Guerra trava negociações e resgata aversão ao risco
… A piora na percepção sobre o conflito no Oriente Médio recolocou os ativos em modo de aversão ao risco. O impasse entre Estados Unidos e Irã ganhou contornos mais estruturais, com sinais de esvaziamento das negociações, manutenção do bloqueio no Estreito de Ormuz e retomada do discurso militar — combinação que sustenta a alta do petróleo e reacende o risco inflacionário global. No Brasil, a resposta do governo aos combustíveis veio sem efeito imediato e com ruído fiscal. Na agenda, destaque para o sentimento do consumidor americano de Michigan, dados do setor externo, balanço da Usiminas, antes da abertura, e o salto de quase 20% da Intel no after de Nova York.
RISCO DE ESCALADA GANHA CORPO – O mercado passou de um cenário de negociação difícil para um quadro de impasse estruturado, com sinais crescentes de que o conflito no Oriente Médio pode se alongar e, no limite, escalar.
… O gatilho mais direto foi a percepção de esvaziamento do canal diplomático entre Estados Unidos e Irã.
… A notícia de que Mohammad Bagher Ghalibaf, figura central nas negociações, teria deixado a mesa — ainda que contestada por Teerã — foi suficiente para elevar o prêmio de risco, porque reforça a leitura de fragmentação ou, no mínimo, perda de coordenação interna.
… A resposta iraniana veio rápida e reveladora. Em vez de sinalizar disposição para concessões, o regime partiu para uma narrativa de unidade total, com lideranças reforçando coesão interna e negando qualquer divisão entre “moderados” e “linha-dura”.
… Esse tipo de comunicação, em momentos de tensão, costuma indicar preparação para resistência prolongada — não para descompressão.
… No campo operacional, os sinais também pioraram. Relatos de ativação de sistemas de defesa aérea em Teerã, combinados com ataques recentes e a manutenção do bloqueio no Estreito de Ormuz, mostram que o conflito segue ativo, mesmo sob um cessar-fogo.
… Do lado americano, Donald Trump reforçou o caráter assimétrico da negociação. Ao mesmo tempo em que afirma que as conversas continuam, deixa claro que não há pressa para um acordo e volta a mencionar a possibilidade de solução militar.
… Essa ambiguidade impede a formação de um cenário-base e aumenta a sensibilidade dos ativos a qualquer headline.
… Israel adiciona um vetor adicional de risco de cauda. O ministro da Defesa afirmou que aguarda sinal verde de Washington para ampliar a ofensiva, incluindo ataques à infraestrutura energética iraniana e até menção direta à eliminação da liderança do regime.
… Em paralelo, os Estados Unidos reforçam a presença militar com o envio de um terceiro porta-aviões para a região.
… Apesar disso, ainda há um fio diplomático em aberto. Fontes indicam que as negociações seguem, mesmo com entraves relevantes, especialmente o bloqueio marítimo imposto pelos Estados Unidos, que Teerã trata como pré-condição para avançar.
… Esse detalhe é importante porque mantém o cenário em aberto — não é ruptura, é um impasse instável.
… O efeito mais relevante não está apenas na geopolítica, mas na forma como ela passou a contaminar os preços.
… O mercado de petróleo virou o principal canal de transmissão — e também o mais sensível à narrativa. A volatilidade disparou para níveis comparáveis aos do início da pandemia, com movimentos abruptos a cada mudança de tom político.
… Há, inclusive, investigação sobre negociações suspeitas que teriam antecipado anúncios de Donald Trump, reforçando a percepção de que o mercado está operando cada vez mais guiado por evento e timing — não por fundamentos.
… Esse padrão cria um ambiente particularmente desafiador: o preço deixa de refletir apenas oferta e demanda e passa a incorporar probabilidade de evento — ataque, acordo, escalada ou recuo. E isso amplifica tanto os movimentos quanto a incerteza.
… O que se consolida agora é uma mudança de regime.
… Sai o cenário de cessar-fogo imperfeito, mas funcional para os mercados, e entra um quadro de conflito prolongado, com negociação travada e risco recorrente de escalada, com três consequências claras:
… 1) O Estreito de Ormuz deixa de ser um risco pontual e passa a ser uma variável estrutural, com impacto direto sobre a oferta global de energia;
… 2) O petróleo se descola de movimentos técnicos e passa a carregar prêmio geopolítico persistente;
… 3) E os mercados entram definitivamente em modo headline-driven, com volatilidade elevada e reação quase imediata a qualquer novo desenvolvimento.
… É esse pano de fundo que explica — e sustenta — o movimento de hoje nos ativos globais.
ISRAEL E LÍBANO – Enquanto as negociações com o Irã seguem estagnadas, Trump anunciou uma prorrogação por três semanas do cessar-fogo entre Israel e o Líbano e disse que trabalha para Beirute se proteger do Hezbollah.
… O presidente americano acrescentou que espera se reunir pessoalmente com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e com o presidente libanês, Joseph Aoun, “em um futuro próximo”, em Washington.
SEM EFEITO IMEDIATO –A tentativa do governo de reagir à alta dos combustíveis acabou gerando ruído no mercado ao longo da tarde, após a sinalização inicial de que a Fazenda anunciaria uma isenção total e imediata de impostos federais sobre a gasolina.
… O problema é que a medida efetivamente apresentada foi bem diferente — e também menos potente.
… Em vez de uma desoneração imediata, o governo enviou ao Congresso um projeto de lei complementar para permitir o uso de receitas extraordinárias do petróleo na redução de tributos sobre combustíveis, como gasolina, etanol, diesel e biodiesel.
… A proposta busca garantir neutralidade fiscal, ao vincular eventuais cortes de impostos ao aumento de arrecadação com petróleo, incluindo royalties, dividendos e receitas de exportação. Na prática, porém, o desenho retira o principal elemento que se buscava: timing.
… Avaliações no mercado apontam que o uso de receitas extraordinárias pode trazer incerteza sobre a compensação fiscal e ter impacto limitado sobre a inflação, além de abrir precedentes em relação às regras de responsabilidade fiscal.
… Não há medida imediata. Qualquer redução depende da aprovação do projeto no Congresso e, posteriormente, de decreto presidencial — o que empurra o efeito para frente e reduz a eficácia no curto prazo.
… Além disso, os cortes seriam parciais e temporários, com duração inicial de até dois meses, podendo ser renovados conforme a arrecadação.
… Outro ponto que pesou foi a comunicação desencontrada. O próprio governo reconheceu erro no aviso de pauta que indicava anúncio imediato de redução de impostos, reforçando a percepção de improviso, em um momento de alta sensibilidade fiscal.
… Do ponto de vista técnico, a proposta também levanta dúvidas. Há avaliação no mercado de que a compensação pode ser incerta, dependendo da forma como a receita extraordinária será apurada — enquanto a renúncia tende a ser mais previsível.
… O anúncio não chegou a fazer preço nos ativos, mas deixou claro que a resposta do governo à alta do petróleo segue limitada.
CRÉDITO RURAL – A Fazenda entrou em campo para tentar conter a pressão do agronegócio por uma solução mais ampla para as dívidas rurais, propondo ao Senado um modelo alternativo ao projeto que prevê o uso de até R$ 30 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal.
… A proposta substitui a securitização por duas novas linhas de crédito para renegociação, com alcance estimado de R$ 81,7 bilhões. Segundo a equipe econômica, não há impacto orçamentário, já que a reestruturação utilizaria fontes já existentes no sistema.
… Na prática, o governo tenta equilibrar duas frentes: aliviar os produtores e evitar o uso direto de recursos do Pré-Sal — ponto ao qual sempre se opôs. As condições indicam uma solução mais conservadora.
… A linha com recursos controlados prevê juros de 6% ao ano para o Pronaf, 8% para o Pronamp e até 12% para demais produtores, com prazo de até seis anos e exigência de entrada. Já a linha com recursos livres, voltada a grandes produtores, terá taxas de mercado.
… Esse ponto já aparece como foco de resistência. Nos bastidores, o agro avalia que os juros são elevados e que a proposta não atende plenamente ao pleito do setor. Por outro lado, a renegociação não restrita a eventos climáticos amplia o alcance e atende parcialmente às demandas.
… A movimentação também tem leitura política: ao apresentar uma alternativa, a Fazenda tenta esvaziar o avanço da securitização no Congresso, que teria impacto fiscal relevante. O tema segue em negociação, com o relator no Senado devendo discutir ajustes com o governo e o setor.
BC APERTA REGRA APÓS CASO MASTER – O Banco Central avançou na ofensiva regulatória, com duas resoluções do CMN que endurecem regras de captação com garantia do Fundo Garantidor de Crédito e exigências de liquidez para instituições menores.
… Decidiu que captações garantidas pelo FGC que superarem o ativo de referência terão de ser aplicadas integralmente em títulos públicos e estendeu a exigência de índice de liquidez de curto prazo para instituições de menor porte.
CURTAS DA POLÍTICA – O presidente da Câmara, Hugo Motta, disse que deve criar até esta sexta-feira a comissão especial da PEC que acaba com a escala 6×1, com instalação prevista para a próxima semana.
… A definição de presidente e relator ainda está em aberto, com nomes como Paulinho da Força entre os cotados.
… Já o presidente Lula viaja a São Paulo para realizar dois procedimentos médicos simples — uma infiltração no punho direito e cauterização no couro cabeludo — no Hospital Sírio-Libanês. Os compromissos desta sexta foram adiados.
… Genial/Quaest inicia hoje a coleta de pesquisa eleitoral para Presidência, governo de São Paulo e Senado, a ser divulgada no dia 29.
MAIS AGENDA – A sexta-feira traz como foco o setor externo no Brasil e indicadores de atividade e confiança no exterior.
… Às 8h30, o Banco Central divulga as transações correntes de março, com expectativa de déficit de US$ 5,62 bilhões (mediana do Broadcast), levemente acima do registrado em fevereiro. O IDP deve somar cerca de US$ 6,7 bilhões, mantendo fluxo externo ainda robusto.
… A terceira quadrissemana de abril do IPC-S medido pela FGV abre o dia (8h), enquanto, às 9h20, o BC realiza operação simultânea de venda de dólar à vista com leilão de swap reverso, em volume de até US$ 1 bilhão.
… No exterior, o destaque fica com o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, às 11h. Mais cedo, serão divulgados o índice Ifo na Alemanha e os dados de varejo no Reino Unido. BC da Rússia anuncia decisão de juros às 7h30.
… Antes da abertura do mercado em Nova York, Procter & Gamble reporta balanço, com expectativa de lucro de US$ 1,56/ação.
USIMINAS –Também antes da abertura, divulga resultado do 1º trimestre, com expectativa de Ebitda de cerca de R$ 452 milhões, queda de 38% na base anual, mas com melhora na comparação trimestral, puxada pela divisão de aço.
… A companhia realiza teleconferência com analistas e investidores às 11h.
INTEL – Disparou 19,90% no after hours em Nova York após o balanço superar expectativas de receita e lucro ajustado, impulsionado pelo avanço na área de data centers e inteligência artificial, sinalizando reposicionamento competitivo frente a rivais.
CAMPO MINADO – O clima piorou nos negócios à tarde com os relatos de que o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Ghalibaf, abandonou as negociações diplomáticas e que Teerã reativou os sistemas de defesa aérea.
… O petróleo engatou o quarto pregão consecutivo de alta, as bolsas americanas interromperam os recordes, o Ibovespa perdeu os 192 mil pontos, o dólar superou os R$ 5 e os juros futuros embutiram prêmio de risco.
… Paralelamente, o ruído fiscal sobre a história dos combustíveis serviu de pressão adicional no cenário doméstico.
… Quem diria que a bolsa, que por um triz não conquistou na semana passada a marca inédita dos 200 mil pontos, cairia tanto e tão rápido nos últimos dias, com o impasse nas negociações da guerra facilitando uma correção.
… No intervalo dos seis últimos pregões, o Ibovespa queimou mais de 7 mil pontos, indo parar ontem nos 191.378 pontos, depois de ter caído 0,78%. O volume de negócios foi mais fraco o que o usual, de apenas R$ 24,7 bilhões.
… O giro menor pode ser uma boa notícia, de menor disposição para venda. Mas o ajuste negativo vai se dando.
… A Vale teve novo dia de queda firme (-1,43%; R$ 85,97) e foi bem pior do que o minério de ferro (-0,32%).
… Os papéis dos bancos também repetiram o script de baixa: Itaú PN perdeu 1,89% (R$ 44,18); Bradesco PN recuou 2,16% (R$ 19,97); BTG unit caiu 1,72% (R$ 60,96); BB ON, -1,71% (R$ 23,00); e Santander unit, -0,83% (R$ 29,86).
… O estresse nos juros futuros pesou sobre as ações mais sensíveis ao consumo: C&A afundou 5,85% e dividiu com Vamos (-5,68%) as maiores baixas do Ibovespa, ao lado de Cogna (-3,91%), Direcional (-3,88%) e Yduqs (-3,59%).
… Pelo segundo dia consecutivo, Petrobras impediu um recuo mais expressivo do Ibovespa. O papel PN subiu 1,36%, a R$ 47,77, e o ON registrou valorização de 1,13%, para R$ 52,75, colado à nova escalada dos preços do petróleo.
… Com as conversas de paz entre os Estados Unidos e o Irã travadas, o barril emplacou a quarta alta seguida. No pico do nervosismo, o Brent chegou a saltar mais de 5% e superar a marca de US$ 107. Fechou a US$ 105,07 (+3,10%).
… Desta vez, não teve petróleo alto que salvasse o real. O dólar à vista quebrou a tendência de estabilidade dos últimos dias e fechou em alta de 0,60%, retomando a casa dos R$ 5, negociado no fechamento a R$ 5,0036.
… A confusão criada pela informação errada de que o governo anunciaria a isenção de PIS/Cofins sobre a gasolina fez a moeda americana acentuar a alta, junto com os juros futuros, antecipando os impactos fiscais da medida.
… Como os esclarecimentos de que não terá corte de imposto para a gasolina só vieram com o câmbio já fechado, é possível que o dólar queira corrigir na abertura. Outro driver será o leilão simultâneo de swap reverso/venda à vista.
… Mas, em primeiro plano, são as notícias vindas do Oriente Médio que continuam dominando a cena.
… A piora externa e a “lambança” na comunicação da Fazenda sobre os combustíveis puxaram os juros futuros.
… No fechamento, o contrato para Janeiro de 2027 marcava 14,140% (de 13,982% no ajuste anterior); Jan/28, 13,710% (contra 13,423%); Jan/29, 13,575% (de 13,267%); Jan/31, 13,625% (13,360%); e Jan/33, 13,685% (13,461%).
ANDOU PRA TRÁS – O dia já prometia ser comprometido em Nova York pela repercussão ruim aos guidances da Tesla e da IBM. Mas ainda teve o impasse das negociações com o Irã como “plus a mais” para a dose de cautela.
… Este ambiente de negócios mais desafiador veio a calhar para o S&P 500 e Nasdaq interromperem os recordes.
… Testando uma correção, o S&P 500 recuou 0,41%, para 7.108,40 pontos, o Nasdaq caiu 0,89%, a 24.438,50 pontos, e o Dow Jones perdeu 0,36%, para 49.310,32 pontos, com Tesla em queda firme de 3,56% e o tombo de 8,7% da IBM.
… Na reação clássica de vender risco e comprar proteção, o dólar e juros dos Treasuries ganharam impulso. O DXY subiu 0,2%, a 98,770 pontos, e derrubou o euro (-0,22%; US$ 1,1683), libra (-0,31%; US$ 1,3464) e iene (159,75/US$).
… O Swissquote avalia que a nova onda de pressão nos preços do petróleo pode impulsionar o dólar no curto prazo. Mas alerta que, a longo prazo, a perspectiva econômica dos Estados Unidos também está se deteriorando.
… Sem diálogo com o Irã, a taxa da Note de 2 anos subiu a 3,831% (de 3,799%) e a de 10 anos, a 4,326% (de 4,303%).
CIAS ABERTAS NO AFTER – Petrobras notificou a Novonor que abriu mão dos direitos de preferência e de tag along previstos no acordo de acionistas vigente da BRASKEM e firmou novo acordo de acionistas com o FIP…
… Apesar do novo acordo, a Petrobras mantém fatia de 36,1% no capital da Braskem, sendo 47% do capital votante.
SUZANO pagará R$ 5,6 milhões em dividendos adicionais (R$ 0,0045 por ação). Ex em 30/4.
BANCO DO BRASIL captou US$ 500 milhões em “nature bond”, com vencimento em 2031 e cupom de 5,625% ao ano.
BRB. Justiça voltou a suspender uso de imóveis públicos para aporte no banco.
GOLDMAN SACHS aprovou liquidação e encerramento de dois ETFs, com negociação até 3 de junho de 2026.
HAPVIDA. Família Pinheiro, fundadora e controladora da operadora, elevou a participação de 51,39% para 55,4% do capital, às vésperas da assembleia para eleição do novo conselho de administração, que acontece no próximo dia 30.
USIMINAS elegeu Elias de Matos Brito como presidente do conselho de administração…
… A Latache, gestora que detém 5% das ações, emplacou um nome para o conselho de administração (Marco Aurélio Luz Gonçalves) e dois para o conselho fiscal (João Arthur Bastos Gasparino da Silva e Andre Leal Faoro).
MAGAZINE LUIZA pagará R$ 63 milhões em dividendos (R$ 0,0813 por ação). Ex em 27/4.
GRENDENE pagará R$ 83,1 milhões em proventos (R$ 0,0909 em JCP e R$ 0,0012 em dividendos) a partir de 13 de maio. Ex hoje. A companhia também informou ter aprovado a incorporação da MHL Calçados.
COPEL pagará R$ 1,35 bilhão em dividendos (R$ 0,4545 por ação) em 30/6.
COPASA. Em mais um passo para a privatização, o governo mineiro publicou o manual da etapa prévia para seleção de investidor de referência, que poderá adquirir participação de até 30% na companhia…
… Expectativa é que a desestatização ocorra até o fim do próximo mês, com movimentação estimada entre R$ 8 bi e R$ 10 bi. O modelo repete a estrutura de follow-on adotada pela Sabesp, prevendo entrada de investidor estratégico.
MATER DEI aprovou novo plano de remuneração baseado em ações.
RNI. Waldemar Verdi Junior foi eleito presidente do conselho de administração.
CORREIOS. O prejuízo triplicou e chegou a R$ 8,5 bilhões em 2025.
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