Bolsas asiáticas sobem com semicondutores e cúpula EUA-China prevalecendo sobre a guerra

A maioria das ações asiáticas se fortaleceu hoje, apesar das tensões no Oriente Médio. Os preços do petróleo sobem depois de Trump rejeitar a resposta do Irã a uma proposta de paz de 14 pontos.

A mídia estatal chinesa confirmou que Trump e Xi se encontrarão em Pequim entre os dias 13 e 15 de maio. A cúpula representa a primeira visita importante de um líder americano à capital chinesa em quase uma década.

Na China, Shenzhen e Xangai fecharam em alta de 2,16% e 1,08%, respectivamente, e o Hang Seng, de Hong Kong, ficou estável em +0,05%. Ganhos das fabricantes de semicondutores também ajudaram os mercados a resistir à alta do petróleo. O KOSPI da Coreia do Sul foi o de melhor desempenho, subindo 4,32%. Já o Nikkei no Japão caiu 0,47%, enquanto o Taiex, de Taiwan subiu 0,45%.

Diário Econômico, por Ariane Benedito

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que a semana será decisiva para medir o contágio da guerra no Oriente Médio sobre a inflação global.

O petróleo segue acima de US$ 100 e o CPI dos EUA e o IPCA de abril no Brasil são os destaques da agenda.

O dólar fechou abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez desde janeiro de 2024, favorecido pelo diferencial de juros e superávit comercial recorde.

A Brazil Week em Nova York ocorre em meio às negociações comerciais entre Lula e Trump.

Vai rolar: Balanço da Petrobras abre a semana

[11/05/26] A semana começa sob nova pressão do petróleo, que subia 3% na noite deste domingo, após Trump dizer que a resposta do Irã à proposta de cessar-fogo dos Estados Unidos é “inaceitável”.

O Brent voltou aos US$ 104, reacendendo o temor de inflação global em meio aos entraves nas negociações e mantendo o mercado preso ao risco geopolítico e ao impacto sobre energia e juros.

Em paralelo, a agenda da semana ganha peso com os dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, que podem recalibrar expectativas para o Fed e o Copom em um ambiente sensível ao conflito no Oriente Médio. Na B3, segue a temporada de balanços, com destaque para Petrobras após o fechamento.

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