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Iniciamos o avanço do BDM Online com o BDM Morning Call, que traz as expectativas da pré-abertura.

BDM Morning Call: Nova tarifaço pesa mais na política

 

[03/06/26] Apesar da proposta do governo americano de importar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros ter dominado o noticiário, a ocorrência de ativos foi contida, já que a medida ainda não é definitiva e há espaço para negociação. O maior impacto acabou sendo político, após Lula transformar o episódio em confronto direto com a família Bolsonaro e explorar o fato eleitoral. Lá fora, o petróleo subiu após novos ataques atribuídos ao Irã e diante do crescente desalinhamento entre Trump e Netanyahu. Na agenda, mais emprego nos Estados Unidos, e, no Brasil, produção industrial, balança comercial e Galípolo, em meio ao aumento das apostas de pausa no ciclo de cortes da Selic. (Rosa Riscala)

 

Leia o BDM Morning Call na íntegra acessando o link

www.bomdiamercado.com.br

Novo tarifaço pesa mais na política

… Apesar da proposta do governo americano de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros ter dominado o noticiário, a reação dos ativos foi contida, já que a medida ainda não é definitiva e há espaço para negociação. O maior impacto acabou sendo político, após Lula transformar o episódio em confronto direto com a família Bolsonaro e explorar o fato eleitoralmente. Lá fora, o petróleo voltou a subir após novos ataques atribuídos ao Irã e diante do crescente desalinhamento entre Trump e Netanyahu. Na agenda, mais emprego nos Estados Unidos, e, no Brasil, produção industrial, balança comercial e Galípolo, em meio ao aumento das apostas de pausa no ciclo de cortes da Selic.

TRUMP X NETANYAHU – O petróleo voltou a subir na madrugada desta quarta-feira, após novos ataques atribuídos ao Irã contra Bahrein e Kuwait e diante da percepção de que o cessar-fogo no Oriente Médio continua extremamente frágil.

… Apesar de Donald Trump insistir que as negociações com Teerã seguem em andamento, o mercado passou a enxergar um novo fator de risco para a guerra: o crescente desalinhamento entre Estados Unidos e Israel sobre como encerrar o conflito.

… Segundo a imprensa americana, Trump tenta acelerar um acordo diplomático que permita aliviar a pressão sobre energia, inflação e sobre sua própria base política, cada vez mais dividida em relação ao apoio à guerra.

… Já o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, segue pressionado internamente a ampliar a ofensiva militar contra o Hezbollah e aliados regionais do Irã, dificultando uma solução rápida para a crise.

… As divergências entre os dois líderes ficaram mais evidentes após os ataques contra Beirute, movimento que teria levado o Irã a endurecer o discurso e suspender negociações indiretas, embora Trump negue oficialmente interrupção dos contatos com Teerã.

… A mídia publica relatos de conversas tensas entre Trump e Netanyahu, por causa da continuidade das operações israelenses no Líbano.

… Mesmo após Trump anunciar avanços diplomáticos e sugerir um cessar-fogo mais amplo, Israel confirmou apenas uma trégua parcial no norte do Líbano, mantendo operações militares no sul do país.

… A leitura predominante no mercado é que o conflito entrou em uma fase de contenção negociada — e não de solução definitiva.

AGITOU O ELEITORAL – A proposta do governo americano de impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros movimentou o noticiário, mas acabou produzindo mais impacto político e eleitoral do que propriamente financeiro, nesta terça-feira.

… Apesar do ruído diplomático, Bolsa, câmbio e juros reagiram de forma relativamente contida, já que o mercado ainda trata a medida como negociável e longe de definitiva, uma vez que a decisão final só deve sair em 15 de julho, após audiências e novas rodadas de negociação.

… No campo político, porém, o episódio rapidamente escalou.

… Lula passou o dia tentando associar diretamente o tarifaço à aproximação entre Flávio e Trump, repetindo uma estratégia semelhante à usada no passado contra Eduardo Bolsonaro: transformar o embate externo em narrativa de soberania nacional e “traição à pátria”.

… O presidente acusou os Estados Unidos de agirem com base em “mentiras”, disse que o Pix virou alvo porque “assusta” os americanos e afirmou que o Brasil “não aceita ser tratado como republiqueta”, e disse estar esperando “um telefonema de Trump”.

… Nos bastidores, interlocutores admitem que parte do governo vê potencial ganho eleitoral no confronto com os Estados Unidos, sobretudo se conseguir colar na oposição o custo político e econômico de eventual escalada tarifária.

… Ao mesmo tempo, o Planalto tentou separar o discurso político da negociação prática.

… Lula determinou que as tratativas com Washington sejam conduzidas tecnicamente por Mauro Vieira e Márcio Elias Rosa, sob coordenação de Geraldo Alckmin, numa tentativa de evitar contaminação diplomática mais ampla.

… O governo ainda acredita numa reversão da medida antes da entrada em vigor e busca mobilizar também o setor privado nas negociações.

… A leitura predominante no mercado é que o episódio ainda não alterou de forma relevante o cenário econômico de curto prazo, mas aumentou o ruído político-eleitoral e abriu uma nova frente de risco para a campanha presidencial de 2026.

APOIO TÓXICO – O tarifaço proposto pelos Estados Unidos também abriu nova frente de desgaste potencial para Flávio Bolsonaro, justamente no momento em que o senador tenta consolidar sua pré-candidatura ao Planalto.

… O próprio Flávio tentou conter os danos, revelando que enviou carta ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, pedindo que os Estados Unidos desistam da tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros para não prejudicar a população brasileira.

… O problema é que a tentativa de neutralizar o desgaste coincidiu com uma demonstração pública de proximidade entre Trump e Flávio.

… O presidente americano publicou mensagem elogiando o senador brasileiro, descrevendo-o como “um jovem inteligente que ama muito seu País”, além de divulgar fotos do encontro realizado na Casa Branca na semana passada.

… A leitura ganhou força após declarações de Marco Rubio no Senado americano, ao citar o Brasil como um país não alinhado aos Estados Unidos, mas em “ciclo eleitoral”, deixando implícita sua preferência por uma mudança política no País.

NEGOCIAÇÃO COMEÇA PELO ETANOL – O governo brasileiro já admite nos bastidores que o etanol deve entrar como uma das principais moedas de troca nas negociações para tentar evitar a nova tarifa de 25% proposta pelos Estados Unidos.

… A avaliação na área diplomática é que o biocombustível se transformou há anos em um dos principais “irritantes” da relação comercial entre os dois países e que Brasília precisará apresentar algum tipo de concessão antes do prazo final de 15 de julho.

… Hoje, o Brasil cobra tarifa de 18% sobre o etanol americano, enquanto os Estados Unidos aplicam apenas 2,5% sobre o produto brasileiro.

… O tema aparece dezenas de vezes no relatório do USTR e é considerado especialmente sensível para Donald Trump, devido ao peso político do cinturão produtor de milho no Meio-Oeste americano.

… Segundo o Estadão, já se discute alternativas como redução parcial da tarifa, cotas específicas ou flexibilização regionalizada para entrada do produto americano. A percepção dentro do governo é que, “por enquanto, só Trump cedeu” e o Brasil precisará fazer entregas concretas.

CURTAS DA POLÍTICA – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sinalizou que a PEC do fim da escala 6×1 terá tramitação lenta na Casa e afirmou que o Senado não será “carimbador” da Câmara.

… Segundo ele, o texto precisará passar pelas comissões e será debatido “com calma, sem açodamento”, abrindo espaço inclusive para mudanças na proposta aprovada pelos deputados.

… Alcolumbre também subiu o tom contra a pressão por uma CPMI do Banco Master e acusou parlamentares de quererem usar a investigação como “palanque eleitoral”, em ambiente de campanha permanente. Segundo ele, PF, MP e Justiça já investigam o caso.

MASTER. O caso voltou ao noticiário após novas mensagens divulgadas pelo The Intercept mostrarem o ex-banqueiro Daniel Vorcaro tratando como prioridade pagamentos ligados ao filme sobre Jair Bolsonaro.

… As conversas indicam cobranças de Flávio Bolsonaro sobre os repasses e ampliam o desgaste político para o entorno bolsonarista.

SOLANGE SROUR – Em live realizada pelo BDM nesta terça-feira, a Diretora de Macroeconomia para o Brasil do UBS falou sobre as incertezas que atingem os mercados, desde a guerra no Oriente Médio até a falta de programas econômicos dos candidatos ao Planalto.

… Para Solange, o principal recado para o BC é que o choque inflacionário no Brasil continua sendo muito mais de demanda do que de petróleo.

… Segundo ela, os núcleos de inflação, especialmente os serviços intensivos em trabalho, seguem rodando muito acima da meta, em um ambiente de mercado de trabalho resiliente, crédito forte e sucessivos estímulos fiscais e parafiscais.

… Na avaliação da economista, enquanto o Banco Central pisa no freio com juros restritivos, a política fiscal “pisou forte no acelerador”, reduzindo a potência da política monetária.

… Nesse cenário, Solange afirmou que a calibragem dos juros deveria terminar já na próxima reunião do Copom, defendendo uma pausa no ciclo de cortes diante da piora das expectativas de inflação e da perda de credibilidade.

… “Não vejo nenhum fator que ajude o BC a manter um discurso de continuidade de cortes”, afirmou.

… Para ela, o risco de o BC insistir em reduzir a Selic é provocar uma abertura ainda maior do prêmio de risco Brasil e pressionar toda a curva futura de juros, hoje já trabalhando com taxas reais acima de 7,5%.

… A economista também fez um alerta duro para o quadro fiscal brasileiro.

… Segundo ela, sem uma sinalização clara de ajuste das contas públicas, o País corre risco de enfrentar uma crise de crédito e até uma recessão profunda, diante do nível elevado de juros e do endividamento de famílias e empresas.

… Na sua avaliação, manter os juros elevados hoje “ajuda mais do que prejudica”, porque preserva alguma âncora de credibilidade monetária em um ambiente em que a âncora fiscal “já se perdeu”.

… Sobre a guerra no Oriente Médio, Solange afirmou que o mercado ainda está longe de um cenário de normalização completa.

… Segundo ela, mesmo em um quadro positivo de cessar-fogo, a destruição de capacidade produtiva na região continuará afetando preços de petróleo, gás natural, fertilizantes e outros insumos críticos.

… Ao comentar o cenário político, Solange afirmou que o mercado ainda opera sem conseguir precificar de fato as eleições presidenciais de 2026, diante da ausência de propostas econômicas claras tanto do governo quanto da oposição.

… “Há uma percepção de favoritismo para candidatos que consigam transmitir alguma previsibilidade e estabilidade, mas ainda existe enorme incerteza sobre equipes econômicas, ajuste fiscal e relação com um Congresso cada vez mais independente.”

… A economista também avaliou que uma sinalização de ajuste fiscal apenas gradual poderia ser recebida de forma negativa pelo mercado.

… Sobre os Estados Unidos, Solange afirmou um cenário de juros elevados por mais tempo teria potencial de pressionar ainda mais os juros longos americanos e endurecer as condições financeiras globais, com impacto direto sobre países emergentes como o Brasil.

… Você ainda pode ouvir a live com Solange Srour, Diretora de Macroeconomia para o Brasil do UBS acessando o link do Bom Dia Mercado no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=KAARdFNNr5M

AGENDA – A quarta-feira traz uma agenda importante para calibrar apostas sobre atividade e juros no Brasil e nos Estados Unidos, em meio à reprecificação recente da curva e ao aumento das dúvidas sobre até onde o Banco Central conseguirá seguir cortando a Selic.

… Por aqui, o destaque fica com a produção industrial de abril, às 9h, com a mediana das projeções Broadcast apontando alta de 0,5% na margem, após avanço de 0,1% em março, no que pode marcar o quarto resultado positivo consecutivo da indústria.

… Economistas esperam contribuição relevante da indústria extrativa, favorecida pelo aumento da produção de petróleo, embora parte do mercado já veja sinais de moderação da atividade após um primeiro trimestre mais forte.

… Às 15h, o MDIC divulga a balança comercial de maio, com expectativa de superávit de US$ 7,5 bilhões, sustentado pelos embarques de soja, carne bovina e petróleo. Do lado das importações, combustíveis, fertilizantes e veículos devem limitar um resultado mais robusto.

… Ainda hoje, o Banco Central também publica o fluxo cambial semanal e o IC-Br de maio – ambos às 14h30.

GALÍPOLO – No radar, investidores recuperam a palestra do presidente do BC, no Fórum de Lisboa (5h30), após o mercado elevar apostas de interrupção do ciclo de cortes da Selic já neste semestre, em meio à piora das expectativas de inflação e a atividade ainda resiliente.

ESTADOS UNIDOS – Após o relatório JOLTS ter revelado abertura de postos de trabalho acima do esperado, hoje o foco fica na pesquisa ADP de criação de empregos no setor privado, às 9h15, em semana marcada pela expectativa pelo payroll de sexta-feira.

… Também saem o ISM de serviços (11h), estoques de petróleo do DoE (11h30) o Livro Bege do Fed (15h).

CHINA HOJE – O PMI de serviços da S&P Global subiu para 54,4 em maio, de 52,6 em abril, acima da projeção de analistas (53) consultados pela FactSet. Já o PMI composto da China passou de 53,1 para 54 no período.

… Ainda na Ásia, o Japão informou recuo do PMI de serviços da S&P Global, de 51 pontos em abril para 50 pontos em maio, frustrando previsões de uma alta para 53 pontos. O PMI composto também caiu, de 52,2 pontos em abril para 51,1 pontos em maio.

SPACEX – Amanhã, feriado de Corpus Christi no Brasil, investidores acompanham o início do roadshow do IPO bilionário da SpaceX, que pode levantar US$ 75 bilhões, numa operação que pode avaliar a companhia em cerca de US$ 1,75 trilhão.

… A SpaceX pretende vender 555,6 milhões de ações a US$ 135 cada, numa precificação considerada incomum por Wall Street justamente por ter sido anunciada antecipadamente, sinalizando forte confiança na demanda institucional pela oferta.

… O negócio consolida a aposta de Wall Street em inteligência artificial, infraestrutura espacial e no ecossistema de empresas de Elon Musk.

MOVIDO PELA IA – Os principais índices das bolsas em Nova York tiveram mais uma sessão de fechamentos recordes, com ganhos embalados novamente pelos papéis de tecnologia, embora alguns ativos tenham mostrado correção.

… A preocupação com a guerra no Oriente Médio ficou para outro dia. Dow Jones subiu 0,45%, aos 51.307,79 pontos. O S&P 500 ganhou 0,13%, aos 7.609,78 pontos. E o Nasdaq teve leve alta de 0,03% aos 27.093,90 pontos.

… HP Enterprise disparou 19,47% após o balanço, enquanto os papéis da Marvell ganharam 32,57%, depois que o CEO da Nvidia (-0,69%), Jensen Huang, disse que a empresa pode ser a próxima a valer US$ 1 trilhão.

… Na contramão, a Alphabet, dona do Google, recuou 3,86%, após anunciar que vai emitir US$ 80 bilhões em ações, incluindo US$ 10 bilhões em papéis para a Berkshire Hathaway (+0,26%), para expandir investimentos em IA.

ENCRUZILHADA – Notícias desencontradas sobre as negociações no Oriente Médio mantiveram o petróleo em alta.

… De um lado, o Hezbollah indicou que não deve aceitar um cessar-fogo parcial com Israel. De outro, Donald Trump voltou a negar que as conversas com o Irã estariam suspensas, acrescentando que os contatos “têm ocorrido continuamente”, há vários dias.

… No Senado, o secretário do Estado americano, Marco Rubio, afirmou que os Estados Unidos não ofereceram alívio das sanções ao Irã em troca da reabertura do Estreito de Ormuz. Segundo ele, isso só ocorrerá se o país concordar em abandonar suas atividades nucleares.

… Já o Irã informou que ainda não concluiu a análise da proposta americana para um acordo provisório de cessar-fogo.

… O Brent para agosto subiu 1,07%, a US$ 96,00, enquanto o WTI para julho avançou 1,74%, a US$ 93,76 por barril.

NERVOS DE AÇO – Depois de cinco pregões em baixa, a bolsa brasileira finalmente engatou alta, apoiada pelas ações de siderurgia e mineração. O Ibovespa subiu 1,16%, aos 174.197,10 pontos, mas com giro fraco, de R$ 22,3 bilhões.

… CSN ON (+8,85%, a R$ 7,13) liderou os ganhos do índice, seguida de Usiminas PNA (+8,57%, a R$ 12,04) e Gerdau PN (+6,53%, a R$ 24,65). Vale ON (4,04%, a R$ 85,00), também fez bonito, superando o minério de ferro (+0,77%).

… O setor foi beneficiado pela decisão dos Estados Unidos de reduzir de 25% para 15% as tarifas sobre importações de alguns tipos de produtos de aço, cobre e alumínio, dentro do rol de tarifas de segurança nacional da Seção 232.

… A medida favorável às commodities metálicas veio no mesmo dia da polêmica proposta do USTR, de impor tarifas de 25% sobre importações de uma série de produtos brasileiros, dentro de uma investigação sob a Seção 301.

… A lista de maiores baixas do índice trouxe Marcopolo PN (-2,78%, a R$ 5,95), Magazine Luiza ON (-2,41%, a R$ 5,68) e Weg ON (-2,33%, a R$ 42,00). Petrobras ignorou o petróleo e caiu (ON -0,62%, a R$ 46,47; PN -0,53%, a R$ 41,57).

… Segundo o Citi, a adesão da estatal ao subsídio do diesel, de R$ 1,12/litro, deverá ter impacto negativo de US$ 3 bilhões no balanço anual.

… Entre os principais bancos, o dia foi positivo: Bradesco PN (+1,54%, a R$ 17,75), BTG unit (+0,95%, a R$ 53,25), Santander unit (+0,55%, a R$ 27,36) e Itaú PN (+0,51%, a R$ 39,56). A exceção foi BB ON (-0,35%, a R$ 19,89).

EXIT – Depois da forte entrada de recursos na bolsa vista no início do ano, com o Brasil atraindo parte do capital que estava “fugindo” de uma possível bolha da IA em Wall Street, os estrangeiros fizeram o caminho de volta em maio.

… Segundo dados da B3 compilados pelo Valor, foram R$ 14,9 bilhões em vendas líquidas, na maior saída de gringos da bolsa em um único mês desde março de 2020 (R$ 24,2 bilhões), quando estourou a pandemia de Covid-19.

… Porém, no acumulado do ano, o saldo de capital estrangeiro na bolsa brasileira ainda está positivo em R$ 41,6 bilhões.

AJUSTE FINO – Depois da disparada em bloco no início da semana, com o mercado recalibrando as expectativas para a Selic no fim do ano acima de 14%, os DIs subiram ontem apenas na ponta longa, com a curva ganhando inclinação.

… Segundo operadores ouvidos pelo Broadcast, os vencimentos mais distantes incorporaram prêmios maiores também pelo risco trazido pelos Estados Unidos, ao propor um novo tarifaço de 25% sobre os produtos brasileiros.

… No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,160% (de 14,175% no ajuste anterior); Jan/28 a 14,035% (14,045%); Jan/29 a 14,015% (13,980%); Jan/31 a 14,035% (13,960%); e Jan/33 a 14,100% (14,026%).

… Já o dólar (-0,26%, a R$ 5,0095) voltou a cair, com o real apoiado pela alta do petróleo, pela expectativa de que a Selic se manterá acima dos 14%, favorecendo o “carry trade”, e também pela recuperação da bolsa brasileira.

… Lá fora, apesar das incertezas sobre a guerra no Oriente Médio, o índice DXY ficou estável (+0,01%), aos 99,213 pontos. O euro caiu apenas 0,02%, para US$ 1,1634 e a libra esterlina subiu 0,09%, a US$ 1,3470.

CIAS ABERTAS NO AFTER – PICPAY teve lucro ajustado de R$ 169,4 milhões no 1TRI26, aumento de 92% na comparação anual. Receita líquida cresceu 70%, para R$ 3,512 bilhões.

… Lucro e receita superaram o guidance, de R$ 155 milhões e R$ 3,150 bilhões, respectivamente. Para o 2TRI26, projeção de lucro da companhia é de R$ 245 milhões. Ação subiu 2,5% no after hours da Nasdaq após o resultado.

RAÍZEN está perto de vender operação na Argentina para um consórcio liderado pela trading suíça Mercuria Energy Group por US$ 1,4 bilhão, segundo apurou o Valor.

… Negócio pode ser assinado nos próximos dias e deve ser concluído em até três meses, trazendo alívio importante ao caixa da companhia em recuperação extrajudicial, que está reestruturando R$ 65 bilhões em dívidas.

SANTANDER BRASIL fará assembleia em 02/7 vai eleger dois membros para o conselho de administração.

… Indicados são Márcio Schettini, ex-executivo do Itaú, e o espanhol Oscar Rodríguez Herrero, ex-executivo do grupo Santander.

ANP. Produção de petróleo e gás no Brasil bateu recorde em abril pelo terceiro mês seguido, com 5,640 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed). Pré-sal respondeu por 81,8% do total.

… Produção de petróleo em abril somou 4,340 milhões de barris por dia (bpd), alta de 19,5% na comparação anual. Produção de gás natural alcançou 206,7 milhões metros cúbicos por dia (m³/dia), com alta de 23%.

… PETROBRAS respondeu por 3,421 milhões de boed. Produção de petróleo somou 2,621 milhões bpd e gás natural totalizou 127,1 milhões m³/dia.

AXIA conclui compra de 50,1% da hidrelétrica Três Irmãos, em Andradina (SP), por R$ 256 milhões, passando a deter 100% do empreendimento. Fatia pertencia à Tijoá Energia, controlada da Juno Investimentos.

MULTIPLAN investiu R$ 30 milhões na sexta ampliação do BH Shopping, adicionando 2 mil m² de área bruta locável.

TOTVS. BlackRock reduziu participação de 10% para 4,139% do capital total.

AMERICANAS, em recuperação judicial, demitiu 4.314 funcionários e contratou 726 em abril. Varejista encerrou o mês com 22,7 mil empregados, redução de 16,9% em relação a março. Número de lojas foi mantido em 1.448.

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++ Raízen está perto de vender operação na Argen

++ Raízen está perto de vender operação na Argentina para um consórcio liderado pela trading suíça Mercuria Energy Group por US$ 1,4 bi (fontes do Valor) 

Negócio pode ser assinado nos próximos dias e deve ser concluído em até três meses, tazendo alívio importante ao caixa da Raízen. A joint venture da Cosan e da Shell está reestruturando R$ 65 bilhões em dívidas, em um processo de recuperação extrajudicial. O ativos da Raízen na Argentina incluem uma refinaria, uma unidade de lubrificantes e postos de combustíveis que pertenciam à Shell. Foram vendidos para a joint venture em 2018 por US$ 950 milhões.