Câmbio

Dólar corrige parte das perdas recentes com cautela diante da agenda carregada em Brasília

Atualizado 03/07/2023 às 17:08:29

O dólar à vista operou em margens estreitas nesta 2ªF e terminou em leve alta frente ao real, corrigindo uma pequena parte das quedas expressivas acumuladas em junho (-5,59%) e no 1º semestre (-9,29%), enquanto o mercado adota alguma cautela com a agenda econômica carregada no Congresso. A sessão mais curta em Wall Street devido ao feriado prolongado do Dia da Independência nos EUA enxugou a liquidez o mercado por aqui.

Lá fora, o dólar também não mostrou grandes oscilações frente aos pares, com investidores reagindo a uma série de dados fracos de atividade (PMIs) nas principais economias, inclusive nos EUA, o que coloca em dúvida até qual nível de taxa o Fed pode seguir com seu aperto monetário. Aqui, o Boletim Focus concentrou as atenções, mostrando recuo significativo nas expectativas de inflação, já incorporando as reações do mercado à decisão do CMN, à ata do Copom e ao RTI, todos divulgados na semana passada.

Com isso, ganhou ainda mais força a aposta de um corte da Selic em agosto, com as apostas avançando dos 25 pb para a casa dos 50 pb. Ao longo da semana, as atenções estarão voltadas para Brasília, onde a pauta econômica domina a Câmara, com os projetos do Carf, do arcabouço fiscal e da reforma tributária, e também o Senado, com o marco das garantias e a sabatina dos novos diretores do BC.

O dólar à vista fechou em alta de 0,39%, a R$ 4,8084, perto da máxima do dia (R$ 4,8094). Na mínima, marcou R$ 4,7608. Às 17h02, o dólar futuro para agosto subia 0,35%, para R$ 4,8295. Lá fora, o DXY marcava alta de 0,08%, aos 102,998 pontos. O euro operava estável, a US$ 1,0909. E a libra caía 0,06%, para US$ 1,2690. (Téo Takar)

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