Câmbio

Dólar segue alívio externo com falas 'dovish' de membros do Fed e cronograma para reforma tributária

Atualizado 10/10/2023 às 17:07:10

O dólar devolveu boa parte da alta recente frente ao real e outras moedas nesta 3ªF, acompanhando o tombo dos juros dos Treasuries na volta do feriado nos EUA. A forte correção ocorre na esteira de declarações “dovish” de membros do Fed, chamando atenção para o impacto dos juros elevados dos Treasuries sobre a economia, o que pode levar o BC americano a encerrar logo seu ciclo de aperto. O presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, disse que “é possível que alta nos juros dos Treasuries deixe menos trabalho para o Fed”. Mas, ponderou que “se alta dos títulos for devido às expectativas sobre o Fed, poderemos ter que apertar”. Já Raphael Bostic, do Fed de Atlanta, foi mais enfático ao dizer que os juros já estão “suficientemente restritivos” nos EUA, defendendo o fim do ciclo de aperto.

A notícia de que a China prepara um pacote de estímulos à economia também ajudou a elevar o ânimo dos mercados, reduzindo as posições defensivas no câmbio. Por aqui, a moeda acelerou a queda no fim da sessão com a notícia de que o senador Eduardo Braga vai apresentar seu relatório sobre a reforma tributária no dia 24 para levar o tema à votação no plenário do Senado até 9 de novembro. O dólar à vista fechou em baixa de 1,44%, a R$ 5,0562, encostado da mínima do dia (R$ 5,0552). Na máxima, marcou R$ 5,1418. Às 17h01, o dólar futuro para novembro caía 1,56%, a R$ 5,0700, na mínima do dia. Lá fora, o índice DXY recuava 0,30%, aos 105,762 pontos. O euro subia 0,36%, para US$ 1,0603. E a libra ganhava 0,42%, para US$ 1,2286. (Téo Takar)

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