Mercado testa rali enquanto Lula encara Trump

… O mercado inicia a quinta-feira tentando sustentar o forte rali da véspera, embalado pela aposta de um acordo entre Estados Unidos e Irã, pela queda abrupta do petróleo e pelas máximas históricas do Nasdaq, mas já enfrentando sinais de realização no after hours. No centro das atenções, a visita de Lula à Casa Branca coloca Brasil e Estados Unidos diante de temas sensíveis, como Pix, minerais críticos, tarifaço e segurança pública, em um encontro de alto potencial midiático, ao meio-dia de Brasília. A agenda ainda combina indicadores importantes de atividade no Brasil e uma noite carregada de balanços na temporada da B3, após a reação positiva aos números do Bradesco em Nova York.

UMA TRÉGUA IMPERFEITA –O mercado passou a quarta-feira operando menos pela guerra em si e mais pela expectativa de que Estados Unidos e Irã caminhem para algum tipo de entendimento capaz de reduzir o choque de energia e reabrir gradualmente o Estreito de Ormuz.

… A percepção de que a Casa Branca tenta costurar uma saída rápida para o conflito, porque Donald Trump está sendo pressionado a encerrar a crise, provocou forte retomada do apetite por risco, derrubou o petróleo e levou o Nasdaq a renovar máximas históricas.

… Segundo a Bloomberg, Washington apresentou a Teerã um memorando preliminar prevendo a reabertura gradual de Ormuz e o alívio do bloqueio americano aos portos iranianos, deixando as negociações nucleares para uma segunda etapa.

… A proposta teria sido enviada via Paquistão, mediador das conversas, e a expectativa é que o Irã responda nos próximos dias. O presidente Trump voltou a afirmar que houve conversas “positivas” nas últimas 24 horas e disse acreditar que um acordo “vai acontecer”.

… A mudança de postura da Casa Branca também reflete o impacto econômico e político da guerra.

… A disparada da gasolina nos Estados Unidos, acima de US$ 4,50 por galão pela primeira vez desde 2022, aciona a urgência às vésperas das eleições de meio de mandato, reforçando o interesse do governo americano em buscar uma saída negociada para o conflito.

… Apesar do otimismo do mercado, porém, os sinais seguem contraditórios. Autoridades iranianas classificaram a proposta americana como uma “lista de desejos”, enquanto Israel demonstrou preocupação com um possível acordo considerado brando demais.

… Em paralelo, o Exército americano informou ter disparado contra um petroleiro iraniano no Golfo de Omã, enquanto o secretário de Energia dos Estados Unidos garantiu que Washington manterá o fluxo de navios em Ormuz “com ou sem acordo”.

… Ainda assim, prevaleceu nos mercados a leitura de distensão parcial. O Brent despencou quase 8%, encerrando perto de US$ 101 o barril, após o Irã indicar que a travessia pelo estreito poderá voltar a ocorrer de forma “segura e sustentável”.

…Em entrevista à Fox News no fim do dia, Trump afirmou estar “cautelosamente otimista” em relação ao acordo com o Irã, prevendo que poderá levar cerca de “uma semana” para finalizar tudo. O pano de fundo, porém, segue longe de uma solução definitiva.

… O conflito continua afetando a oferta global de energia, com a produção da Opep no menor nível em 36 anos e o mercado ainda sujeito a oscilações bruscas a cada nova manchete envolvendo guerra, petróleo ou negociações diplomáticas.

BEST FRIENDS – O encontro entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump nesta quinta-feira, em Washington, virou um dos eventos políticos mais aguardados da semana — tanto pelo peso diplomático quanto pelo potencial de show midiático.

… A visita-relâmpago à Casa Branca ocorre em meio à guerra no Oriente Médio, às tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos e ao histórico recente de embates públicos protagonizados por Trump com outros líderes mundiais.

… O tom da relação, ao menos nos bastidores, começou de forma surpreendentemente amistosa.

… Segundo o G1, Trump ligou para Lula na última sexta-feira, em conversa de cerca de 40 minutos, afirmou admirar a trajetória política do brasileiro e encerrou a chamada com um informal “I love you”.

… O episódio virou motivo de brincadeiras nos bastidores de Brasília, mas não diminuiu a cautela do governo em relação ao encontro.

… Reportagem do Estadão mostra que os dois presidentes chegam politicamente fragilizados à reunião.

… Trump enfrenta forte desgaste provocado pela inflação, pela guerra com o Irã e pela proximidade das eleições legislativas de meio de mandato, enquanto Lula tenta recuperar popularidade em meio às dificuldades do ambiente eleitoral doméstico.

… Para ambos, a reunião também funciona como tentativa de construção de agenda positiva.

… O problema é que as prioridades dos dois governos não coincidem. O Brasil quer falar de comércio, tarifaço, Pix, data centers, minerais críticos e investimentos. Já a Casa Branca pode insistir na tentativa de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.

… Esse é um tema tratado com desconforto pelo Planalto, que quer evitar qualquer “momento Zelensky” no Salão Oval, ou constrangimentos ao vivo para Lula, como aconteceu não só com o presidente da Ucrânia, mas também com o líder da África do Sul.

… Por isso, Lula fará uma visita enxuta, sem cerimônias e com comitiva reduzida, em movimento interpretado como uma seguro para minimizar a exposição política.

… Segundo fontes ouvidas pelo mesmo Estadão, o governo brasileiro pretende defender o Pix diante das críticas americanas, argumentando que o sistema ampliou a bancarização no País, ao mesmo tempo em que tentará evitar compromissos definitivos sobre terras raras.

MINERAIS CRÍTICOS –Na véspera da reunião entre Lula e Trump, a Câmara aprovou à noite o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos e define o marco regulatório de um dos temas mais sensíveis da disputa entre Estados Unidos e China.

… O texto prevê incentivos fiscais de até R$ 5 bilhões entre 2030 e 2034 para projetos ligados à cadeia produtiva de minerais estratégicos, além da criação de um fundo garantidor com participação da União de até R$ 2 bilhões para estimular investimentos no setor.

… A proposta envolve minerais considerados essenciais para a indústria de tecnologia, transição energética e defesa, como lítio, nióbio, cobalto, grafite e terras raras. O Brasil concentra cerca de 8% das reservas globais de lítio e mais de 90% das reservas conhecidas de nióbio.

… O avanço do projeto ocorre justamente quando terras raras e minerais críticos entram no centro das negociações internacionais.

… O governo brasileiro tenta evitar um alinhamento automático aos Estados Unidos em meio à disputa com a China, enquanto busca atrair investimentos, tecnologia e capacidade de processamento industrial para o País.

… O relator da proposta, deputado Arnaldo Jardim, afirmou que o projeto pode funcionar como um “trunfo” para Lula na conversa com Trump, ao oferecer maior previsibilidade regulatória e sinalização favorável ao capital estrangeiro. A matéria segue para o Senado.

CURTAS DA POLÍTICA – O STF retoma nesta quinta-feira o julgamento de cinco ações que discutem o modelo de distribuição de royalties de petróleo, com o voto da relatora, a ministra Cármen Lúcia, que recebeu advogados e entidades interessadas para sustentações orais.

MAIS AGENDA – A quinta-feira concentra indicadores importantes de atividade, comércio exterior e mercado de trabalho americano, em um ambiente ainda marcado pela volatilidade provocada pela guerra no Oriente Médio e pelas incertezas nas apostas para juros globais.

… No Brasil, o destaque da manhã será a produção industrial de março, divulgada pelo IBGE às 9h. A mediana das projeções do Broadcast aponta para leve queda de 0,1% na margem, após a alta de 0,9% registrada em fevereiro.

… O movimento é interpretado mais como acomodação técnica após o forte início de ano do que como deterioração mais intensa da atividade. Setores ligados à indústria extrativa e ao segmento automotivo seguem sustentando parte da recuperação da produção.

… À tarde, às 15h, sai a balança comercial de abril, que deve registrar um dos maiores superávits nominais da série histórica.

… A mediana das estimativas aponta saldo positivo de US$ 10,7 bilhões, impulsionado principalmente pelas exportações de petróleo em meio à guerra no Oriente Médio, além da força dos embarques de soja e carnes.

… O comportamento das commodities energéticas continua sendo um dos principais vetores para o fluxo comercial brasileiro neste momento.

… Também no radar, o diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Paulo Picchetti, participa em São Paulo da reunião trimestral com economistas, enquanto Galípolo embarca para Madri, onde participa do Fórum Econômico do Banco da Espanha para a América Latina.

… No exterior, as atenções se voltam para os indicadores de mercado de trabalho dos Estados Unidos, na véspera do payroll.

… Às 9h30, serão divulgados os pedidos semanais de auxílio-desemprego e o custo unitário da mão de obra do primeiro trimestre, dados acompanhados de perto pelo mercado em busca de sinais sobre inflação de serviços, salários e trajetória dos juros americanos.

… Ao longo da tarde, dirigentes do Fed voltam ao noticiário, com participações públicas de Neel Kashkari, Beth Hammack e John Williams. E às 16h, o Banco do México divulga sua decisão de política monetária.

BALANÇOS –A temporada do primeiro trimestre ganha força nesta quinta-feira, em uma das agendas corporativas mais carregadas da semana na B3, com resultados de setores ligados ao consumo, varejo, shoppings, locação de veículos, educação, utilities e infraestrutura.

… Antes da abertura do mercado, os investidores acompanham os números de Azul e Porto Seguro. Após o fechamento, a lista é grande, com Magazine Luiza, Lojas Renner, Localiza, Vivara, Fleury, Yduqs, Petz, B3, Sabesp, Cemig, Rumo, Engie e EcoRodovias.

… Também entram no radar os números de Allos, Azzas, Alpargatas, Eztec, M. Dias Branco, PetroReconcavo e BrasilAgro.

… No exterior, o destaque antes da abertura em Nova York fica para os resultados do McDonald’s, acompanhados de perto em busca de sinais sobre consumo americano e pressão de custos. Na Europa, Shell divulga balanço em Londres, e Enel, na Itália.

BRADESCO – Os ADRs avançaram 3,0% no after hours em Nova York, após o balanço, que reportou lucro líquido recorrente de R$ 6,811 bilhões entre janeiro e março, alta de 16,1% na comparação anual, em resultado praticamente em linha com as estimativas do mercado.

… O retorno sobre o patrimônio líquido (ROAE) subiu para 15,8% ao fim do trimestre, ante 14,4% um ano antes, reforçando a percepção de melhora gradual da rentabilidade e continuidade do processo de recuperação operacional do banco.

… A reação positiva ocorre um dia depois de o Itaú divulgar números fortes, mas sem conseguir sustentar as ações na B3 (mais abaixo).

MAIS AFTER HOURS – Arm e Whirlpool desapontaram e as ações caíram feio no pós mercado, após o forte rali das techs no pregão regular.

… A Arm chegou a subir forte com resultados acima das expectativas no trimestre, mas perdeu força rapidamente e fechou em queda de 6,4%, associada às dúvidas do mercado sobre sua capacidade de atender à crescente demanda por chips de inteligência artificial.

… A empresa reportou lucro ajustado por ação de US$ 0,60, acima da projeção de US$ 0,58, com receita de US$ 1,49 bilhão, crescimento anual de 20%. O humor mudou depois que a companhia manteve projeções mais conservadoras para receita futura.

… O mercado também monitorou com cautela a estratégia da Arm de produzir seus próprios chips para data centers, passando a competir diretamente com clientes importantes como Nvidia, Qualcomm, Samsung e Apple.

… A margem operacional ajustada caiu de 53% para 49%, refletindo aumento das despesas com desenvolvimento da nova linha de produtos.

… Liderando as perdas do after, a Whirlpool desabou 16,4% depois de reverter lucro e reportar prejuízo líquido de US$ 85 milhões e queda de 9,6% da receita, para US$ 3,27 bilhões. A perda ajustada por ação ficou em US$ 0,56, frustrando a expectativa de lucro de US$ 0,38.

… Apesar disso, a companhia manteve projeção de lucro por ação entre US$ 3 e US$ 3,50 para o fechamento de 2026.

CORAÇÃO ABERTO – Se desta vez sai o acordo entre Trump e o Irã, é a pergunta que vale muitos petrodólares. Na dúvida, o mercado resolveu partir ontem para a aposta de risco de que agora vai, e o Brent entrou em queda livre.

… Nas mínimas do pregão, o barril chegou a furar o suporte psicológico dos US$ 100, embora tenha desacelerado parte do tombo até o fechamento, quando era negociado aos US$ 101,27, com perdas consistentes de 7,83%.

… Analista disse às agências internacionais que é prematuro dizer que a guerra está quase acabando. Segundo ele, o que o petróleo está precificando é a redução do risco e não necessariamente um desfecho garantido do conflito.

… Fato é que, se o petróleo continuar despencando com as novidades sobre uma potencial rodada de negociações, pode mudar todo o jogo e recalibrar as expectativas para a política monetária no cenário global e doméstico.

… Para o Fed, anteciparia um corte do juro. Para o Copom, garantiria mais um corte da Selic, ao invés de pausa no ciclo, já que um choque energético esvaziado reduziria os riscos de desancoragem das expectativas inflacionárias.

… Com o petróleo abrindo caminho para uma postura mais relaxada, os juros futuros saíram queimando prêmios.

… No fechamento, o DI para Janeiro de 2027 marcava 14,055% (de 14,148% no ajuste anterior); Jan/28, 13,605% (contra 13,824% na véspera); Jan/29, 13,520% (13,743%); Jan/31, 13,605% (13,799%); e Jan/33, 13,720% (13,869%).

… A curva operou alinhada ao Treasuries, que exibiu queda pelo segundo dia consecutivo nas taxas da Note de dois anos, a 3,871% (de 3,937%), de dez anos, a 4,353% (de 4,419%), e do T-bond de 30 anos, a 4,942% (de 4,986%).

… Posições defensivas também foram desmontadas no câmbio e o índice DXY caiu 0,43%, a 98,023 pontos. Mas o ING advertiu contra o excesso de otimismo e considerou perigoso buscar uma queda muito maior do dólar.  

… Não é a primeira vez que os mercados embarcam em uma onda de apetite por risco desencadeada pela esperança no fim da ofensiva militar e correm o risco de se frustrar. Mas, quando querem pagar para ver, ninguém segura.  

… O euro ganhou 0,46%, para US$ 1,1754, a libra subiu 0,34%, a US$ 1,3596, e o iene avançou para 156,40 por dólar.

… Semana que vem, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, visita o Japão e se reúne com a premiê japonesa, Sanae Takaichi. A recente venda especulativa do iene, que levou à intervenção no câmbio, estará na pauta.

“SOLTEIRÃO” – Aqui, o dólar contrariou a tendência externa ontem fechou em leve alta de 0,18%, a R$ 4,9207. Dois gatilhos explicariam o descolamento: o petróleo que derreteu e acomodou o real, e o leilão do BC no câmbio.

… Causou surpresa o anúncio da operação de swap reverso de US$ 500 milhões, atuação à qual o BC não recorria há uma década. O movimento equivale à compra de dólar no mercado futuro e levantou dúvidas sobre o objetivo do BC.

… O Broadcast apurou entre os analistas de mercado que o BC aproveitou a recente maré positiva do real e o forte fluxo de recursos para o Brasil para reduzir o estoque de swaps cambiais tradicionais, acima de US$ 95 bilhões.

… Recentemente, como se sabe, o BC tem preferido recorrer ao “casadão”, pelo jargão nos negócios, com ofertas simultâneas de swaps cambiais reversos e venda de dólares à vista. Desta vez, optou pela venda “seca” de swaps.

… Mesmo diante da volatilidade no Oriente Médio e quadro doméstico desafiador, a Santander Asset Management Brasil (SAM) segue com visão construtiva para a maior parte dos ativos domésticos (o chamado “kit Brasil”).

… Na carta mensal de maio, publicada ontem, a asset informou que está com viés otimista para o real, diante do fluxo estrangeiro para os ativos locais, combinado à manutenção do diferencial de juros elevado entre Brasil e EUA.

… Outro suporte para a moeda brasileira, segundo o documento, vem da permanência do petróleo em níveis altos.

… A gestora de recursos mantém a perspectiva de continuidade do ciclo de flexibilização da taxa Selic, que deve terminar o ano em 13,25%, diante da aposta de volta gradual à normalidade dos vetores altistas da inflação.

… A continuidade do ciclo de cortes dos juros e aposta de acomodação dos riscos geopolíticos ao longo do segundo trimestre devem favorecer o desempenho das ações da bolsa brasileira, de acordo com a asset do Santander.

… A torcida por um acordo de paz com o Irã e o rali dos papéis da Vale, de 3,62%, a R$ 81,23, na volta do feriado chinês, garantiram alta de 0,50% para o Ibovespa ontem, aos 187.690,86 pontos, com giro de R$ 28,8 bilhões.

… Mesmo com o petróleo desabando, a bolsa conseguiu driblar a queda forte da Petrobras: ON, -3,77%, a R$ 51,52; e PN, -2,86%, a R$ 47,27. Entre os bancos, Itaú PN não se impressionou com o balanço e caiu 1,60%, para R$ 41,78.

… Já Bradesco PN subiu 0,42%, a R$ 19,27; BB ON ganhou 0,68%, para R$ 22,07; e Santander unit, +1,95% (R$ 29,33).

… Se mesmo sem sinais de trégua na guerra, as bolsas em Nova York já batem recordes, não encontraram obstáculos para renovar as máximas históricas ontem com a perspectiva no horizonte de que a diplomacia possa prosperar.

… No pano de fundo, o salto de quase 19% da AMD com seu balanço deu suporte ao setor de tecnologia. O índice eletrônico Nasdaq disparou 2,02%, estabelecendo o seu mais novo topo de fechamento aos 25.838,94 pontos.

… O S&P 500 (+1,46%) fechou na marca inédita dos 7.365,04 pontos. O Dow Jones deixou o bear market, caracterizado pela queda de 20% contra os picos anteriores, e subiu 1,24%, a 49.910,59 pontos, rumo aos 50 mil.

CIAS ABERTAS NO AFTER – MINERVA teve lucro líquido de R$ 87,3 milhões no 1TRI26, queda de 52,8% contra um ano antes. Receita líquida subiu 19,8%, para R$ 13,409 bilhões, enquanto o Ebitda caiu 4,6%, para R$ 1,118 bilhão.

C&A teve lucro líquido de R$ 1,7 milhão no 1TRI26, queda de 59,1% contra um ano antes. Ebitda ajustado pós-IFRS 16 ficou praticamente estável, em R$ 244,6 milhões, enquanto receita consolidada cresceu 0,5%, a R$ 1,619 bilhão…

… A empresa aprovou programa de recompra de até 10 milhões de ações ordinárias, equivalente a 4,9% das ações em circulação.

RIACHUELO reverteu prejuízo e teve lucro líquido de R$ 5 milhões no 1TRI26. Receita líquida cresceu 6,7%, para R$ 2,3 bilhões, e Ebitda consolidado ajustado avançou 14,1%, para R$ 268 milhões.

VULCABRAS teve lucro líquido de R$ 80,1 milhões no 1TRI26, queda de 24,5% contra um ano antes. Receita líquida cresceu 10,7%, para R$ 776,5 milhões.

VIVARA aprovou novo programa de recompra de até 12,3 milhões de ações ordinárias, equivalente a 10% dos papéis em circulação. O programa terá duração até 6 de maio de 2027.

COGNA teve lucro líquido de R$ 141,4 milhões no 1TRI26, alta de 48,7% contra um ano antes. Receita líquida totalizou R$ 2,1 bilhões, incremento de 31,9%, e Ebitda recorrente aumentou 22,2%, para R$ 679,6 milhões.

ÂNIMA EDUCAÇÃO teve lucro líquido de R$ 106,2 milhões no 1TRI26, alta de 11% contra um ano antes. Ebitda ajustado totalizou R$ 375,9 milhões, avanço de 4,3%, e receita líquida cresceu 7,7%, para R$ 1,120 bilhão.

VITRU EDUCAÇÃO teve lucro líquido de R$ 794,7 milhões no 1TRI26, 16 vezes superior ao registrado um ano antes. Receita líquida consolidada cresceu 6,1%, para R$ 579,2 milhões, e Ebitda ajustado subiu 16%, a R$ 235,1 milhões.

ULTRAPAR teve lucro líquido de R$ 914 milhões no 1TRI26, alta de 152% contra um ano antes. Receita líquida cresceu 10%, para R$ 36,752 bilhões, e Ebitda ajustado recorrente aumentou 96%, para R$ 2,320 bilhões.

VIBRA registrou lucro líquido de R$ 1,613 bilhão no 1TRI26, salto de 168% contra um ano antes. Ebitda ajustado alcançou R$ 3,204 bilhões, alta de 58%, e receita líquida somou R$ 48,251 bilhões, crescimento de 7%.

BRAVA ENERGIA reverteu lucro e fechou o 1TRI26 com prejuízo de R$ 350 milhões. Ebitda ajustado somou R$ 1,628 bilhão, alta de 52%, e receita líquida cresceu 9%, para R$ 3,1 bilhões.

AXIA reverteu prejuízo e reportou lucro líquido de R$ 2,631 bilhões no 1Tri do ano. O Ebitda regulatório ajustado antes de participações societárias somou R$ 8,162 bilhões, 7,6% abaixo da projeção no Broadcast…… Já a receita líquida de R$ 11,618 bilhões no trimestre ficou 8,18% abaixo das estimativas dos analistas…

… A companhia anunciou início de processo de sucessão a partir de 1º de junho…

… Ivan Monteiro permanecerá no cargo de diretor-presidente até 30 de abril de 2027. O executivo completou 65 anos em novembro passado e, pelo estatuto, não pode ter seu mandato renovado após o ano que vem.

AUREN ENERGIA reverteu lucro e teve prejuízo líquido de R$ 601,6 milhões no 1TRI26. Receita líquida somou R$ 3,074 bilhões, alta de 4,1%, enquanto o Ebitda ajustado caiu 23,2%, para R$ 925,9 milhões.

TAESA registrou lucro líquido regulatório de R$ 192,6 milhões no 1TRI26, alta de 2,3% contra um ano antes…

… Ebitda regulatório chegou a R$ 562,1 milhões, crescimento de 10,3%, e receita operacional líquida regulatória somou R$ 655,5 milhões, alta de 9,6%.

REDE D’OR. O lucro líquido ajustado somou R$ 1,20 bilhão no 1Tri26, superando a projeção no Broadcast de R$ 1,067 bilhão. O Ebitda consolidado alcançou R$ 2,97 bilhões, também acima da estimativa de R$ 2,632 bilhões…

… Já a receita líquida de R$ 14,56 bilhões no trimestre ficou em linha com o esperado pelos analistas.

PANVEL teve lucro líquido ajustado de R$ 38,5 milhões no 1TRI26, alta de 38,1% contra um ano antes. Ebitda ajustado avançou 25,6%, para R$ 81,2 milhões, e receita bruta consolidada somou R$ 1,57 bilhão (+15,8%).

PROFARMA reverteu lucro e teve prejuízo líquido de R$ 1,7 milhão no 1TRI26. Receita líquida cresceu 6%, para R$ 2,87 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado avançou 12%, para R$ 64,7 milhões.

CBA teve lucro líquido de R$ 341 milhões no 1TRI26, alta de 1,8% contra um ano antes. Receita líquida totalizou R$ 2,3 bilhões, queda de 1,3%, enquanto o Ebitda ajustado subiu 8%, para R$ 466 milhões.

SMARTFIT teve lucro líquido de R$ 203,5 milhões no 1TRI26, alta de 45% contra um ano antes. Receita líquida somou R$ 2,1 bilhões, aumento de 25%, e Ebitda ajustado avançou 29%, para R$ 672 milhões.

MATER DEI teve lucro líquido de R$ 36,3 milhões no 1TRI26, alta de 79,8% contra um ano antes. Ebitda consolidado aumentou 34,6%, para R$ 130 milhões, e receita líquida consolidada cresceu 15,1%, para R$ 575 milhões.

TOTVS teve lucro líquido de R$ 228,8 milhões no 1TRI26, alta de 17,5% contra um ano antes. Em termos ajustados, o lucro foi de R$ 252 milhões, avanço de 17%…

… Receita líquida totalizou R$ 1,6 bilhão, aumento de 15,6%, e Ebitda ajustado subiu 24%, para R$ 455 milhões.

INTELBRAS teve lucro líquido de R$ 153 milhões no 1TRI26, alta de 148,5% contra um ano antes. Receita operacional líquida cresceu 20,6%, para R$ 1,11 bilhão, e Ebitda aumentou 92,6%, para R$ 156,2 milhões.

LAVVI teve lucro líquido de R$ 69,9 milhões no 1TRI26, queda de 20% contra um ano antes. Receita líquida subiu 11%, para R$ 373 milhões, enquanto o Ebitda ajustado caiu 17%, para R$ 82,8 milhões…

… A companhia pagará R$ 30 milhões em dividendos no próximo dia 15, equivalentes a R$ 0,15350 por ação.

GAFISA concluiu a venda do projeto Sense Icaraí para a Soter.

MILLS teve lucro líquido de R$ 197 milhões no 1TRI26, quase três vezes superior ao registrado um ano antes, refletindo reconhecimento de créditos fiscais extemporâneos. Receita líquida cresceu 11,8%, para R$ 461,2 milhões.

VAMOS teve lucro líquido de R$ 86,6 milhões no 1TRI26, queda de 19,7% contra um ano antes. Receita líquida consolidada cresceu 21,6%, para R$ 1,620 bilhão, enquanto o Ebitda avançou 7,3%, para R$ 951,3 milhões.

ECORODOVIAS. Volume de tráfego consolidado cresceu 5,1% em abril ante um ano antes, para 64.670 veículos.

FRAS-LE teve lucro líquido de R$ 44,1 milhões no 1TRI26, queda de 34,9% contra um ano antes. Receita líquida recuou 6,1%, para R$ 1,25 bilhão, e Ebitda caiu 19,7%, para R$ 209,7 milhões.

MAHLE METAL LEVE teve lucro líquido de R$ 214,2 milhões no 1TRI26, alta de 34,9% contra um ano antes. Receita líquida caiu 0,8%, para R$ 1,256 bilhão, enquanto o Ebitda aumentou 5,2%, para R$ 249,4 milhões.

DEXCO teve lucro líquido de R$ 71,9 milhões no 1TRI26, alta de 22,7% contra um ano antes. Ebitda ajustado e recorrente consolidado cresceu 38,3%, para R$ 477,9 milhões, e receita consolidada avançou 6,1%, a R$ 2,01 bilhões.

ESPAÇOLASER teve lucro líquido de R$ 11,9 milhões no 1TRI26, queda de 2% contra um ano antes. Receita líquida ajustada somou R$ 290,2 milhões, alta de 0,2%, enquanto o Ebitda ajustado caiu 5,1%, para R$ 76,1 milhões.

DAYCOVAL teve lucro líquido recorrente de R$ 434,6 milhões no 1TRI26, queda de 8,1% contra um ano antes.

COMPASS, da Cosan, tem demanda forte para IPO e oferta deve somar R$ 2,9 bilhões, segundo fontes do Valor. A ação será precificada hoje. A oferta pública marcará o fim de um jejum de quase cinco anos na bolsa brasileira.

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++ Balanços: Taesa registra lucro líquido regula

++ Balanços: Taesa registra lucro líquido regulatório de R$ 192,6 milhões no 1Tri26, alta de 2,3% contra um ano antes

++ Ebitda regulatório chega a R$ 562,1 milhões ao final de março, crescimento de 10,3% frente igual etapa de 2025

++ Receita operacional líquida regulatória é de R$ 655,5 milhões no período, alta de 9,6% em base anual de comparação

++ ⚠️ Câmara rejeita destaques e projeto dos Min

++ ⚠️ Câmara rejeita destaques e projeto dos Minerais Críticos é encaminhado ao Senado