relevante porque o próprio ambiente inflacionário continua se deteriorando.
… O Boletim Focus desta semana mostrou nova alta das projeções para o IPCA de 2026, que voltou a se afastar da meta, enquanto as estimativas para a inflação no horizonte considerado pelo Banco Central também permaneceram pressionadas.
… Nesse contexto, a expectativa predominante é por uma explicação convincente da mensagem do Copom, que coloque um fim nos ruídos.
… Depois de uma semana marcada por interpretações divergentes, a ata será vista como a primeira oportunidade para o Banco Central esclarecer os fundamentos da decisão e indicar se a leitura mais dovish feita pela maioria era de fato a intenção do comitê.
SEM CHANCELA – O cancelamento do leilão de NTN-B previsto para hoje acabou aumentando a importância da ata do Copom.
… Interpretada como uma resposta à deterioração observada no mercado de títulos públicos após o comunicado da semana passada, a decisão reforçou a percepção de que os ruídos tiveram consequências concretas sobre os papéis.
… A decisão nesta segunda-feira ajudou a aliviar a pressão sobre a curva de juros e foi apontada como um dos fatores que contribuíram para a devolução de parte dos prêmios acumulados após a reunião do Copom da semana passada (leia mais abaixo).
… Nas últimas sessões, as NTN-B sofreram forte abertura de taxas em toda a curva, com movimentos particularmente intensos nos vencimentos intermediários e longos. Segundo cálculos da BGC Liquidez, a NTN-B 2029 chegou a abrir mais de 18 pontos-base.
… Também as inflações implícitas avançaram de forma expressiva e participantes do mercado concordam que o cancelamento representa mais do que uma simples decisão operacional e colocou o Tesouro como protagonista político.
… A Warren Investimentos afirmou que a medida é um reconhecimento explícito da deterioração das condições de negociação dos títulos públicos e de sinais de comportamento considerado disfuncional em alguns segmentos da curva.
… O estrategista-chefe de Macro e Dívida Pública da Warren, Luis Felipe Vital, atribui esse ambiente à combinação de fatores que inclui o tom mais duro do Fed, os ruídos com a comunicação do Copom, a volatilidade do conflito no Oriente Médio e incertezas fiscais domésticas.
… Segundo ele, o problema deixou de ser apenas o nível das taxas e passou a envolver a própria dinâmica de funcionamento do mercado.
… A avaliação predominante é que o Tesouro dispõe de caixa suficiente para atravessar o período de maior turbulência sem necessidade de emitir títulos indexados à inflação em condições consideradas desfavoráveis.
… Alguns participantes chegaram a levantar a possibilidade de operações de recompra de títulos, embora a percepção majoritária ainda seja de que medidas extraordinárias não serão necessárias caso a normalização observada neste início da semana tenha continuidade.
… Ainda assim, concordam que a direção dos mercados continua dependente das explicações que o BC oferecerá na ata do Copom e no RPM.
ORMUZ REABRE – Enquanto o mercado aguarda esclarecimentos do Banco Central sobre os ruídos provocados pelo Copom, pelo menos um dos fatores de estresse das últimas semanas começou a perder força, com o acordo para o fim da guerra no Oriente Médio.
… As negociações entre Estados Unidos e Irã avançaram na Suíça nesta segunda-feira e ganharam uma dimensão mais concreta, com o Tesouro americano emitindo uma licença temporária de 60 dias autorizando a produção, entrega e venda de petróleo iraniano.
… E após semanas de tensão e ameaças de bloqueio, o fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz mostrou sinais de normalização.
… O vice-presidente JD Vance classificou como “muito, muito boas” as primeiras conversas realizadas após a assinatura do memorando de entendimento da semana passada e afirmou que as equipes registraram progresso nas discussões técnicas.
… Segundo ele, o Irã concordou em permitir o retorno de inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e avançou na construção de mecanismos para garantir a manutenção do tráfego marítimo por Ormuz.
… O presidente Donald Trump reforçou a mesma mensagem, ao afirmar que Teerã aceitará inspeções abrangentes para assegurar a chamada “honestidade nuclear” e disse que o fluxo de petróleo pelo estreito foi retomado.
… Também advertiu que Washington restabelecerá restrições caso considere que o Irã descumpriu os entendimentos alcançados.
… As declarações americanas, porém, foram contestadas por autoridades e veículos estatais iranianos. Teerã negou ter assumido compromisso formal sobre inspeções nucleares e afirmou que qualquer entendimento nessa área dependerá de um acordo definitivo.
… Fontes ligadas às negociações também rejeitaram versões divulgadas por Washington sobre a utilização de recursos iranianos bloqueados e sobre futuras compras de produtos agrícolas americanos.
… Apesar das divergências, os fatos observados pelo mercado seguiram na direção oposta à escalada que predominava há poucos dias. Dados de rastreamento mostraram aumento do tráfego em Ormuz, incluindo embarcações transportando petróleo iraniano e gás natural do Catar.
… Os mediadores Paquistão e Catar também confirmaram a criação de mecanismos para supervisionar as negociações, reduzir tensões no Líbano e evitar incidentes relacionados à navegação na região.
… O avanço das conversas ajudou a ampliar a percepção de que o risco de interrupção prolongada da oferta global de energia diminuiu. Com isso, o petróleo devolveu parte relevante do prêmio. O Brent caiu 3,31%, para US$ 77,90, enquanto o WTI recuou 2,62%, para US$ 73,86.
… Para os investidores, mais importante do que as divergências entre Washington e Teerã foi a constatação de que o petróleo iraniano começa a retornar ao mercado e que o Estreito de Ormuz voltou a operar de forma mais próxima da normalidade.
CURTAS DA POLÍTICA – Futuro de Jaques Wagner na liderança do governo no Senado deve ser definido em reunião com Lula amanhã, enquanto cresce a avaliação de que ele precisa deixar o cargo para evitar que o caso Master contamine a campanha à reeleição do presidente.
… O desgaste aumentou após novas revelações da PF sobre a relação de Wagner com dirigentes do banco.
PLANO SAFRA. O governo trabalha com um Plano Safra 2026/27 entre R$ 600 bilhões e R$ 650 bilhões, acima dos R$ 594,4 bilhões da temporada atual. As negociações entram na reta final com divergências entre Fazenda e Agricultura sobre volume de recursos e subsídios.
… A prioridade do setor agrícola continua sendo a redução dos juros das linhas de financiamento, considerados excessivamente elevados.
FERTILIZANTES. O Senado deve votar nos próximos 30 dias o Programa Nacional de Fertilizantes, que busca reduzir a dependência externa do Brasil por meio de incentivos à produção nacional, linhas de financiamento, crédito fiscal e desonerações para o setor.
TARIFAS DOS EUA. Um estudo da S&P Global estima que novas tarifas americanas podem atingir até US$ 8,5 bilhões em exportações brasileiras por ano, concentradas principalmente na indústria de transformação.
… Apesar do impacto potencial, a consultoria avalia que produtos relevantes do agronegócio devem ficar de fora das medidas.
MAIS AGENDA – Após cancelar a oferta de NTN-B, o Tesouro realiza hoje leilão de LFTs (11h), enquanto o Banco Central promove operações de rolagem de swaps cambiais (11h30). Mais cedo (8h), a FGV divulga a terceira quadrissemana do IPC-S de junho.
… Já o ministro da Fazenda, Dario Durigan, deve chegar na China hoje à tarde, onde participará de encontros voltados à agenda de finanças verdes, programas ligados à transição energética e atração de investimentos, com o Plano de Bonds do Tesouro e leilões do Eco Invest.
… No exterior, atenção para os PMIs preliminares de junho na Alemanha, zona do euro, Reino Unido e Estados Unidos (10h45), importantes para medir o ritmo da atividade global, em meio à expectativa de manutenção dos juros elevados por mais tempo nas principais economias.
… Investidores também seguem monitorando os desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e Irã, que continuam influenciando os preços do petróleo e a percepção de risco global, após os avanços registrados na Suíça e a reabertura gradual do Estreito de Ormuz.
JAPÃO HOJE – O PMI de serviços subiu de 50 pontos em maio para 51,8 pontos em junho, segundo pesquisa preliminar da S&P Global. O PMI industrial foi de 54,5 para 54,9 pontos e o PMI composto, de 51,1 para 52,5 pontos.
BAIXOU A FEBRE – No esforço para estancar o estresse, após a ata do Copom ter deixado todo mundo perdido em combate, a decisão do Tesouro de cancelar o leilão de NTN-Bs previsto para hoje queimou prêmio nos juros futuros.
… O DI devolveu parte dos exageros recentes, quando alguns contratos flertaram com taxas de 15%, enquanto as taxas das NTN-B encostaram em 9% em vencimentos de curto prazo e em 8% em longos da curva de juros reais.
… A estratégia de não chancelar picos nas taxas, em momento de incerteza, acalmou a tensão, enquanto paralelamente, o BC atuou no câmbio por meio de um leilão “casadão”, ajudando a aliviar a pressão sobre o dólar.
… O alívio nos negócios também coincidiu com os progressos nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã.
… No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,215% (de 14,257% no ajuste anterior); Jan/28, 14,680% (contra 14,816%); Jan/29, 14,755% (de 14,940%); Jan/31, 14,685% (de 14,898%); e Jan/33, 14,610% (de 14,824%).
… O petróleo abaixo de US$ 80 também ajudou na correção. A curva contrariou a pressão externa das taxas dos Treasuries, puxada pela expectativa de que o Fed de Warsh surpreenda com uma postura mais conservadora.
… Antes mesmo da divulgação esta semana da inflação do PCE, o BofA já revisou em alta as projeções para a política monetária e passou a considerar três doses de aperto do juro, de 25 pontos cada (setembro, outubro e dezembro).
… Na noite de ontem, em entrevista a uma rádio americana, o Fed boy Austan Goolsbee alertou que a inflação permanece bem acima da meta de 2% e tem seguido na direção errada, com risco de se tornar persistente.
… O rendimento da Note de 2 anos avançou para 4,230%, contra 4,176% antes do feriado de Juneteenth, o de 10 anos subiu para 4,507%, de a 4,452% no pregão anterior, e do T-bond de 30 anos avançou para 4,945%, de 4,898%.
… No câmbio, o dólar avançou especialmente contra o iene, que vive um momento dramático de fragilidade, perto do pior nível em quase 40 anos, o que levanta a lebre de que o Japão esteja preparando o terreno para intervir.
… As especulações sobre uma intervenção ganharam força depois das notícias de que a ministra das Finanças japonesa, Satsuki Katayama, fez uma reunião de emergência com o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent.
… As discussões abordaram respostas políticas às perdas históricas do iene. Entre o fim de abril e início de maio, o Japão gastou um valor recorde de 11,7 trilhões de ienes em intervenções no câmbio, segundo fonte do Investinglive.
… A moeda japonesa caiu ontem para 161,69 por dólar, enquanto o euro recuou 0,37%, para US$ 1,1424, e a libra subiu pouco (+0,12%), a US$ 1,3247, sinalizando que já havia precificado antecipadamente a renúncia de Starmer.
… O ex-prefeito de Manchester Andy Burnham se candidatou para o cargo de primeiro-ministro britânico. Com isso, o Reino Unido terá o sétimo chefe de governo em pouco mais de dez anos, dando a medida da instabilidade política.
… O índice DXY, que mede o desempenho do dólar contra seis moedas fortes, subiu 0,20%, a 101,020 pontos.
A UNIÃO FAZ A FORÇA – A suspensão de leilão pelo Tesouro e a intervenção simultânea do BC no câmbio, com venda de dólares à vista conjugada com compra no mercado futuro via swap reverso, acomodaram o câmbio.
… As atuações ajudaram a combater a turbulência causada pelos ruídos na comunicação do Copom, que colocaram em xeque a credibilidade do BC, diante das suspeitas de displicência com a ancoragem das expectativas de inflação.
… Na véspera da ata, o dólar conseguiu recuperar algum sangue-frio, para fechar em baixa de 0,45%, a R$ 5,1415.
… A queda firme do petróleo colaborou para a melhora na percepção de risco, de que o fim da guerra está sendo endereçado, depois dos avanços diplomáticos entre os Estados Unidos e o Irã na rodada de negociações na Suíça.
… Como resultado da aproximação entre os dois países, o Departamento do Tesouro americano suspendeu as sanções ao petróleo iraniano até 21 de agosto. O Brent caiu ao menor patamar desde março, valendo US$ 77,90.
… Em meio aos entendimentos, o fluxo da commodity pelo Estreito de Ormuz está ocorrendo no ritmo mais acelerado desde o início da guerra, no fim de fevereiro, segundo dados de rastreamento obtidos pela Bloomberg.
… Navios-tanque transportando 20 milhões de barris de petróleo passaram por Ormuz na sexta, sábado e domingo.
… Apesar de os preços do Brent terem afundado ontem, as ações da Petrobras avançaram (PN, +0,95%, a R$ 39,17; e ON, +0,69%, a R$ 43,64), porque preferiram fazer uma leitura positiva do sucesso nas tratativas do conflito militar.
… O alívio nos juros futuros provocado pelo cancelamento do leilão de NTN-Bs pelo Tesouro também ajudou a embalar a bolsa, junto com o impulso dos bancos, garantindo a retomada dos 170 mil pontos pelo Ibovespa ontem.
… O índice à vista fechou com ganho de 1,21%, aos 170.370,38 pontos, e giro financeiro de só R$ 23,8 bi. Ou seja, não dá para falar em volta do capital estrangeiro. Neste mês de junho, já saíram mais de R$ 4 bi em k externo da B3.
… Entre as blue chips, o destaque ficou ontem com os bancos: BTG unit avançou 3,10% (R$ 52,21), Itaú PN ganhou 2,68% (R$ 40,94), Bradesco PN subiu 1,20% (R$ 17,68), BB, +0,82% (R$ 19,58), e Santander unit, +0,26% (R$ 26,95).
… No ambiente de melhora de humor, Vale subiu 0,20%, a R$ 80,91, contra a queda de 0,87% do minério de ferro.
… Azzas disparou 10,48% (R$ 19,40), liderando os ganhos do índice, após confirmar interesse em vender a marca Farm Rio. Segundo o Valor, o Morgan Stanley já iniciará a venda essa semana e a lista de interessados é longa.
… Pode incluir fundos como L Catterton (sócio do St Marche no Brasil), Carlyle (ex-sócio da Tok& Stok), General Atlantic (sócia da Pague Menos) e Advent (ex-sócio do Walmart). Além disso, ainda há grupos estratégicos.
… ABG, WHP, Bluestar Alliance, LVMH, Kering e Inditex (Zara) podem estar entre os potenciais compradores.
GANGORRA – Em Wall Street, o investidor operou dividido entre o otimismo com a negociação para o final da guerra e uma onda de vendas nas ações das gigantes de tecnologia, que levou o Nasdaq a recuar 1,32%, a 26.166,60 pontos.
… Alphabet levou um tombo de 5,74% após perder para a concorrente Anthropic o cientista John Jumper, vencedor do Nobel e um dos especialistas responsáveis pelos modelos avançados de Inteligência Artificial da empresa.
… O S&P 500 caiu 0,37%, a 7.472,97 pontos, e o Dow Jones fechou em alta moderada de 0,29%, a 51.712,53 pontos.
CIAS ABERTAS NO AFTER – A Previ informou que deixará de indicar o presidente do conselho da VALE a partir da assembleia de 2027 e apoiará um candidato independente.
PETROBRAS. A companhia assinará hoje memorando de entendimentos com a estatal mexicana Pemex para cooperação em projetos de petróleo e gás.
REDE D’OR. Conselho aprovou distribuição de R$ 400 milhões em JCP, equivalentes a R$ 0,1832 por ação. Os papéis ficam ex em 26/06.
IGUATEMI. A Radar Gestora elevou participação de 6,68% para 10,28% das ações preferenciais da companhia.
LIGHT captou R$ 1,24 bi em aumento de capital, superando o mínimo previsto no plano de recuperação judicial e habilitando o pedido de saída da RJ. A empresa abriu etapa para subscrição das sobras do aumento de capital.
AXIA ENERGIA. Conselho aprovou a 9ª emissão de debêntures, no valor de R$ 800 milhões, com possibilidade de lote adicional de até 25%.
CELESC DISTRIBUIÇÃO fará a 2ª emissão de notas comerciais, no valor de R$ 750 milhões.
COELBA. A subsidiária da Neoenergia fará a 24ª emissão de debêntures, no valor de R$ 700 milhões.
YDUQS. O Ibmec abrirá sua primeira unidade no Nordeste, em Fortaleza, com investimento estimado em R$ 10 mi.
MRV. A companhia vendeu dois ativos da Resia nos EUA por US$ 139 milhões, reduzindo a dívida líquida consolidada em US$ 87 milhões.
GAFISA. A BlackRock reduziu participação para 4,628% do capital social, ante 5,037% anteriormente.
3TENTOS abriu oito novas lojas em Goiás, Pará, Tocantins e Minas Gerais, elevando sua rede para 81 unidades.
GPA. Conselho elegeu Inácio Caminha como diretor de RI, substituindo Pedro Vieira Lima de Albuquerque.
ANAC autorizou as companhias aéreas estrangeiras Wamos Air (Espanha) e Air Peace (Nigéria) a operar voos regulares internacionais de passageiros e cargas com origem e destino no Brasil…
… A Anac informou que o Brasil bateu recorde de passageiros em voos domésticos de janeiro a maio: mais de 42 milhões, alta de 6%. Só em maio, resultado mostrou avanço de 2% em base anual, para 8,31 milhões de passageiros.
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