Juros longos caem com alívio externo, enquanto curtos ficam estáveis após IPCA
Os juros futuros fecharam mistos nesta 6ªF, com os curtos perto da estabilidade, enquanto os longos seguiram caindo, repetindo movimento visto ontem, na esteira da melhora da percepção de risco no exterior.
Lá fora, prevaleceu o otimismo dos investidores com a assinatura de um acordo entre EUA e Irã no fim de semana. Aqui, o mercado acompanhou a divulgação do IPCA, que subiu 0,58%, pouco acima do esperado (+0,55%), mas desacelerando em relação aos 0,67% registrados em abril.
Na comparação anual, a inflação subiu 4,72%, acima do teto da meta do BC, de 4,5%.
No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,360% (de 14,331% no ajuste anterior); Jan/28 a 14,535% (14,556%); Jan/29 a 14,455% (14,559%); Jan/31 a 14,330% (14,462%); e Jan/33 a 14,290% (14,434%).
Fechamento: Ibovespa sobe 1,2% na semana com chance de acordo EUA-Irã; dólar cai a R$ 5,06
O Ibovespa terminou quase estável nesta 6ªF, com os investidores cautelosos antes do fim de semana que pode ou não representar um avanço concreto nas negociações de paz entre EUA e Irã.
O índice fechou com leve baixa de 0,21%, aos 171.132,66 pontos, com giro de apenas R$ 23,5 bilhões.
Na semana, o indicador acumula valorização de 1,25%.
O pregão antecede também uma semana decisiva de juros aqui e nos EUA, com o mercado já ajustando algumas posições.
Entre as blue chips, destaque para a queda de Petrobras (PN -1,39%, a R$ 41,18; e ON -1,30%, a R$ 46,19), reagindo à derrocada de 3% do petróleo, o que acabou segurando a bolsa.
A Vale novamente contrariou o minério de ferro (-0,33%) e subiu (+0,47%; R$ 79,17).
Os principais bancos ficaram mistos: Bradesco PN +0,68% (R$ 17,80), BB +0,26% (R$ 19,46), Itaú PN +0,25% (R$ 40,60), BTG unit -0,18% (R$ 50,39) e Santander unit -0,15% (R$ 27,13).
Braskem PNA liderou as perdas do Ibovespa com -6,67% (R$ 9,10), seguida de Cogna (-4,49%; R$ 2,34) e SLC Agrícola (-2,93%; R$ 14,25).
Do lado positivo, Vamos ficou no topo com +3,06% (R$ 3,03), acompanhada de Embraer (+2,32%; R$ 72,85) e Porto Seguro (+1,98%; R$ 50,49).
Em dia de estreia estrondosa da SpaceX em NY, os BDRs da companhia (SPCX34) dispararam 18,15% na B3, cotados a R$ 54,74.
O dólar caiu 0,79%, para R$ 5,0615, acumulando baixa de 1,86% na semana.
Fechamento dos Mercados
▫️ IBOVESPA: -0,21% | 171.132,66 pts
▫️ DOW JONES: +0,70% | 51.202,26 pts
▫️ S&P500: +0,50% | 7.431,46 pts
▫️ NASDAQ: +0,31% | 25.888,84 pts
▫️ DÓLAR: -0,79% | R$ 5,0615
▫️ EURO: -1,09% | R$ 5,8566
▫️ BITCOIN: +0,27% | US$ 63.586,00
Dólar cai de novo, com expectativa sobre acordo entre EUA e Irã
O dólar à vista caiu firme pela segunda sessão seguida nesta 6ªF, com investidores dando sequência ao desmonte de posições defensivas, em meio à expectativa pela assinatura de um acordo entre EUA e Irã no fim de semana. As notícias desencontradas sobre o conteúdo do suposto acordo não chegaram a afetar a tendência de queda da moeda americana.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,79%, a R$ 5,0615, após oscilar entre R$ 5,0584 e R$ 5,1181. Na semana, a moeda recuou 1,86%.
Às 17h05, o dólar futuro para julho caía 0,84%, a R$ 5,0820.
Lá fora, o índice DXY caía 0,09%, aos 99,770 pontos. O euro recuava 0,07%, para US$ 1,1569. E a libra perdia 0,10%, a US$ 1,3408.