Petróleo tem alta moderada após reunião EUA-Irã; desempenho na semana é negativo

Em uma sessão bastante volátil, os contratos futuros de petróleo terminaram esta 6ªF com alta moderada.

O dia foi recheado de notícias relevantes, a começar pela aguardada reunião entre os EUA e o Irã para discutir um possível acordo nuclear.

Segundo autoridades, o encontro em Omã foi um “bom começo” e as partes darão andamento às conversas, mas a data e o local das próximas negociações ainda serão definidos.

Apesar do clima de otimismo, o WSJ noticiou que Teerã segue se recusando a encerrar seu programa de enriquecimento de combustível nuclear.

Em outra frente, os americanos anunciaram novas sanções para restringir as exportações de petróleo do Irã, incluindo a imposição de sanções a 14 navios.

Em paralelo, a UE divulgou o 20º pacote de sanções à Rússia, que inclui uma proibição total dos serviços marítimos para o petróleo bruto.

O contrato do Brent para abril fechou em alta de 0,74%, a US$ 68,05 por barril na ICE, enquanto o WTI para março avançou 0,41%, a US$ 63,55 por barril na Nymex.

No acumulado da semana, os desempenhos são negativos em 1,83% e 2,54%, respectivamente. Foi a primeira baixa semanal em pouco mais de um mês.

Dólar segue exterior e recua diante do real, em sessão de maior apetite por risco global

O dólar à vista recuou diante do real nesta 6ªF, acompanhando o enfraquecimento da moeda americana no exterior, em uma sessão de maior apetite por risco no exterior, com recuperação das ações de tecnologia em Wall Street.

Por aqui, a continuidade da entrada de fluxo de capital estrangeiro para a bolsa ajudou a fortalecer o real.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,63%, a R$ 5,2204, após oscilar entre R$ 5,2058 e R$ 5,2547.

Na semana, a moeda caiu 0,52%.

Às 17h03, o dólar futuro para março caía 1,09%, a R$ 5,2415. Lá fora, o índice DXY perdia 0,20%, para 97,629 pontos.

O euro subia 0,32%, a US$ 1,1819. E a libra ganhava 0,57%, a US$ 1,3613.

Ouro sobe com geopolítica e dólar ; ganho na semana é de quase 5%

O ouro apresentou recuperação nesta 6ªF, impulsionado por compras a preços mais baixos e pelo recuo do dólar frente a pares (DXY -0,23% há pouco).

No campo geopolítico, destaque para a reunião hoje entre os EUA e o Irã, em Omã, a respeito de um possível acordo nuclear.

Os relatos do encontro foram de otimismo quanto a uma continuidade do esforço diplomático, apesar do anúncio de novas sanções americanas contra o setor de petróleo iraniano.

Segundo autoridades, foi um “bom começo” e os negociadores retornarão às capitais para consultas, dando andamento às conversas. A data e o local das próximas reuniões entre as partes, no entanto, ainda serão definidos.

Apesar do clima de otimismo, o WSJ noticiou que Teerã segue se recusando a encerrar seu programa de enriquecimento de combustível nuclear.

Jim Wyckoff, analista sênior da Kitco Metals, disse à Reuters que a recuperação do ouro carece de impulso e que é improvável que o metal bata recordes sem um grande gatilho geopolítico.

Quanto às regras de negociação, o CME Group elevou ontem, novamente, as margens na Comex para o metal precioso, de 8% para 9%, a fim de conter os riscos decorrentes da maior volatilidade do mercado.

O contrato do ouro para abril fechou hoje em alta de 1,84%, cotado a US$ 4.979,80 por onça-troy. Na semana, o desempenho é positivo em 4,95%.