Europa: Bolsas sobem em linha com NY, de olho na guerra no Irã e inflação

As principais bolsas europeias fecharam em alta firme nesta 2ª feira, após duas sessões seguidas de perdas, com o mercado acompanhando os desdobramentos da guerra no Irã.

Hoje pela manhã, Trump disse haver negociações sérias com um novo regime no Irã, havendo “grandes progressos”.

Ele repetiu, porém, que se não fechar um acordo em breve, voltará a atacar fortemente, desta vez prometendo destruir usinas de geração de energia elétrica, poços de petróleo e a Ilha de Kharg.

O prazo para uma resposta do Irã termina em 6 de abril.

Em paralelo, seguindo o mesmo script da semana passada, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, negou que existam negociações em curso com os EUA.

No campo macroeconômico, a prévia da inflação alemã subiu para 2,7% em março, na base anual, de 1,9% em fevereiro, em linha com as previsões do mercado.

No fechamento: Londres +1,61%; Frankfurt +1,18%; Paris +0,92%; e Stoxx 600 +0,82%, aos 580,00 pontos.

Giro das 12h: Ibovespa avança apoiado por ações de commodities e bancos

O Ibovespa avança a 183.642,24 pontos (+1,15%), acima dos ganhos em NY (Dow Jones +0,77%; S&P 500 +0,39% e Nasdaq +0,09%).

Por lá, os índices sobem em um cenário de queda nos juros e busca por pechinchas.

Já aqui, os grandes bancos sobem (Itaú +0,82% e Bradesco PN +0,65%), assim como Petrobras (ON +3,13% e PN +2,37%) e Vale (+1,28%), que acompanham o desempenho das commodities.

Os mercados estão refletindo preocupações com o crescimento diante da escalada da guerra, que entra na quinta semana e reforça alta no petróleo a máximas de 2022.

A semana traz dados de atividade e emprego que podem calibrar as apostas de flexibilização monetária ao renovarem leituras sobre a economia.

Nos EUA, os rendimentos cedem com alívio dos temores de que o Fed precise adotar uma postura mais conservadora para controlar a inflação.

Aqui, os juros caem com a percepção de continuidade do ciclo de cortes.

Galípolo apontou o benefício do conservadorismo do BC em 2025, que permitiu o corte de 25pb na Selic e espaço para avaliar a situação.

No câmbio, o dólar é estável contra o real, a R$ 5,2455 (+0,07%), enquanto o DXY avança a 100 pontos (100,471), em alta de 0,32%.

++ ⚠️ EUA: investidores descartam as apostas no

++ ⚠️ EUA: investidores descartam as apostas no aumento de juros do Fed e começam a ver chance de corte ainda este ano

++ No CME, 20,4% apostavam em +25pb nas taxas do Fed em setembro e hoje apenas 2,4% veem essa possibilidade, enquanto 11% já consideram corte de 25p, de 0,00% ontem