Juros futuros pegam carona no petróleo e nos Treasuries e queimam prêmios
Os juros futuros devolveram prêmios nesta 4ªF, acompanhando o maior apetite por risco observado em outros mercados e repercutindo os tombos do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries.
A reabertura parcial do Estreito de Ormuz e as sinalizações de Irã e EUA em encerrar a guerra motivaram o ajuste global nos ativos.
A ata do Fed, indicando a possibilidade de uma alta dos juros americanos caso a guerra continue pressionando a inflação, não chegou a fazer preço no mercado.
No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,075% (de 14,148% no ajuste anterior); Jan/28 a 13,890% (14,054%); Jan/29 a 13,955% (14,132%); Jan/31 a 14,110% (14,285%); e Jan/33 a 14,205% (14,370%).
Fechamento: Ibovespa sobe firme e retoma dos 177 mil pontos com impulso de NY; dólar cai para R$ 5,00
A bolsa brasileira acompanhou a melhora na percepção de risco no exterior, na expectativa de um fim breve da guerra no Irã, e registrou alta firme nesta 4ªF.
No fechamento, o Ibovespa apresentou ganho de 1,77%, aos 177.355,73 pontos, com giro de R$ 28,1 bilhões.
Entre as blue chips, destaque para a recuperação dos bancos: Bradesco PN +2,70% (R$ 17,86), Santander unit +2,62% (R$ 27,45), BB +2,32% (R$ 20,70), Itaú PN +2,29% (R$ 39,67) e BTG unit +2,13% (R$ 54,20).
A Vale também avançou (+1,21%; 82,00), superando com folga o minério de ferro (+0,19%).
As ações da Petrobras, em contrapartida, sentiram a derrocada do petróleo e caíram forte (ON -3,85%, na mínima de R$ 49,68; e PN -3,23%, a R$ 44,60), liderando as perdas do índice – com SLC Agrícola em terceiro (-1,61%; R$ 16,52) e Prio em quarto (-1,00%; R$ 68,63), as únicas baixas do indicador.
Na outra ponta, CSN Mineração, que aprovou um novo programa de recompra de ações, ficou no topo com +10,29% (R$ 4,50), seguida de Cury (+8,53%; R$ 31,30) e Renner (+7,77%; R$ 14,70).
O dólar à vista recuou 0,74%, para R$ 5,0034.
Fechamento dos Mercados
▫️ IBOVESPA: +1,77% | 177.355,73 pts
▫️ DOW JONES: +1,31% | 50.009,35 pts
▫️ S&P500: +1,08% | 7.432,97 pts
▫️ NASDAQ: +1,54% | 26.270,36 pts
▫️ DÓLAR: -0,74% | R$ 5,0034
▫️ EURO: -0,68% | R$ 5,8179
▫️ BITCOIN: +0,87% | US$ 77.739,00
Dólar recua com tombo do petróleo e expectativa de fim da guerra em breve
O dólar à vista registrou queda expressiva diante do real nesta 4ªF, acompanhando o enfraquecimento da moeda americana no exterior, após o tombo no preço do petróleo aliviar as preocupações com a inflação global e a possibilidade de alta dos juros pelo Fed e outros BCs.
Os mercados reagiram à liberação da passagem de 26 navios pelo Estreito de Ormuz, inclusive três superpetroleiros, e às sinalizações tanto do Irã como dos EUA de demonstrarem disposição em encerrar logo a guerra.
A divulgação da Ata do Fed ficou em segundo plano e não fez preço no câmbio. O documento mostrou que maioria dos membros do BC americano indicou que um aumento dos juros pode ser necessário, caso a guerra com o Irã continue a agravar a inflação.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,74%, a R$ 5,0034, após oscilar entre R$ 4,9999 e R$ 5,0576.
Às 17h04, o dólar futuro para junho caía 0,89%, a R$ 5,0160.
Lá fora, índice DXY recuava 0,22%, para 99,108 pontos. O euro subia 0,17%, a US$ 1,1627. E a libra ganhava 0,29%, a US$ 1,3439.