Bolsas europeias fecham em alta com noticiário geopolítico e corporativo

Indícios de negociações entre EUA e Irã apoiaram as bolsas europeias hoje. A mídia iraniana noticiou que Washington propôs uma suspensão temporária das sanções ao petróleo, enquanto outras reportagens sugeriram que Teerã pode estar disposta a aceitar um congelamento de longo prazo de seu programa nuclear.

Os investidores também acompanharam de perto as atualizações corporativas, com a maioria dos setores operando em território positivo. A holandesa ASML (-3,23%) reportou recompra de 60.388 ações por aproximadamente 79,4 mi de euro em um momento em que a gigante de semicondutores mantém uma capitalização de mercado de US$ 581 bi.

Os mercados de Londres também especularam hoje que Andy Burnham poderia entrar na disputa para desafiar o premiê Keir Starmer.

No fechamento: Londres +1,28%; Frankfurt +1,49%; Paris +0,44%; Stoxx 50 +0,46% (5.850,25); Stoxx 600 +0,34% (608,98).

Copasa lidera altas do Ibovespa após autorização do TCE-MG para oferta de ações

As ações da Copasa lideram os ganhos do Ibovespa neste início de tarde, em alta de 4,51%, negociadas a R$ 54,03.

A companhia disse que a autorização do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) para sua oferta de ações para a privatização é apenas um passo para a efetiva realização.

Com isso, foi eliminado o principal impedimento para o avanço do processo.

Como a Copasa já fez o credenciamento prévio dos interessados, o lançamento da oferta pode acontecer ainda nesta semana, de acordo com o Valor.

A empresa lembra, porém, que é necessário obter as aprovações aplicáveis, inclusive societárias e de credores. A oferta de papéis depende também das condições macroeconômicas e de mercado.

Giro das 12h: Ibovespa cai com Vale, em meio a dados e cautela com a guerra


O Ibovespa cede a 176.673,38 pontos (-0,34%), com algumas ações de maior peso em queda.

Vale perde 1,89% com minério, os bancos recuam (Itaú -0,20%; Bradesco PN -0,17%) enquanto Petrobras (ON +0,89%; PN +0,68%) devolveu as perdas, em linha com o petróleo.

Mais cedo, IBC-Br, prévia do PIB, mostrou contração maior do que o esperado e o Focus revisou para cima as projeções para inflação e Selic em 2026.

O cenário político segue no radar com a investigação de pagamentos por Vorcaro a Flávio Bolsonaro.

NY chegou a ter uma reação positiva com a notícia de uma suspensão temporária das sanções iranianas, mas durou pouco.

As bolsas norte-americanas caem (Dow Jones -0,05%; S&P 500 -0,23% e Nasdaq -0,52%) enquanto os rendimentos mais longos dos Treasuries voltaram a subir.

No câmbio, o dólar cede a R$ 5,0178 (-0,99%) e os juros futuros reduziram queda. O DXY perde 0,20% (99,086).