Bolsas europeias fecham em queda em meio às hostilidades no Oriente Médio e alta de tarifas
As bolsas europeias fecharam em queda, com os investidores avaliando a escalada das hostilidades no Oriente Médio e as novas ameaças de tarifas de Trump, que anunciou na sexta-feira um aumento nas tarifas americanas sobre carros e caminhões da UE de 15% para 25%, com vigência a partir desta semana, alegando descumprimento de um acordo comercial anterior.
A mídia oficial iraniana noticiou que dois navios de guerra americanos foram atingidos após Trump anunciar que os EUA escoltariam embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz, embora as notícias tenham sido negadas por autoridades dos EUA.
No fechamento: Londres (feriado); Frankfurt -1,28%; Paris -1,71%; Stoxx 50 -2,11% (5.757,36); Stoxx 600 -0,96% (605,40).
MBRF fica entre as maiores altas após anúncio de criação da Sadia Halal
Os papéis da MBRF avançam 2,81%, negociados a R$ 17,92 (R$ 18,13 na máxima e R$ 17,61 na mínima), na lista das maiores valorizações do Ibovespa.
A procura pela ação acontece com o anúncio da criação da Sadia Halal.
Trata-se de uma joint venture entre a subsidiária integral BRF GmbH e a Halal Products Development Company (HPDC), para reunir a produção na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos.
Foi anunciado também o início imediato dos preparativos para o IPO da Sadia Halal, com listagem prevista na bolsa de Riade, na Arábia Saudita.
Giro das 12h: Ibovespa recua com Oriente Médio elevando aversão ao risco
A situação no Estreito de Ormuz deixa os mercados acionários de lado nesta 2ª feira e apoia a alta do dólar ante a maioria das moedas emergentes e pares.
O petróleo chegou a subir 5% antes de reduzir ganhos (+3,54% o Brent/julho) após relatos de que dois mísseis atingiram um navio de guerra norte-americano, embora a informação tenha sido negada pelos EUA.
As informações são desencontradas sobre o trânsito pela rota e, nesse cenário, persistem os temores de que um choque energético desencadeie inflação global.
O Ibovespa cai 0,22% (186.907,56) e nem mesmo as ações da Petrobras (ON -0,71%; PN +0,02%) sobem.
Em NY, as bolsas estão mistas. Dow Jones cai 0,48%, mas S&P 500 é estável a -0,01%, e Nasdaq sobe 0,21%, revertendo as perdas a despeito da alta dos rendimentos dos Treasuries.
No câmbio, o DXY sobe a 98,333 (+0,18%) e aqui a moeda se estabiliza a R$ 4,9515 (-0,02%). Os juros futuros sobem.
A semana promete discursos de autoridades do Fed e uma série de dados de trabalho.
Dentre eles está o payroll, cuja expectativa de 60 mil empregos em abril marcaria forte desaceleração em relação aos 178 mil de março.
Aqui, ata do Copom, amanhã, pode consolidar a leitura mais cautelosa diante da inflação pressionada e da incerteza global.