Mercados asiáticos recuam com riscos geopolíticos

As bolsas asiáticas caíram em meio à retomada das ações militares entre os EUA e o Irã e consequente diminuição das esperanças de acordo de paz.

As perdas gerais foram limitadas pelas ações de tecnologia, que permaneceram resilientes devido ao otimismo em relação à IA.

O Kospi se descolou de seus pares, fechando em leve alta de 0,11%, estendendo sua sequência de ganhos para a quarta sessão consecutiva, com as altas nas ações de semicondutores.

Xangai fechou estável e o Shenzhen caiu 0,50%; o Nikkei caiu -0,19%, O Hang Seng de Hong Kong cedeu -0,87%. O Taiex perdeu 0,79%.

Diário Econômico, por Ariane Benedito

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca que tensões no Oriente Médio devolveram volatilidade aos mercados após dois dias de alívio.

O petróleo voltou à faixa dos US$ 100 com dúvidas sobre o Estreito de Ormuz, e o Ibovespa caiu 2,38% na maior queda diária desde março. Dólar ficou estável em R$ 4,92, sustentado pelo superávit comercial recorde.

Hoje, foco no payroll dos EUA e seus impactos sobre a política de juros do Fed.

Vai rolar: Payroll no radar

[08/05/26] O mercado inicia a sexta-feira novamente sob tensão geopolítica, após a escalada entre Estados Unidos e Irã desmontar a leitura de que um acordo para encerrar o conflito estaria próximo.

O petróleo volta a pressionar os ativos globais e, no pregão asiático, o Brent já atingia US$ 101, levando a AIE a dizer que pode liberar mais reservas estratégicas para conter a alta dos preços, diante do risco inflacionário ligado ao choque de energia.

Em paralelo, o payroll ganha ainda mais peso para o mercado nesta manhã, em busca de sinais sobre atividade e política monetária, num ambiente em que o Fed já admite que os efeitos da guerra passaram a influenciar diretamente a trajetória dos juros americanos.

👉 Confira abaixo a agenda de hoje