Bolsas asiáticas fecham em alta, com Hang Seng puxado por BYD; Nikkei realiza lucro após recordes

As bolsas asiáticas lidaram com sinais contraditórios sobre o conflito entre EUA e Irã e receberam um impulso positivo de Wall Street, que atingiu recordes históricos durante a noite devido à persistente força das ações de semicondutores.

A notícia de que Teerã havia interrompido a comunicação com os EUA pesou, mas Trump afirmou que as negociações continuavam.

Nikkei caiu 0,30% e o Kospi fechou com +0,15%, longe de máximas históricas. Empresas de semicondutores e techs, que impulsionaram boa parte dos ganhos recentes, representaram a maior ponderação nos índices. Em particular, semicondutores realizou lucros após valorização expressiva em maio.

O Hang Seng (+2,52%) teve o melhor desempenho da sessão, com a BYD registrando 1º aumento mensal nas vendas em oito meses. As ações subiram quase 5%. o Taiex subiu +0,48%, o Xangai, +0,43% e o Shenzhen, +1,64%

Diário Econômico, por Ariane Benedito

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que a suspensão das negociações entre Irã e EUA disparou o petróleo e elevou a tensão nos mercados.

No Brasil, a curva de juros precifica Selic terminal em 14,25%, com o mercado apostando em apenas mais um corte em 2026.

O Ibovespa caiu 0,91% aos 172 mil pontos, enquanto o dólar recuou a R$ 5,02 sustentado pela alta do petróleo. Hoje, foco no JOLTS nos EUA e na prévia da inflação na Zona do Euro.

Vai rolar: Selic entra em modo hawk com guerra sem fim

[02/06/26] O mercado inicia a terça-feira tentando calibrar até onde Trump consegue impedir uma escalada mais grave no Oriente Médio.

Após um dia de forte tensão, o presidente americano tentou reconstruir a percepção de controle ao afirmar que conversou com Netanyahu e com o Hezbollah para evitar uma ofensiva imediata em Beirute.

O petróleo perdeu força, mas seguiu perto de US$ 95, enquanto investidores passaram a desmontar apostas de cortes mais profundos de juros no Brasil.

Em Wall Street, as bolsas continuam sustentadas pela euforia com inteligência artificial. Hoje, o foco recai sobre o Jolts nos Estados Unidos e a inflação da zona do euro. Aqui, a agenda é esvaziada.

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