Juros futuros terminam mistos, com próximos passos do Fed e quadro fiscal em foco

Os juros futuros terminaram mistos nesta 6ªF, com taxas curtas em alta e longas em baixa.

O mercado reagiu ao comportamento similar dos rendimentos dos Treasuries, em uma sessão onde prevaleceu o alívio das taxas longas, enquanto as curtas refletiram as declarações mais hawkish de Christopher Waller, que mudou seu ponto de vista sobre a inflação e descartou a chance de um corte de juros pelo Fed neste ano.

No cenário doméstico, o mercado acompanhou a divulgação do relatório bimestral de receitas e despesas, que mostrou aumento do bloqueio no Orçamento deste ano de R$ 1,6 bilhão para R$ 23,7 bilhões.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,115%, na máxima do dia (de 14,043%); Jan/28 a 13,885% (13,802%); Jan/29 a 13,895% (13,844%); Jan/31 a 14,000% (14,012%); e Jan/33 a 14,085% (14,120%).

++ PL e Centrão minimizam recuo de Flávio no Dat

++ PL e Centrão minimizam recuo de Flávio no Datafolha, mas temem queda maior caso surjam novos fatos (O Globo) 

A leitura no entorno do senador é que o episódio inevitavelmente produziria algum desgaste momentâneo, mas não a ponto de inviabilizar a candidatura.

Fechamento: Ibovespa recua e termina semana com perda de 0,6%, de olho no fiscal e cena política; dólar sobe a R$ 5,02

O Ibovespa foi na contramão de NY e fechou em baixa de 0,81%, aos 176.209,61 pontos nesta 6ªF, com os investidores cautelosos com a questão fiscal e de olho no cenário eleitoral.

Na semana, o índice acumula perda de 0,61%.

O governo anunciou que o bloqueio do orçamento para 2026 subiu de R$ 1,6 bilhão para R$ 23,7 bilhões, enquanto a primeira pesquisa Datafolha que apurou o impacto das conversas entre Flávio Bolsonaro e ex-banqueiro Daniel Vorcaro mostrou que Lula ampliou de 3 para 9 pontos a vantagem sobre o senador pelo PL na simulação de 1º turno, marcando 40% ante 31%.

O giro de hoje ficou em apenas R$ 21 bilhões.

Entre as blue chips, Petrobras fechou em queda (PN -1,05%, a R$ 44,48; e ON -0,30%, máxima de R$ 50,15), apesar da alta moderada do petróleo.

Os principais bancos também caíram, com exceção do BB (+0,58%; R$ 20,94). Itaú PN recuou 1,72% (R$ 39,43), Santander unit -1,78% (R$ 27,10), Bradesco PN -1,56% (R$ 17,62) e BTG unit -0,81% (R$ 53,93).

A Vale subiu 0,57% (R$ 83,10), ante um minério de ferro quase estável (-0,13%).

Minerva liderou as perdas do índice com -6,20% (R$ 3,78), seguida de MBRF (-4,05%; R$ 16,60) e Cyrela ON (-3,93%; R$ 21,25).

Do lado positivo, CSN ficou no topo com +6,15% (R$ 6,73), seguida de Usiminas PNA (+5,61%; R$ 10,35) e Azzas (+3,86%; R$ 20,72).

O dólar à vista subiu 0,54%, para R$ 5,0282, mas acumulou queda de 0,78% na semana.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA: -0,81% | 176.209,61 pts

▫️ DOW JONES: +0,58% | 50.579,70 pts

▫️ S&P500: +0,37% | 7.473,47 pts

▫️ NASDAQ: +0,19% | 26.343,97 pts

▫️ DÓLAR: +0,54% | R$ 5,0282

▫️ EURO: +0,13% | R$ 5,8359

▫️ BITCOIN: -2,35% | US$ 75.885,00