Governo tem derrotas históricas e guerra segue indefinida

A semana termina mais cedo no Brasil por conta do feriado de 1º de maio, com o governo contabilizando duas derrotas importantes em apenas dois dias: a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF e a derrubada do veto ao projeto da Dosimetria.

Ainda é cedo para avaliar qual será o impacto dessas decisões na corrida presidencial, faltando pouco mais de cinco meses para as eleições de outubro.

O fato é que a governabilidade e a pauta econômica de Lula poderão ser prejudicadas, diante do aumento do poder de barganha do Congresso.

Lá fora, a melhora na percepção de risco dos mercados nesta 5ªF pode ser revertida amanhã, quando Wall Street estará aberta, já que não houve fatos novos sobre o conflito no Oriente Médio que justificassem a guinada nos ativos, especialmente no petróleo.

O movimento tem cara de correção, após a commodity bater nos US$ 126 por barril e o rendimento do T-Bond de 30 anos testar o nível de 5%, acendendo o alerta do mercado.

O BDM Online entra agora em esquema de plantão para notícias extraordinárias e voltará a ser atualizado normalmente na 2ªF, às 7h. Bom feriado!

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++ Lula confirma que anunciará mudanças nas misturas de etanol na gasolina, de 30% para 32%, e do biodiesel no diesel, de 15% para 16%

Juros futuros devolvem prêmios com maior apetite por risco no exterior; Copom limita queda das taxas curtas

Os juros futuros devolveram nesta 5ªF boa parte dos prêmios acumulados nos últimos dias, de carona na queda dos rendimentos dos Treasuries e do dólar, em uma sessão de melhora global na percepção de risco, apesar da falta de novidades sobre a guerra no Irã.

Porém, o recuo das taxas mais curtas foi limitado pela decisão do Copom de ontem à noite que, apesar de ter seguido o roteiro e cortado a Selic em 0,25 pp, para 14,5% ao ano, sinalizou maior cautela em função da guerra.

O mercado interpretou o comunicado como uma mensagem “hawkish”, de que o atual ciclo de afrouxamento poderá ser mais curto, caso o conflito no Oriente Médio persista e siga gerando pressões inflacionárias.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,145% (de 14,209% no ajuste anterior); Jan/28 a 13,810% (13,959%); Jan/29 a 13,710% (13,855%); Jan/31 a 13,740% (13,852%); e Jan/33 a 13,800% (13,879%).