Giro das 15h: Petróleo se acomoda pouco abaixo dos US$ 100, enquanto bolsas seguem voláteis

As bolsas em NY mostram intensa volatilidade (Dow Jones -0,96%; S&P500 -0,56%; Nasdaq -0,25%) na tarde desta 2ª feira, com investidores monitorando de perto o comportamento do petróleo.

A commodity chegou a bater os US$ 120 por barril ainda de madrugada, com a notícia da escolha do filho de Ali Khamenei, Mojtaba, para ser o novo líder supremo do Irã.

Há pouco, os preços se acomodavam pouco abaixo dos US$ 100, mas ainda com altas expressivas (Brent/maio +7,47%, a US$ 99,61 e WTI/abril +4,83%, a US$ 95,29).

Por aqui, o Ibovespa (-0,20%, aos 179.002 pontos) cai menos que as pares norte-americanas, com Petrobras ON (+4,00%) e PN (-3,70%) mais uma vez contrabalançando a queda das outras blue chips.

O dólar à vista também segue volátil e agora recua 0,54% (R$ 5,2156), acompanhando a apreciação de moedas de países produtores de petróleo.

Os juros futuros operam mistos, com curtos em alta (DI Jan/27 a 13,795%).

Isso reflete o ajuste nas apostas para o Copom diante do cenário inflacionário mais desafiador, enquanto os longos (Jan/33 a 13,850%) devolvem parte da alta recente.

BDM Live debate o início da flexibilização da política monetária pelo BC

A uma semana do Copom, o Bom Dia Mercado vai entrevistar o sócio-fundador da Eytse Estratégia, Sérgio Goldenstein, para discutir o corte da Selic, hoje em 15%. O BC começará o ciclo de quedas com 25 pontos ou 50 pontos, como aposta o mercado? Qual a expectativa para o ritmo de redução dos juros?
Quanto chegará a Selic até o fim do ano?

O BDM Live será realizado amanhã, à partir de 9h, com transmissão ao vivo pelo canal do Youtube e será conduzido pelo jornalista Teo Takar, editor-chefe do Bom Dia Mercado. A entrevista terá ainda a participação das jornalistas Rosa Riscala (diretora editorial do BDM) e Thaís Herédia, comentarista da CNN. Também participa a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito.

A live irá discutir se as incertezas na economia dos Estados Unidos podem influenciar a condução da política monetária e se os conflitos entre países irão ou não atenuar a decisão por iniciar o corte da taxa Selic na reunião de março.

Além disso, depois do longo período de conservadorismo do Copom, o ano eleitoral pode ou não precipitar um ritmo mais acelerado de queda dos juros? Como as medidas de caráter eleitoral do governo podem pressionar o BC e piorar a percepção do risco fiscal?

O economista Sérgio Goldenstein foi chefe do Demab, o Departamento de Operações do Mercado Aberto do BC e fundou a Eytse Estratégia, uma consultoria independente especializada em mercados de câmbio, juros e títulos públicos.

Para acompanhar a live basta inscrever-se para receber o link do canal do Youtube do Bom Dia Mercado

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++ Conflito no Irã revela divisões e fragilidade política dentro do Brics (NYT)

++ Brasil, China e Rússia condenaram ataques, enquanto Índia permaneceu em silêncio

++ A África do Sul foi mais cautelosa, expressando preocupações vagas sobre o conflito sem nomear nenhum país específico

Enquanto tenta se afirmar como alternativa à ordem liderada pelo Ocidente, bloco enfrenta divergências diante da guerra e não fechou nenhum compromisso explícito de defesa entre os membros. Em vez disso, o bloco tem se concentrado em uma agenda predominantemente econômica, trabalhando para criar um banco de desenvolvimento conjunto, impulsionar o comércio entre seus membros e reduzir sua dependência do dólar americano