Encerramento das transmissões
Trump e Powell deixam seus recados ao mercado

Em meio às idas e vindas de Donald Trump e sua guerra comercial ao longo desta semana, o investidor sofreu com a volatilidade dos ativos globais.
O presidente americano usou suas habilidades midiáticas para prender a atenção do mundo e fazer o que bem entendia. Ainda mandou um recado direto para o mercado, afirmando que “não estou nem olhando para o mercado”.
Nesta sexta-feira, o mercado resolveu tentar não olhar para Trump e centrar o foco nos dados que, ao menos, são mais confiáveis.
O payroll desacelerou mais que o esperado e acendeu a luz amarela dos analistas para o risco de uma estagflação nos EUA. Mas Jerome Powell tratou de acalmar os ânimos à tarde, dizendo que o dado de emprego americano de fevereiro “mostrou que mercado de trabalho continua vigoroso”.
Ele repetiu que o Fed não precisa ter pressa, que a política monetária “está bem-posicionada” e acrescentou que, “se o emprego enfraquecer ou a inflação cair mais rápido, podemos relaxar a política”. Foi a deixa que o investidor queria para virar a mão e voltar às compras.
Aqui, o PIB mais fraco derrubou os prêmios nos juros futuros e deixou a bolsa brasileira mais atraente, diante da possibilidade de o Copom não levar mais a Selic até os 15% e, quem sabe, começar a aliviar os juros já no fim deste ano.
Bom fim de semana! (Téo Takar)