Bolsas europeias sobem com guerra e decisões de juros na semana no radar

As bolsas europeias operam no campo positivo nesta 2ªF, enquanto os investidores acompanham os desdobramentos da guerra no Oriente Médio, em meio ao impasse nas negociações de paz entre EUA e Irã.

De acordo com a agência Axios, o país persa propôs ontem aos americanos reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar o conflito, desde que as conversas sobre seu programa nuclear sejam adiadas. Isso ocorreu após Donald Trump ter cancelado viagem de seus enviados ao Paquistão para encontro com autoridades iranianas.

A notícia da proposta não teve efeito para os contratos futuros de petróleo, que mantêm tendência de alta.

Ao mesmo tempo, os mercados europeus se preparam para uma semana de decisões sobre juros por BCs da região.

Há pouco, a bolsa de Londres subia 0,19%; a de Frankfurt ganhava 0,64% e a de Paris avançava 0,58%. Os índices STOXX 50 (+0,69%) e STOXX 600 (+0,26%) também tinham alta.

Bolsas asiáticas fecham majoritariamente em alta com desempenho das techs prevalecendo sobre a guerra

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta, ignorando os contratempos diplomáticos entre EUA e Irã. As techs lideraram os ganhos, enquanto o fracasso das negociações de paz apoiou o petróleo.

O Nikkei subiu 1,38%, atingindo novas máximas históricas, com as atenções se voltando para a reunião do BoJ, da qual se espera juros inalterados.

Na China, Xangai subiu 0,16% e Shenzhen, +0,37%,. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,20%. O Taiex, de Taiwan, subiu 1,76%, com otimismo em relação ao desenvolvimento da infraestrutura de IA.

A fabricante de chips sob encomenda Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC), que representa mais de 40% da capitalização total do mercado, continuou sendo o principal motor do índice, com alta de 6,2%.

Na Coreia do Sul, o Kospi subiu +2,15%.

Diário Econômico, por Ariane Benedito

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que os mercados abrem a semana pressionados por três frentes: guerra no Oriente Médio, risco político nos EUA após ataque contra Trump e decisões de juros do Fed e Copom na quarta-feira. O petróleo segue elevado e reduz espaço para cortes de juros. O Ibovespa caiu 2,55% na semana a 190 mil pontos e o dólar fechou a R$ 4,99. Hoje, atenção ao Focus e dados de crédito e dívida pública.