Fechamento: Ibovespa cai forte com aversão ao risco global e calibragem de apostas para a Selic; dólar vai a R$ 5,06

Após o respiro de ontem, a bolsa voltou a cair forte nesta 4ªF, véspera de feriado, na esteira da aversão maior ao risco global com a continuidade da guerra no Irã, pressões inflacionárias e ameaça tarifária pelos EUA – motivando apostas de que o ciclo de queda da Selic pode acabar neste mês.

Nesse cenário, o Ibovespa fechou em baixa de 2,22%, aos 170.330,63 pontos, com giro de R$ 28,1 bilhões.

As blue chips caíram em bloco, com destaque para a Vale (-3,78%, na mínima de R$ 81,79), superando com folga o recuo do minério de ferro (-0,57%), e os bancos: BTG unit -4,77% (R$ 50,71), Santander unit -2,34% (R$ 26,72), Bradesco PN -2,14% (R$ 17,37), Itaú PN -2,12% (R$ 38,72) e BB -1,81% (R$ 19,53).

Os papéis da Petrobras também registraram perdas, fechando nas mínimas: ON -1,12%, a R$ 45,95; e PN -0,77%, a R$ 41,25.

Azzas liderou as baixas do índice com -8,48% (R$ 17,38), seguida de Hapvida (-8,26%; R$ 11,22) e Cosan (-7,73%; R$ 3,58).

Do lado positivo, Copasa ficou no topo com +13,34% (R$ 60,00), acompanhada de Minerva (+2,29%; R$ 3,58) e Suzano (+1,95%; R$ 41,22).

O dólar subiu 1,14%, para R$ 5,0668.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA: -2,22% | 170330,63 pts

▫️ DOW JONES: -1,21% | 50687,07 pts

▫️ S&P500: -0,74% | 7553,68 pts

▫️ NASDAQ: -0,89% | 26853,98 pts

▫️ DÓLAR: +1,14% | R$ 5,0668

▫️ EURO: +0,57% | R$ 5,8764

▫️ BITCOIN: -3,27% | US$ 65.326,00

Dólar dispara com tarifaço de Trump, ruído eleitoral e emprego forte nos EUA

O dólar à vista fechou em forte alta diante do real nesta 4ªF, refletindo tanto o clima de maior aversão ao risco no exterior, por causa da escalada da guerra no Oriente Médio, como o ruído doméstico, provocado pelas novas tarifas propostas pelos EUA, que podem encarecer as exportações brasileiras para os americanos em até 37,5%.

O clima político também pesou no câmbio, com o possível impacto eleitoral do tarifaço de Trump, que tem sido vinculado à visita de Flávio Bolsonaro aos EUA na semana passada.

A nova proposta de delação de Daniel Vorcaro no radar, já que pode trazer novas implicações contra o senador.

O mercado também avaliou o relatório ADP, que mostrou criação de 122 mil empregos no setor privado, pouco acima do esperado (117 mil), o que mostra um mercado de trabalho resiliente a abre espaço para o Fed retomar as altas de juros, fortalecendo o dólar globalmente.

O dólar à vista fechou em alta de 1,14%, a R$ 5,0668, após oscilar entre R$ 5,0121 e R$ 5,0902.

Às 17h03, o dólar futuro para julho subia 1,16%, para R$ 5,0995.

Lá fora, o índice DXY tinha alta de 0,31%, para 99,531 pontos. O euro caía 0,30%, a US$ 1,1597. E a libra recuava 0,35%, a US$ 1,3419.

++ Ibovespa fecha em baixa de 2,22%, aos 170.330

++ Ibovespa fecha em baixa de 2,22%, aos 170.330,63 pontos, após oscilar entre 170.007,55 e 174.192,19

++ Volume somou R$ 28,1 bilhões