Bolsas asiáticas se recuperam sob liderança da Coreia do Sul

A Coreia do Sul liderou alta na Ásia (+9,63%), após sua pior queda já registrada (12%), à medida que os mercados globais recuperaram a compostura em meio à volatilidade provocada pela guerra no Oriente Médio.

As ações chinesas subiram (Xangai: +0,64%; Shenzhen: +1,23%) após as elites do partido em Pequim divulgarem suas metas econômicas e e de desenvolvimento (PIB para 2026 entre 4,5% e 5%, a taxa de crescimento mais lenta desde 1991).

O governo chinês ordenou que as principais refinarias de petróleo do país suspendam as exportações de diesel e gasolina, visto que a intensificação do conflito interrompe o fluxo de petróleo bruto de uma das maiores regiões produtoras do mundo.

Nos EUA, o Senado apoiou a campanha militar de Trump contra o Irã, sugerindo que não haverá uma resolução rápida para a guerra.

Em Tóquio, o Nikkei subiu +1,90%; em Hong Kong, o Hang Seng ficou em +0,28%; em Taiwan, o Taiex avançou +2,57%.

Diário Econômico, por Ariane Benedito

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta a recuperação parcial dos mercados globais após sinalização dos EUA para garantir o tráfego no Estreito de Ormuz, reduzindo temores de choque no petróleo. Em NY, Dow Jones subiu 0,49%, S&P 500 avançou 0,78% e Nasdaq ganhou 1,29%, enquanto ouro subiu e petróleo ficou volátil. No Brasil, o Ibovespa avançou 1,24% aos 185.366 pontos e o dólar caiu 0,89% a R$ 5,21, com fluxo cambial positivo. Hoje, atenção à PNAD, balança comercial, dados de atividade nos EUA e vendas no varejo da Zona do Euro.

Vai rolar: Desemprego no Brasil, Datafolha e balanço da Petrobras

[05/03/26] Os desdobramentos da guerra continuam no radar. O petróleo voltava a escalar durante a madrugada, apesar da promessa de Trump de garantir o tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz e relatos de bastidores de que o Irã estaria buscando um acordo para encerrar o conflito.

Aqui, a teia de corrupção e violência do Master ocupa o noticiário, embora sem impacto mais expressivo nos negócios (ainda).

A agenda doméstica tem como destaque a pesquisa Datafolha para presidente e governadores, que testará o nome de Haddad contra Tarcísio em SP.

Entre os indicadores, sai a taxa de desemprego no trimestre móvel encerrado em janeiro (Pnad contínua), em meio às apostas de intensidade menor do ciclo de queda da Selic. Após o fechamento, tem o balanço trimestral da Petrobras.

👉 Confira abaixo a agenda de hoje

Indicadores

▪️ 07h00 – Zona do euro: Vendas do varejo (jan)
▪️ 09h00 – Brasil: Pnad Contínua – taxa de desemprego (jan)
▪️ 10h30 – EUA: Pedidos de auxílio-desemprego
▪️ 10h30 – EUA: Custo unitário de mão de obra no quarto trimestre
▪️ 15h00 – Brasil: Balança comercial (fev)

Eventos

▪️ 09h30 – BCE divulga ata da última decisão monetária
▪️ 10h00 – Nilton David (BC) palestra em evento do Goldman Sachs, em São Paulo
▪️ 14h00 – Christine Lagarde (BCE) palestra na Universidade Johns Hopkins
▪️ China: Congresso Nacional do Povo realiza sessão anual
▪️ Brasil: Datafolha divulga pesquisas para presidente e governadores

Balanços

▪️ Brasil/após o fechamento – Petrobras, Renner, CPFL, Eneva, Fleury, Alpargatas, 3Tentos e Tenda