Bolsas europeias fecham em alta com esperanças de acordo no Oriente Médio
As bolsas europeias fecharam em alta, sem grandes dados econômicos ou balanços corporativos, no aguardo de desenvolvimentos concretos nas negociações entre EUA e Irã, apesar das tensões renovadas.
O setor automotivo liderou os ganhos, impulsionado pelo forte desempenho da Volvo, que chegou a subir +7% e fechou a +1,43%, após a empresa obter aprovação do governo americano para continuar vendendo veículos no país.
Em Londres, desempenho do índice FTSE sofreu impacto das quedas nas ações de energia e serviços públicos.
No fechamento: Londres +0,09%; Frankfurt -0,12%; Paris +0,43%; Stoxx 50 +0,08% (6.067,70); Stoxx 600 +0,10% (628,64).
Giro das 12h: Ibovespa sobe limitado por Petrobras e apoiado por bancos
O Ibovespa oscilou pela manhã, fazendo máxima de 177.640,02, mesmo sem apoio de Petrobras (ON -1,49%; PN -1,40%), que cede com o petróleo desde a abertura.
Há pouco o índice subia 0,17% (176.888,90), com bancos apoiando (Itaú +1,70%; Bradesco PN +1,40%), em sessão de queda de juros, que reduziram perdas enquanto o dólar sobe a R$ 5,0575 (+0,60%).
O petróleo cai agora na faixa dos 3%, após a Casa Branca desmentir minuta divulgada pela TV estatal iraniana na qual o Irã se comprometia a restaurar o tráfego por Ormuz em um mês após um acordo, o que empolgou o mercado.
Em NY, as bolsas também oscilaram, interrompendo o ímpeto com a IA.
Dow Jones sobe 0,59%; o S&P 500 cai 0,05% e o Nasdaq recua 0,26%.
Mais cedo, o IPCA-15 subiu a 4,64% em maio, acima dos 4,59% previstos e do teto da meta (4,5%).
O DXY pouco se movimentou, a 99,229 pontos (+0,06%), enquanto os rendimentos dos Treasuries seguem em baixa.
Copasa lidera baixas após alterar cronograma para oferta de privatização
As ações da Copasa lideram as quedas do Ibovespa e estão entre os piores desempenho desde o início do pregão desta quarta-feira.
Antes da abertura, a companhia informou que vai publicar uma nova versão do prospecto de sua oferta de privatização.
O motivo para a alteração da data não foi detalhado. A expectativa do mercado era de que o nome do sócio de referência seria definido hoje.
As empresas que se apresentaram para entrar na sociedade – Equatorial e um consórcio dos acionistas da Aegea – entregaram suas propostas na última segunda-feira.
Há pouco, papel recuava 6,80%, negociado a R$ 49,64.