Tudo está bem quando termina bem

… A uma hora e meia do deadline ao Irã, o presidente dos Estados Unidos suspendeu, por duas semanas, os ataques que prometiam matar “uma civilização inteira, para nunca mais ser trazida de volta”. Trump atendeu a uma proposta intermediada pelo Paquistão junto a Washington e Teerã, que se comprometeu com a abertura imediata do Estreito de Ormuz durante esse período, quando o cessar-fogo bilateral abrirá espaço para prosseguirem as negociações. Os mercados já antecipavam um desfecho menos catastrófico, tanto que os movimentos de cautela foram contidos, nesta terça-feira. Na abertura do pregão asiático, o petróleo furava os US$ 100 e os futuros de Nova York subiam.

BOLA CANTADA – Em nota nas redes sociais, Trump anunciou que concordava com o pedido do Paquistão para suspender o envio de forças destrutivas ao Irã, desde que a República Islâmica concordasse com a ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA de Ormuz.

… Fez questão de dizer que sua concordância em suspender o ataque ao Irã ocorre após o cumprimento de todos os objetivos militares, porque ele, obviamente, tenta sair como vitorioso dessa guerra, que é tão criticada pela população americana e o mundo todo.

… “Estamos muito avançados em um acordo definitivo sobre a PAZ a longo prazo com o Irã e a PAZ no Oriente Médio. Recebemos uma proposta de 10 pontos do Irã e acreditamos que ela constitui uma base viável para a negociação”, registrou na Truth Social.

… Segundo Trump, “quase todos os pontos de discórdia foram acordados entre Estados Unidos e Irã, e um período de duas semanas permitirá que o acordo seja finalizado e consolidado”. Escreveu ainda que “é uma honra ver este problema de longa data próximo de uma solução”.

… O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã se manifestou oficialmente em comunicado na agência de notícias Mehr, confirmando o cessar-fogo e a abertura do Estreito de Ormuz por duas semanas, destacando que se tratava de “uma vitória para o Irã”.

… A nota cita a aprovação do novo líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, e acrescenta que as negociações para um acordo permanente serão realizadas a partir de sexta, em Islamabad, capital do Paquistão – apontado como principal mediador do conflito.

… Partiu do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, a proposta para que o presidente Donald Trump estendesse em mais duas semanas o prazo para as negociações com o Irã e o pedido para que Teerã reabrisse o Estreito de Ormuz como “gesto de boa-fé”.

… À frente das negociações, Sharif atestou o progresso das tratativas, afirmando que os resultados podem ocorrer “num futuro próximo”.

… A proposta surgiu à medida que se aproximava o prazo final estabelecido por Trump (21h de Brasília) para que o Irã aceitasse um cessar-fogo, enquanto o presidente ainda mantinha a retórica de ameaças, afirmando que as discussões estavam “acaloradas”.

… Em entrevista à Fox News, ele indicou que, se não houver avanço nas negociações, haveria um ataque “como eles nunca viram” antes. Ainda mais assustadora foi a fala da manhã. “Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser trazida de volta.”

… Teerã continuou devolvendo as ameaças, afirmando que iria adicionar aos seus ataques de retaliação as instalações de petróleo da Aramco e de Yanbu, na Arábia Saudita, e o oleoduto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, se Trump atacasse as suas usinas de energia.

… O regime dos aiatolás disse que os bombardeios levariam os preços do petróleo ao patamar de US$ 200 por barril.

… Apesar da elevada tensão, os mercados globais apostaram que o pior não aconteceria. Dólar e os juros caíram, enquanto as bolsas em Nova York ganharam força e o petróleo teve fraca oscilação. Os ativos passaram a ignorar cada vez mais a retórica de Trump (abaixo).

PETRÓLEO – Analistas do UBS avaliam que a recuperação da produção de petróleo deve levar mais tempo e que os preços tendem a permanecer elevados. Para o BofA, a alta deve ser repassada ao consumidor. Por isso, o PCE (amanhã) e o CPI (sexta) são esperados com expectativa.

… Pesquisa divulgada pelo Fed de Nova York, nesta terça, mostrou que as expectativas medianas de inflação de 1 ano e 3 anos subiram em março, para 3,4% e 3,1%, respectivamente, com maior aumento nas expectativas para preços de gasolina.

… O DoE aumentou a projeção para o preço médio do Brent em 2026 para US$ 96/barril e o valor médio em 2027 para US$ 76, e a Opep informou que sua produção de petróleo despencou 25% em março, a maior queda em pelo menos quatro décadas (Bloomberg).

… Até ontem, o tráfego pelo Estreito de Ormuz continuava fortemente reduzido. Apenas 15 navios atravessaram o estreito com autorização do Irã em um período de 24 horas, segundo a agência Fars, cerca de 90% abaixo dos níveis anteriores ao conflito.

… Nesta terça-feira, o contrato do WTI para maio, benchmark para os Estados Unidos fechou em alta de 0,48% na Nymex, a US$ 112,95 o barril, enquanto o Brent para junho, referência de preços para a Petrobras, recuou 0,45%, a US$ 109,27 o barril, na ICE londrina.

AFTER HOURS – Após o cessar-fogo confirmado por Trump e o Irã, o Brent para junho despencava 14,5%, cotado a US$ 93,44 o barril, enquanto os ADRs da Petrobras fecharam em forte queda de 6,95% (ON) e 5,74% (PN), refletindo o mergulho do petróleo no pregão eletrônico.

… Já o EWZ, principal fundo ETF de Brasil em Nova York, subiu 2,44%, a US$ 39,40, após ter fechado o pregão regular em baixa de 0,21% (US$ 38,46). No câmbio, o dólar cedeu de forma generalizada com o cessar-fogo confirmado.

PACOTE NÃO REDUZ INCERTEZAS –O pacote do governo para conter o impacto da alta do petróleo sobre o diesel foi recebido com cautela pelo mercado, em meio à avaliação de que as medidas ainda deixam dúvidas relevantes sobre sua eficácia e execução.

… Apesar do discurso oficial de que as ações foram “milimetricamente calculadas”, especialistas apontam falta de clareza, especialmente na operacionalização das novas subvenções.

… No caso do diesel, o governo ampliou os subsídios com duas novas frentes — incluindo um incentivo de R$ 1,20 por litro para o combustível importado, ainda assim, a leitura é que a medida não elimina completamente a defasagem em relação à paridade internacional.

… Isso manteria baixa a atratividade para importadores independentes.

… A incerteza operacional também pesa: representantes do setor destacam dúvidas sobre prazos de ressarcimento e divisão de custos, o que tem levado à paralisação de decisões logísticas, como a liberação de cargas.

… A percepção é de que, sem maior previsibilidade, o risco de desabastecimento segue no radar.

… Do lado macro, economistas também questionam o impacto fiscal das medidas. Embora o governo defenda neutralidade, há dúvidas sobre a compensação via aumento de receitas, além do risco de que os subsídios não sejam integralmente repassados ao consumidor final.

… Outro ponto de atenção é o efeito sobre a Petrobras, em um ambiente em que a estatal já atua com defasagens nos preços domésticos. A avaliação é que eventuais ajustes podem ser diluídos ao longo do tempo, o que adiciona incerteza sobre o impacto líquido para a companhia.

… Por fim, a sinalização de medidas mais duras contra preços considerados abusivos também gera desconforto no mercado.

… Especialistas alertam que intervenções diretas podem distorcer a dinâmica de preços e elevar o risco de desorganização na oferta, sobretudo em um cenário já marcado por incerteza global e volatilidade das commodities.

… No final da noite de ontem, o governo federal publicou em edição extra do Diário Oficial a medida provisória e os decretos feitos para mitigar os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os combustíveis.

… Além da subvenção sobre o diesel feita em parceria com governadores, foi publicada a subvenção sobre o gás liquefeito de petróleo (GLP) e o financiamento às empresas aéreas. Todas as medidas têm 31/5 como prazo final.

… Um dos decretos publicados zera o PIS/Cofins sobre a importação e comercialização do biodiesel.

ENDIVIDAMENTO –O governo avançou no desenho de um pacote para enfrentar o alto endividamento das famílias, mas ainda sem cronograma definido, mantendo o tema no campo das intenções.

… O ministro Dario Durigan (Fazenda) apresentou as linhas gerais das medidas ao presidente Lula, indicando que o anúncio pode ocorrer “nos próximos dias”, embora ainda faltem definições-chave.

… A proposta deve envolver múltiplas frentes de renegociação, com foco amplo – de pessoas físicas e trabalhadores informais a MEIs e pequenas empresas -, refletindo a leitura de que o problema é disseminado e diretamente ligado ao nível elevado de juros.

… Entre as alternativas em estudo, está a criação de mecanismos que limitem a reincidência no crédito, incluindo restrições ao acesso a determinadas modalidades após a renegociação, como apostas online.

… A ideia é evitar o chamado “ciclo de reendividamento”, embora ainda sem detalhes operacionais.

… Outro ponto sensível é o eventual uso de recursos do FGTS para viabilizar o programa. A hipótese segue em análise interministerial, diante das preocupações com a rigidez e a sustentabilidade do fundo, ainda que haja sinalização inicial positiva.

PROTAGONISMO NA ESCALA 6X1 – O debate sobre o fim da escala 6×1 expôs mais um ruído entre governo e Câmara, com versões divergentes sobre o encaminhamento da proposta.

… Enquanto o presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que o Executivo teria recuado do envio de um projeto de lei próprio, o Planalto nega qualquer acordo e sustenta que a sua proposta segue em preparação.

… Nos bastidores, a divergência revela uma disputa de protagonismo sobre a pauta em ano eleitoral.

… Motta defende que a tramitação ocorra via PEC já em curso, com calendário mais previsível no Congresso, enquanto o governo tenta manter espaço para apresentar seu próprio desenho, ainda em discussão interna.

… Apesar do desencontro, o cronograma da Câmara avança: a admissibilidade da PEC deve ser votada na próxima semana na CCJ, com previsão de análise em plenário até o fim de maio. A estratégia reforça o controle do Legislativo sobre o timing da pauta.

… Do lado do governo, a manutenção do discurso de envio de projeto indica que o tema segue como prioridade política, com potencial apelo junto à base, especialmente em um contexto de agenda mais voltada ao consumo e à renda.

SEGURO-DEFESO –A Câmara aprovou a MP que impõe um teto de R$ 7,9 bilhões para o seguro-defeso em 2026 e endurece as regras de concessão do benefício, incluindo a exigência de registro biométrico e maior comprovação da atividade pesqueira. O texto segue para o Senado.

… As mudanças também restringem o acúmulo com outros benefícios e ampliam a transparência, com divulgação mensal dos beneficiários.

… A leitura é de tentativa de conter fraudes e controlar despesas, em linha com o esforço fiscal do governo.

MAIS AGENDA – A quarta-feira tem inflação no radar doméstico e sinalizações importantes de política monetária, enquanto no exterior o foco recai sobre a ata do Fed, que pode recalibrar as apostas de juros em meio ao ruído recente do petróleo.

… No Brasil, o destaque é o IGP-DI de março, às 8h, com mediana de alta de 1,06%, após deflação de 0,84% em fevereiro, com estimativas entre 0,60% e 1,27%. Em 12 meses, o índice deve seguir em terreno negativo (-1,39%), ainda que menos intenso que os -2,91% anteriores.

… A pressão vem do atacado, com reversão da queda dos alimentos e avanço de combustíveis.

… Ainda às 8h, sai o IPC-S da primeira quadrissemana de abril, também pela FGV, enquanto às 11h a Anfavea divulga a produção de veículos de março, leitura relevante para atividade industrial. À tarde, às 14h30, o BC publica o fluxo cambial semanal.

… Na agenda de autoridades, o diretor de Política Monetária do BC, Nilton David, fala às 9h em evento do Bradesco BBI, em São Paulo, enquanto o presidente, Gabriel Galípolo, participa às 10h de reunião da CPI do Crime Organizado, com foco no caso do Banco Master.

… No exterior, a madrugada traz as encomendas à indústria da Alemanha (3h), seguidas pelas vendas no varejo e o PPI da zona do euro (6h), que ajudam a calibrar o pulso da atividade e da inflação na região.

… Nos Estados Unidos, o Departamento de Energia divulga às 11h30 os estoques de petróleo (expectativa de alta de 600 mil barris), em meio à atenção com preços de energia.

… O principal evento do dia, porém, é a ata da última decisão do Fed, às 15h, que pode oferecer pistas sobre o grau de preocupação do comitê com a inflação e atividade, em um ambiente ainda pressionado pelas commodities.

… Ao longo da tarde, dirigentes do Fed também participam de eventos: Mary Daly fala às 14h05 e Christopher Waller às 15h35.

CÃO QUE LADRA… – Estavam certos os mercados globais de desconfiarem que Trump não cumpriria o deadline para acabar com o Irã. Na reta final dos negócios, a melhora de humor antecipou a reviravolta previsível no script.

… O petróleo se afastou das máximas, as bolsas em Nova York e o Ibovespa zeraram as perdas, as taxas dos Treasuries de curto prazo e o dólar acentuaram a queda e, aqui, os juros futuros aliviaram a pressão no fim do dia.

… A notícia de que os bombardeios serão interrompidos pelas próximas duas semanas adiciona esperança ao cenário, neste momento em que o choque do petróleo já despertava uma onda de revisão em alta para o IPCA.

… Às vésperas do índice de inflação de março (sexta-feira), a Bradesco Asset elevou sua projeção para o IPCA deste ano de 4,4% para 4,7%, acima do teto da meta de 4,5%, e puxou a expectativa da Selic de 12,50% para 12,75%.

… Em relatório, a equipe citou o conflito prolongado no Irã e o aumento persistente dos preços do petróleo.

… Também citando os efeitos da alta da commodity, inclusive os reajustes já promovidos no mercado de combustíveis, a Warren Investimentos passou a esperar IPCA no teto este ano (4,5%), contra 4,4% anteriormente.

… Ainda a AZ Quest estima inflação no limite de tolerância (4,5%) e não descarta 5% se a guerra durar demais.

… A proposta do cessar-fogo temporário, negociada pelo Paquistão e aceita por Trump e Irã, vem num momento importante para o mercado, que já começava a mostrar maior estresse com a piora das expectativas inflacionárias.

… Esta semana, como se viu, o Focus indicou nova rodada de deterioração nas estimativas para o IPCA deste ano até 2028. A guerra explica o aumento das expectativas em horizontes mais curtos, como o fim de 2026 e 2027.

… Mas alguns economistas que participaram da reunião de ontem com o diretor do BC Paulo Picchetti disseram ao Broadcast que a alta nas apostas para 2028 extrapola os limites da guerra e se justifica por um fator mais estrutural.

… Eles apontaram problemas na comunicação do BC, que teria errado ao não adotar um tom de conservadorismo maior e nem alterar o balanço de riscos para a inflação, apesar dos efeitos do choque associado à guerra no Oriente.

… Esta “falha” teria levado o mercado financeiro a projetar inflação maior por um período mais longo (até 2028).  

… Em geral, porém, a percepção é de que o Copom continuará cortando a Selic em 0,25 ponto, a menos que haja uma deterioração tão firme nas apostas para o IPCA, que obrigue o BC a paralisar o ciclo de flexibilização monetária.

… NÃO MORDE – A convicção de que Trump aceitaria a proposta de cessar-fogo do Paquistão, até para posar de vencedor e fingir que não estava se dobrando ao jogo duro do Irã, aliviou os juros futuros no fim do pregão.

… A ponta curta reduziu os prêmios de risco e a longa reverteu a forte pressão observada durante quase o dia todo.

… No fechamento, o DI para Janeiro de 2027 marcava 14,145%, na mínima do dia (de 14,046% no ajuste anterior); Jan/28, 13,790% (13,736%); Jan/29, 13,680% (13,680%); Jan/31, 13,745% (13,797%); e Jan/33, 13,820% (13,878%).

… Ontem, além de ter puxado para cima a aposta para o IPCA, a Bradesco Asset cortou a previsão de crescimento do PIB deste ano de 1,8% para 1,6% e reduziu a projeção de déficit primário do setor público de 0,6% para 0,4% do PIB.

… Foi positivo a gestora ter revisado a projeção de câmbio de R$ 5,35 para R$ 5,30, citando a resiliência do real contra a moeda norte-americana e a expectativa mais favorável para as exportações brasileiras.

… Ontem, o apelo por um trégua na guerra desacelerou a alta do dólar nos últimos minutos do pregão. Depois de ter batido em R$ 5,1730 na máxima, aliviou para R$ 5,1549 no fechamento dos negócios, com leve avanço de 0,17%.

… Dizem que não perdeu fôlego com maior força, porque já vinha muito depreciado nos últimos dias. Além disso, teria pesado no pano de fundo o desconforto com o potencial risco fiscal do pacote do governo para os combustíveis.

… Lá fora, o índice DXY apostou (certo) em uma saída negociada antes do ultimato das 21h de Trump e caiu 0,12%, a 99,858 pontos. O euro subiu 0,48% (US$ 1,1598) e a libra ganhou 0,42% (US$ 1,3289). Já o iene recuou a 159,60/US$.

… A esperança de que os Estados Unidos e o Irã sentariam para negociar também derrubou as taxas dos Treasuries, na medida em que o alívio do petróleo é decisivo para esvaziar as pressões inflacionárias e acalmar a vida do Fed.

… O juro da Note de 2 anos fechou a 3,813% (de 3,851% na véspera) e o de 10 anos, a 4,311% (contra 4,339%).

… Os sinais de que os canais diplomáticos seriam reabertos reduziram as perdas do Dow Jones (-0,18%; 46.584,46 pontos), viraram o S&P 500 (+0,08%; 6.616,85 pontos) e garantiram alta de 0,10% ao Nasdaq (22.017,85 pontos).

… A reviravolta com a notícia de que o prazo de negociação com o Irã seria estendido aliviou o petróleo e, por tabela, os papéis da Petrobras: PN registrou desvalorização de 0,88%, a R$ 48,51, e ON perdeu 0,28%, valendo R$ 53,56.

… As ações da estatal ainda operaram sob uma dose de incômodo com as suspeitas de ingerência política, depois da saída antecipada do diretor Claudio Schlosser, diante da insatisfação de Lula com o leilão de GLP da semana passada.

… Apesar da queda da Petrobras, o Ibovespa deu um jeito de fechar estável (+0,05%) e na máxima do dia, aos 188.258,91 pontos, confiante de que o Paquistão conseguiria fazer a ponte entre Trump e o Irã para evitar o pior.

… O índice à vista completou seis altas seguidas, tendo fechado perto do zero a zero nos últimos três pregões.

… Vale contrariou a queda do minério (-0,26%) e avançou 0,72% (R$ 83,69). Os bancos fecharam mistos: Itaú PN, -0,07% (R$ 43,46); Santander, -0,97% (R$ 30,76); Bradesco PN, +0,68% (máxima de R$ 19,21); e BB +0,04% (R$ 23,44).

CIAS ABERTAS NO AFTER – PETROBRAS descartou ao Broadcast necessidade de importar diesel em maio, já que tem produção suficiente para atender mercado, após adiar parada programada e operar refinarias com alta utilização.

PETRORECONCAVO e SPE Tiêta revisaram contratos de compra e venda de petróleo com a Petrobras. Os termos dos aditivos não foram divulgados.

BRASKEM afirmou que segue avaliando alternativas para otimizar sua estrutura de capital, mas disse que não há decisão sobre eventual pedido de recuperação extrajudicial…

… A companhia informou ainda que a proposta de mudança de foro jurídico para São Paulo será votada em AGE no próximo dia 27.

B3. Alexandre Bettamio, do Bank of America, está entre os candidatos considerados para o cargo de CEO, segundo fontes. A bolsa também avalia nomes internos, como Luiz Masagão. (Bloomberg)

NATURA esclareceu que o fundo Lotus, da Advent, ainda não é acionista da companhia, embora siga vigente o compromisso de adquirir até 10% do capital em até seis meses.

SABESP corrigiu de R$ 2,5677 para R$ 2,6438 o valor por ação dos JCP declarados em dezembro e de R$ 0,8333 para R$ 0,8334 o valor por papel dos JCP declarados em março, sem alteração do valor total…

… Azevedo & Travassos e a Construtora Bahiana fecharam contrato de R$ 595,79 milhões com a Sabesp para obras em 26 municípios de São Paulo.

SANEPAR reapresentou o boletim de voto a distância para incluir a possibilidade de requerimento de voto múltiplo na eleição do conselho de administração.

HAPVIDA reapresentou o boletim de voto a distância para a AGOE de 30 de abril, após solicitação da Squadra, que indicou Tania Sztamfater Chocolat, Bruno Magalhães e Silva e Eduardo Parente Menezes para o conselho.

ODONTOPREV iniciou o prazo para exercício do direito de retirada a R$ 12,39 por ação, após aprovação da incorporação das ações da Bradesco Gestão de Saúde. O período termina em 7 de maio.

ONCOCLÍNICAS. Fitch rebaixou o rating nacional da 9ª e da 12ª emissões de debêntures de C(bra) para RD(bra) e calculou alavancagem bruta de 8,2 vezes e líquida de 7,8 vezes.

SUZANO. CEO, Beto Abreu, afirmou que, se a companhia atingir alavancagem entre 2x e 2,5x, poderá discutir mudança na política de dividendos.

KLABIN. Acionistas aprovaram a incorporação da subsidiária Klabin Amazônia, além da alteração do estatuto para refletir aumento do capital social para cerca de R$ 6,87 bilhões.

ISA ENERGIA homologou a conversão de cerca de 19,76 milhões de ações ordinárias em preferenciais.

TENDA registrou VGV consolidado de R$ 1,456 bilhão em lançamentos no 1TRI26, alta de 59,3% em um ano. As vendas líquidas consolidadas somaram R$ 1,533 bilhão, crescimento de 40,9%.

MOURA DUBEUX passou a deter a totalidade do capital social da Única, após desistir da proposta inicial que previa participação de administradores e controladores na subsidiária.

ALLIED. Fundos administrados pela BRL Trust reduziram participação para 44,85% do capital social, de 49,5% antes.

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