O ultimato de Trump ao Irã em semana de inflação
… Mais uma semana começa sob alta tensão no front de guerra no Oriente Médio, com potencial para agravar a crise energética. Trump deu prazo até amanhã, terça-feira, às 21h (de BSB), para que o Irã abra “o maldito Estreito de Ormuz, ou vocês viverão no inferno, seus malucos”. O presidente marcou para hoje, às 14h (BSB), uma coletiva de imprensa, quando deve repetir as ameaças que estão sendo desdenhadas pelo regime iraniano. Na agenda, dois índices de inflação nos Estados Unidos, o PCE (quinta) e o CPI (sexta) de março, podem trazer os impactos da alta do petróleo e da gasolina, que já custa US$ 4/galão para o consumidor americano. Aqui, o IPCA é o destaque, também na sexta-feira.
ULTIMATO – O presidente Trump passou o fim de semana lançando ameaças de atacar a infraestrutura crítica do Irã “se eles não fizerem alguma coisa até terça-feira à noite”. Então, “não terão mais usinas iranianas nem terão pontes em pé”.
… Em postagem na sua rede social, neste domingo, escreveu que “terça-feira será o Dia da Usina Elétrica e o Dia da Ponte, tudo junto, no Irã. Não haverá nada igual!!! Abram o maldito Estreito, ou vocês vão viver no inferno – AGUARDEM PARA VER! Louvado seja Alá.”
… Na véspera, Trump já havia dito que o Irã enfrentaria “o inferno” dali a 48 horas se não chegasse a um acordo com o governo americano.
… Em outra publicação, o presidente informou que o militar americano resgatado do caça F-15, abatido pelo Irã está “gravemente ferido”, e foi nessa postagem que ele anunciou a coletiva de hoje. As Forças Armadas iranianas também estavam na captura do oficial.
… O comando militar central do Irã rejeitou a ameaça de Trump de destruir a infraestrutura vital do país, afirmando que se trata de “uma ação desesperada, nervosa, desequilibrada e estúpida”. E devolveu a maldição, dizendo que “os portões do inferno se abrirão para vocês”.
… Já a Guarda Revolucionária Islâmica alertou na mídia iraniana Press TV que “quaisquer novos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra a infraestrutura civil do Irã vão desencadear retaliações ainda mais violentas contra alvos inimigos”.
… Neste domingo, forças iranianas incendiaram alvos inimigos nos Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Kuwait, em resposta aos ataques à Ponte B1 em Karaj e às instalações petroquímicas de Mahshahr, atacando a refinaria que fornece combustível para caças israelenses em Haifa.
… Instalações de gás operadas pela Exxon Mobil e Chevron nos Emirados Árabes Unidos também foram alvejadas, juntamente com uma instalação petroquímica de propriedade americana em Al Ruwais, no Bahrein e no Kuwait.
… Ao mesmo tempo que ameaçava “explodir tudo e tomar posse do petróleo”, Trump disse à Fox News que o Irã estava negociando e que “há uma boa chance de sair um acordo nesta segunda-feira”. A questão é que essas afirmações não são levadas a sério.
CHINA & RÚSSIA –Às vésperas de uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, prevista para ocorrer esta semana, a China informou, neste domingo, que está disposta a cooperar com a Rússia no órgão da ONU para reduzir as tensões no Oriente Médio.
… Os dois países são membros permanentes do conselho, que deve votar uma resolução proposta pelo Bahrein sobre proteção à navegação comercial no Estreito de Ormuz, parcialmente bloqueado pelo Irã em razão dos ataques dos Estados Unidos e Israel.
… Segundo a agência de notícias chinesa Xinhua, em conversa por telefone como o chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse que a situação no Oriente Médio continua a se deteriorar e as hostilidades estão se intensificando.
… Ambos concordam que a solução para garantir a navegação em Ormuz “reside em alcançar um cessar-fogo e pôr fim à guerra”.
… Lavrov afirmou que a Rússia está muito preocupada com a contínua escalada das tensões no Oriente Médio e defendeu que as operações militares devem ser interrompidas imediatamente. O chanceler russo pede uma solução política e diplomática, com o apoio da ONU.
OPEP – Os países do cartel, formado pela Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Casaquistão, Argélia e Omã, decidiram, neste domingo, aumentar sua produção em 206 mil barris por dia no mês de maio.
… Em comunicado, reafirmaram a importância de adotar uma abordagem cautelosa e de salvaguardar as rotas marítimas internacionais para garantir o fluxo ininterrupto de energia, diante do cenário de guerra no Oriente Médio, que vem mantendo fechado o Estreito de Ormuz.
… Por esta via, passam cerca de 20% de todo o petróleo global, o que pode fazer com que o aumento agora anunciado pela Opep+ seja praticamente inócuo, dada a dificuldade de transporte de cargas por esta via utilizada pela maior parte dos países membros.
… O bloco também expressou preocupação em relação aos ataques à infraestrutura energética dos países produtores, observando que a restauração da capacidade total dos ativos energéticos danificados é demorada.
PETROBRAS – Em resposta a um ofício da CVM, que questionou sobre notícias que apontaram interferência política na política de preços, a companhia negou estimativas divulgadas na imprensa sobre suposta defasagem em relação ao mercado internacional.
… O pedido de esclarecimento teve como base declarações do presidente Lula sobre a necessidade de evitar repasses ao consumidor dos efeitos da alta internacional do petróleo, em meio à guerra no Oriente Médio. As explicações foram fornecidas na sexta-feira.
… A Petrobras ainda rebateu cálculos de agentes de mercado indicando que diesel e gasolina estão sendo vendidos com descontos expressivos, reiterando que os reajustes não seguem periodicidade fixa e sua política atual busca evitar o repasse automático de oscilações externas.
… A estatal cita também medidas recentes, como o aumento de R$ 0,38 por litro no preço do diesel A para distribuidoras, além da adesão a um programa federal de subvenção que adiciona R$ 0,32 por litro. Segundo a empresa, o efeito combinado equivale a R$ 0,70 por litro.
… Já dados da Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis (Abicom) indicam uma diferença relevante entre os preços no Brasil e os valores internacionais. O diesel apresenta diferença de R$ 3,05/litro e a gasolina tem diferença de R$ 1,61/litro.
… O secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, informou que o governo deve anunciar nos próximos dias a MP da subvenção do diesel e medidas para o querosene de aviação (QAV). Dois Estados ainda não aderiram ao programa: Rio de Janeiro e Rondônia.
LULA E A ELEIÇÃO – O presidente Lula está fazendo de tudo para evitar o impacto da alta dos combustíveis. Mas não é essa sua única preocupação. No Globo, o governo prepara um pacotão de benesses para conter a desaprovação inédita a seis meses da eleição.
… Além de medidas voltadas para o preço dos combustíveis, o pacote inclui subsídios ao gás e à conta de luz e um novo programa de renegociação de dívidas, entre outras, na tentativa de recuperar os níveis conquistados no segundo semestre do ano passado.
… Nas eleições de 2006, 2010 e 2014, quando o PT comandava o Planalto e conseguiu a recondução, o governo era majoritariamente aprovado. Agora, com placar desfavorável de 51% a 43% na última pesquisa Ipsos-Ipec, é a primeira vez que chega a essa altura com saldo negativo.
… A despeito do desemprego baixo, inflação controlada e aumento na renda, o comprometimento de recursos das famílias com empréstimos e financiamentos atingiu a máxima histórica. Está em curso um esquema de renegociação de dívidas, com descontos de até 80%.
… O Gás do Povo — para cerca de 15 milhões de famílias — é uma das principais medidas do pacotão. Só que a guerra no Irã, que gera impacto mundial na oferta de petróleo, faz a gestão Lula considerar agora uma subvenção ao setor, para que as distribuidoras não desistam.
… Na energia elétrica, após o Luz do Povo, criado em 2025, está em debate um aporte para apaziguar reajustes na conta. E até a famosa e impopular “taxa das blusinhas”, que tributa importações abaixo de 50 dólares, pode ser revertida no cenário eleitoral.
… Outra bandeira tida como ativo eleitoral, constantemente abordada pelo presidente, é a promessa de acabar com a escala 6×1. Já a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, uma grande aposta de Lula, ainda não rendeu frutos.
… Para o cientista político Carlos Melo (Insper), a reeleição era regra. Até Dilma, em 2014, todos se reelegeram, mas o mundo mudou.
… Segundo ele, Lula segue neste mandato uma cartilha que não é mais suficiente, baseada em apresentar bons indicadores econômicos e sobrevalorizar políticas interpretadas como direitos pela população. “O que falta é vender de forma sedutora uma projeção de futuro.”
JOVENS ABANDONAM A ESQUERDA – Talvez isso explique por que os eleitores jovens, que sempre foram uma base segura para candidatos de esquerda, estão tão afastados, apesar de várias iniciativas, como o Programa Pé-de-Meia, Projovem, cursinhos populares e o ProUni.
… No Datafolha de março de 2022, 62% dos eleitores até 24 anos declaravam voto em Lula. Hoje, esse porcentual caiu para 43%.
… Pesquisa AtlasIntel de março mostra que 73% dos eleitores jovens desaprovam o governo Lula, muito acima da média da população geral, em que a rejeição é de 53%. E uma das razões é a falta de perspectiva de trabalho para os mais jovens.
… O País fechou 2025 com 11,4% de desemprego entre brasileiros de 18 a 24 anos de idade, mais que o dobro da taxa nacional, de 5,1%.
DATAFOLHA – Sai no sábado a nova sondagem para a Presidência, a primeira desde que Caiado foi escolhido candidato do PSD. Pesquisadores entram em campo entre amanhã e quinta para medir as intenções de voto.
NUNES MARQUES – Um terceiro ministro do STF ocupa agora as manchetes, com o mesmo envolvimento no caso Master.
… Procurado pelo Estadão, Kássio Nunes Marques confirmou a viagem de Brasília para Maceió, com sua mulher, no dia 14/11/25, em avião particular que pertence à empresa que administra os bens de Daniel Vorcaro, a Prime You.
… O ministro foi a uma festa de aniversário a convite da advogada Camilla Ewerton Ramos, que atua judicialmente para o Banco Master.
… Em uma outra viagem, em abril de 2025, Camilla levou dois filhos de Nunes Marques, Kevin e Kauan, para Trancoso, na Bahia.
MAIS AGENDA – O foco da semana recai sobre a inflação, em um ambiente global tensionado pelo avanço do petróleo em meio à guerra.
… Com IPCA e o CPI saindo praticamente no mesmo horário na sexta-feira, e o PCE na véspera, o mercado deve testar narrativas sobre pressão inflacionária e espaço para política monetária — tanto aqui quanto nos Estados Unidos.
… No Brasil, a semana começa com o BC divulgando o Relatório Focus (hoje, 8h25), enquanto amanhã (terça) a Secretaria de Comércio Exterior traz a balança comercial de março, com projeção de superávit de US$ 7,6 bilhões.
… Ao longo da semana, saem ainda IGP-DI (quarta), IPC-S (quinta) e a Pesquisa Industrial Regional (também na quinta).
… Na sexta-feira, o principal evento doméstico é o IPCA de março, com mediana de +0,76% na margem. O dado ganha ainda mais relevância pela proximidade com o CPI americano, reforçando a leitura cruzada de inflação global.
… No exterior, a agenda começa com PMIs na Europa e nos Estados Unidos (amanhã), além do ISM de serviços americano (hoje, 11h). Na quarta-feira, o destaque é a ata da última reunião do Federal Reserve, que pode calibrar expectativas sobre juros.
… Já na quinta-feira, o mercado monitora o deflator do PCE — métrica preferida do Fed — ao lado dos dados de renda e gastos pessoais, pedidos de auxílio-desemprego e a leitura final do PIB do 4º trimestre dos Estados Unidos.
… Na mesma madrugada, saem os índices de inflação ao produtor e consumidor da China.
… Encerrando a semana, o CPI americano de março sai às 9h30, apenas meia hora após o IPCA brasileiro, na sessão que promete elevada volatilidade global e leitura direta sobre os efeitos recentes da alta do petróleo nos preços.
PAYROLL – O relatório de emprego de março saiu em plena Sexta-Feira Santa, com as bolsas fechadas, mas deve repercutir na reabertura, já que mostrou um mercado de trabalho ainda resiliente nos Estados Unidos, com potencial de influenciar as apostas ao Fed.
… A economia americana criou 178 mil vagas, bem acima da mediana de 51 mil. A taxa de desemprego caiu de 4,4% para 4,3%. Já os salários avançaram apenas 0,2% no mês e 3,5% em 12 meses, abaixo do esperado, indicando alguma moderação na pressão inflacionária.
… A desaceleração dos salários — para mínima em quase cinco anos — sugere que, apesar da resiliência, não há pressão adicional relevante vinda do mercado de trabalho neste momento. A composição e as revisões também trouxeram detalhes relevantes.
… Fevereiro foi ajustado para baixo, com corte de 133 mil vagas, enquanto janeiro foi revisado para cima. Parte da força de março reflete fatores pontuais, como reversão de greves e de condições climáticas adversas, reduzindo a leitura de aceleração estrutural do emprego.
… Para o Fed, o dado tende a reforçar o cenário de cautela: não há sinais claros de deterioração que justifiquem cortes iminentes, mas tampouco um superaquecimento que exija resposta mais dura. Na prática, o relatório deve manter o Fed em compasso de espera.
CHINA – Divulgado na noite de sexta-feira, o PMI de serviços recuou de 56,7 em fevereiro para 52,1 em março.
… Embora o dado sinalize uma desaceleração no ritmo de crescimento contra o pico de 33 meses registrado no mês anterior, o setor permanece em território de expansão (acima de 50 pontos) pelo 39º mês consecutivo.
… Já o PMI composto da China, que agrega as atividades industrial e de serviços, caiu de 55,4 para 51,5 no período.
JAPÃO – O PMI composto caiu de 53,9 pontos em fevereiro para 53 pontos em março, segundo a pesquisa final do setor privado (S&P Global). O dado frustrou a previsão de 53,2, mas veio acima 50, indicando expansão da atividade.
… O PMI de serviços caiu de 53,8 para 53,4, abaixo das estimativas dos analistas de 53,8.
BOMBOU E CHANCELOU – Bancos e consultorias ficaram impressionados com a força do payroll de março, que só reforçou as apostas de que o Fed deve demorar bastante para cortar o juro, a não ser que a guerra acabe logo.
… Como se viu, analistas disseram que o relatório de emprego reverteu o impacto das greves na Starbucks e na operadora de planos de saúde Kaiser Permanente em fevereiro, e também os efeitos negativos do inverno.
… Na medida em que o dado só corrigiu, em boa medida, alguns fatores temporários, o investidor não especulou com apostas de um aperto monetário antecipado, mas fortaleceu a chance de manutenção do juro por mais tempo.
… O aumento modesto de 0,24% nos ganhos médios por hora em março e a desaceleração anual deste componente inflacionário para 3,52% também serviram de indicativo de que o mercado de trabalho não está superaquecido.
… Na primeira reação ao payroll, o juro da Note-2 anos chegou a saltar até 3,912% na sexta, mas refreou o ritmo até o fechamento para 3,833%, de 3,809% no pregão anterior. A taxa do bônus de 10 anos subiu de 4,320% para 4,352%.
… No câmbio, o índice DXY subiu de leve (+0,20%) e permaneceu acima dos 100 pontos (100,224), com o euro (US$ 1,1520), a libra esterlina (US$ 1,3220) e o iene (159,59 por dólar) em ligeira queda na comparação com o dólar.
… Fechadas na Sexta-Feira Santa, as bolsas em NY repercutem o payroll só hoje, embora o protagonismo do dia continue com a guerra. Na véspera da Páscoa, os índices de ações em Wall Street operaram sob otimismo cauteloso.
… A proposta do Irã e de Omã de cobrar um pedágio para o tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz ajudou a afastar as bolsas das mínimas e esvaziar a frustração com o pronunciamento de Trump no final da noite de quarta.
… Apesar disso, a cautela com as novidades da guerra durante o feriado prolongado comprometeu qualquer confiança maior do investidor no último pregão, diante do receio de um ataque americano com tropas por terra.
… O S&P 500 subiu só 0,11% (6.582,69 pontos); e o Nasdaq registrou alta de apenas 0,18% (21.879,18 pontos), enquanto o Dow Jones registrou queda modesta de 0,13% e terminou o pregão aos 46.504,67 pontos.
TROLOU – Para todo mundo que aguardava uma estratégia de saída clara dos Estados Unidos da guerra contra o Irã, a fala de Trump na TV na quarta à noite pregou uma peça, com a promessa de ataques mais duros nos próximos dias.
… A “pegadinha do Dia da Mentira” escalou o petróleo antes do feriado, mesmo com a notícia de que o Irã e Omã elaboravam o protocolo para monitorar o trânsito no Estreito de Ormuz. O Brent/junho saltou 7,77%, a US$ 109,03.
… O WTI/maio disparou 11,41%, a US$ 111,54, terminando acima de US$ 110 o barril pela primeira vez desde 2022.
… Petrobras pegou carona (ON +2,25%, a R$ 53,10; e PN +1,65%, a R$ 48,15) e salvou o Ibovespa de virar para o negativo, embora o índice à vista não tenha conseguido exibir fôlego, preferindo não correr risco antes do feriado.
… O índice à vista fechou estável (+0,05%), defendendo por pouco os 188 mil pontos (188.052,02), com giro mais fraco, de R$ 24,4 bilhões. Vale desafiou o minério (-1,29%) e avançou 0,66% (R$ 83,55), mas os bancos pesaram.
… Bradesco PN registrou desvalorização de 1,49% (R$ 19,12), Itaú PN caiu 1,21% (R$ 43,30), BB recuou 1,02% (R$ 23,39) e BTG Pactual devolveu 0,57% (R$ 57,27). A exceção foi Santander, que subiu 0,10% e fechou a R$ 31,23.
… Apesar do ambiente cauteloso, a B3 continua nadando em dinheiro estrangeiro. Os gringos aportaram R$ 11,7 bilhões em março, maior volume para este mês desde 2022. O fluxo de k externo no ano soma R$ 53,4 bilhões.
… Dividido entre a esperança de reabertura do Estreito de Ormuz e a decepção com o pronunciamento de Trump, o dólar à vista fechou praticamente estável (+0,06%), mas se defendeu como pôde na faixa de R$ 5,15 (R$ 5,1599).
… Já os juros futuros resolveram apostar na normalização do fluxo de petróleo no Oriente Médio e caíram.
… Na agenda do dia, a produção industrial medida pelo IBGE em fevereiro (+0,9%) superou o esperado (+0,7%), mas mostrou desaceleração em relação a janeiro (+1,8%), sem alterar a aposta de corte de 0,25 pp da Selic este mês.
… No fechamento, o DI para Janeiro de 2027 marcava 14,030% (de 14,031% no ajuste anterior); Jan/28, 13,700% (contra 13,721% na véspera); Jan/29, 13,630% (13,673%); Jan/31, 13,735% (13,797%); e Jan/33, 13,815% (13,865%).
CIAS ABERTAS NO AFTER – A Moody’s reafirmou o rating AAA.br da VALE com perspectiva estável.
PETROBRAS. Governo deve indicar Guilherme Mello para presidir o conselho de administração, em substituição a Bruno Moretti, que renunciou ao cargo após ser nomeado ministro do Planejamento e Orçamento. (Folha)
BRASKEM disse que ainda não tomou decisão sobre eventual pedido de proteção contra credores, após questionamento da CVM sobre notícias veiculadas na imprensa.
BRADESCO aprovou pagamento de R$ 3 bilhões em JCP, a R$ 0,27 por ON e R$ 0,29 por PN. Ex amanhã.
EMBRAER entregou 44 aeronaves no 1TRI26, alta de 47% na comparação anual.
CSN. Moody’s rebaixou rating de AA.br para AA-.br e manteve a companhia em revisão para rebaixamento…
… A agência de classificação citou a “persistência dos desafios e das incertezas relacionados ao refinanciamento de suas dívidas de médio prazo, em contexto de sinais graduais de redução da flexibilidade financeira da companhia”.
HAPVIDA adotará voto múltiplo na próxima eleição do conselho após carta da Squadra.
CEMIG anunciou emissão de debêntures de até R$ 1,15 bilhão, com prazo de 15 anos.
NEOENERGIA concluiu venda da hidrelétrica Dardanelos e manteve participação indireta de 25% no ativo.
COPASA. Fitch reafirmou rating AAA(bra) com perspectiva estável.
SIMPAR estendeu prazo para exercício do direito de preferência em aumentos de capital até 17 de abril.
MOVIDA informou ter atingido montante mínimo de R$ 500 milhões em subscrições para aumento de capital.
MOTIVA firmou contrato com a Arteris para assumir a concessão da rodovia Fernão Dias por R$ 381,4 milhões.
TENDA renovou contratos de derivativos atrelados a ações próprias e estima entrada de caixa superior a R$ 60 mi.
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