Juros futuros terminam mistos, com alta do petróleo pressionando vencimentos curtos
Os juros futuros terminaram mistos nesta 6ªF, com vencimentos curtos em leve alta e longos em baixa, com investidores preocupados com a pressão inflacionária de curto prazo do petróleo, que voltou a subir forte hoje.
A queda do dólar frente ao real e o apetite de investidores estrangeiros pela renda fixa doméstica ajudaram a amenizar os efeitos da tensão decorrente da guerra na ponta longa.
No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,395% (de 14,327% no ajuste anterior); Jan/29 a14,115% (14,070%); Jan/31 a 14,150% (14,155%) e Jan/33 a 14,190% (14,194%).
Fechamento: Ibovespa cai diante da incerteza global com a guerra, mas sobe 3% na semana; dólar recua para R$ 5,24
O Ibovespa caiu pelo segundo dia consecutivo, ainda que de forma menos acentuada que NY, com os investidores preferindo evitar o risco diante das incertezas sobre a conflito no Irã. A guerra completou um mês e o mercado teme novos ataques dos EUA em meio a uma suposta negociação de paz.
O índice fechou em baixa de 0,64%, aos 181.556,76 pontos, com giro mais fraco, de R$ 26,3 bilhões.
Na semana, o desempenho acumulado é positivo em 3,03%.
Entre as blue chips, a única alta desta 6ªF foi Petrobras (ON +2,89%, a R$ 49,41; e ON +1,74%, a R$ 54,30), reagindo à disparada do petróleo.
A Vale terminou com leve alta de 0,11% (R$ 79,00), contrariando o minério de ferro (-0,49%), ao passo que os bancos recuaram: BTG -3,03% (R$ 53,53), BB -1,73% (R$ 22,66), Bradesco PN -1,59% (R$ 18,52) e Itaú PN -1,17% (R$ 41,45).
Braskem PNA, que ontem divulgou balanço trimestral, liderou as perdas do Ibovespa com -10,84% (R$ 9,05), seguida de Cyrela (PN -6,56%, a R$ 23,50; e ON -5,54%, a R$ 25,93).
Do lado positivo, MBRF ficou no topo com +6,07% (R$ 21,83), acompanhada de Assaí (+5,85%; R$ 8,69) e Prio (+3,00%; R$ 70,82) – que anunciou a abertura do segundo poço produtor no campo de Wahoo.
O dólar à vista recuou 0,28%, para R$ 5,2417 e acumulou baixa de 1,27% na semana.
Fechamento dos Mercados
▫️ IBOVESPA: -0,64% | 181.556,76 pts
▫️ DOW JONES: -1,73% | 45.166,64 pts
▫️ S&P500: -1,67% | 6.368,85 pts
▫️ NASDAQ: -2,15% | 20.948,36 pts
▫️ DÓLAR: -0,28% | R$ 5,2417
▫️ EURO: -0,23% | R$ 6,0332
▫️ BITCOIN: -4,27% | US$ 66.034,00
Dólar ignora tensão externa e recua diante do real, apoiado por fluxo positivo; na semana, moeda caiu 1,27%
O dólar à vista resistiu à turbulência externa e fechou em baixa diante do real nesta 6ªF, apoiado principalmente pela entrada de capital estrangeiro em direção à bolsa e à renda fixa.
Lá fora, o dólar seguia em alta frente aos pares, com o índice DXY operando acima dos 100 pontos, conforme as notícias que chegam do Oriente Médio indicam que ainda não há acordo entre EUA e Irã sobre um cessar-fogo.
O Secretário de Estado americano admitiu hoje que o conflito deve continuar por mais quatro semanas.
O dólar à vista fechou em baixa de 0,28%, a R$ 5,2417, após oscilar entre R$ 5,2190 e R$ 5,2799. Na semana, a moeda recuou 1,27%.
Faltando duas sessões para o fim de março, a divisa acumula alta de 2,10%.
Às 17h05, o dólar futuro para abril caía 0,04%, a R$ 5,2420. Lá fora, o índice DXY subia 0,23%, para 100,125 pontos.
O euro recuava 0,15%, para US$ 1,1517. E a libra perdia 0,46%, a US$ 1,3272.