Bolsas asiáticas fecham majoritariamente em queda com petróleo, perspectivas do Fed e resultados de Tecnologia

A maior parte das bolsas asiáticas fechou em queda em meio à forte alta no petróleo, que segue pautando o mercado, com o Brent acima de US$ 120 por barril na máxima.

Decisão do Fed de manter juros estáveis, com Jerome Powell alertando para os riscos de inflação elevada, ficaram no radar.

Samsung caiu 2,43%, revertendo os ganhos depois de bater recorde histórico, levando o Kospi a fechar em queda de 1,38%. O Nikkei do Japão caiu 1,06%; o Taiex de Taiwan perdeu 0,75%.

Os dados econômicos reforçaram a cautela. A produção industrial do Japão sinalizou fragilidade e o varejo superou as estimativas. Na China, PMI do setor manufatureiro manteve-se acima da marca de 50.

Xangai ficou praticamente estável (+0,11%); o Shenzhen perdeu -0,09%. Já o Hang Seng de Hong Kong caiu 1,28%.

Diário Econômico, por Ariane Benedito

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que a Super Quarta trouxe um Fed mais cauteloso e um Copom hawkish, redesenhando o equilíbrio de riscos nos mercados. O Fed manteve juros, mas sinalizou dificuldade em iniciar cortes, empurrando expectativas para 2027. No Brasil, o Caged forte e o corte de 0,25 p.p. na Selic, para 14,50%, pressionaram a curva de juros. O Ibovespa caiu 2,05% e o dólar fechou acima de R$ 5,00. Hoje, foco no PCE nos EUA e resultado primário no Brasil.

Vai rolar: PCE e balanço da Apple, juros na Europa e Pnad aqui

[30/04/26] Mais um dia muito movimentado nos mercados, nessa véspera do feriado de 1º de Maio.

O petróleo volta a registrar um rali e Nova York ainda repercute os alertas do Fed sobre os impactos da guerra no Oriente Médio, o impasse nas negociações, novas ameaças de Trump de atacar o Irã e a reação das big techs no after, enquanto espera o balanço da Apple, o PIB/1TRI e o PCE, e monitora as reuniões do BCE e BoE.

Aqui, o Copom reconheceu a piora do cenário, mas evitou uma mudança brusca na mensagem, deixando em aberto novos cortes da Selic. Na agenda, dados fiscais, desemprego e o relatório de produção e vendas da Petrobras. Na política, a derrota histórica do governo Lula com a rejeição de Messias ao STF.

👉 Confira abaixo a agenda de hoje