Câmbio

Dólar tem nova alta com risco fiscal e avanço da extrema direita na Europa

Atualizado 10/06/2024 às 17:07:52

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[10/06/24] Da Redação do Bom Dia Mercado

O dólar à vista voltou a subir e encostou nos R$ 5,39 no pior momento desta 2ªF, ainda refletindo o mal-estar dos investidores com cenário fiscal, após o ruído sobre as declarações de Fernando Haddad em uma reunião fechada na 6ªF.

Segundo o Estadão apurou, Haddad apresentará a Lula medidas para desindexar os gastos do Orçamento federal, como estabelecer o teto do arcabouço, de 2,5% acima da inflação, para as despesas hoje vinculadas ao salário mínimo e também para os pisos da saúde e educação.

A palavra final sobre o ajuste será de Lula, que sofre influência da ala política do governo, liderada por Rui Costa, contrário a cortes nos gastos.

O câmbio doméstico também sofreu a pressão da alta da moeda americana no exterior, especialmente sobre o euro, após a extrema direita ganhar posições nas eleições parlamentares da União Europeia.

O resultado do pleito levou o presidente francês, Emmanuel Macron, a antecipar as eleições legislativas no país. O mercado seguirá cauteloso pelo menos até 4ªF, quando saem os números de inflação ao consumidor (CPI) nos EUA e a decisão do Fed.

O dólar à vista fechou em alta de 0,60%, a R$ 5,3569, após oscilar entre R$ 5,3155 e R$ 5,3891. Às 17h02, o dólar futuro para julho tinha alta de 0,07%, a R$ 5,3685. Lá fora, o índice DXY subia 0,25%, aos 105,143 pontos. O euro caía 0,37%, a US$ 1,0761. E a libra ganhava 0,07%, a US$ 1,2729.

(Téo Takar)

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