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Atualizado 23/06/2023 às 17:27:11

Índices de atividade na zona do euro, Alemanha, Reino Unido e EUA são destaques hoje na agenda internacional, quando vários BCs, incluindo o Fed, dão sinais de uma ação mais hawkish da política monetária – que resgata os riscos de recessão da economia global. Após Powell sinalizar “talvez mais dois aumentos” do juro americano, as falas de alguns dos mais influentes Fed boys previstas para esta 6ªF podem ajustar essas apostas.

Aqui, não resta alternativa senão esperar pela ata do Copom na próxima 3ªF para saber se o BC só fez um comunicado mal redigido, e ainda pode baixar a Selic em agosto, ou se transferiu o primeiro corte para setembro, como a maioria dos economistas acredita.

Pesquisa Broadcast mostrou que o mercado não se impressionou com o tom inesperadamente conservador do texto. O comunicado mudou a leve vantagem de agosto para setembro: de 36 casas consultadas, 19 (53%) preveem a redução da Selic em setembro, mas, nesse caso, muitos mudaram também a intensidade da primeira queda, de 25pb para 50pb.

O esforço do BC para manter a fama de mau teve pouco efeito, ou o mercado não confirmaria as expectativas que tinha antes do Copom. Também na curva a termo do DI os ajustes foram modestos, assim como no câmbio. O Ibovespa só caiu mais porque foi atingido também pela nova onda de aperto dos juros por vários BCs.

Muitos economistas apontaram a reunião do CMN, no próximo dia 29, como o motivo da cautela demonstrada pelo BC. Apesar das declarações de Haddad em defesa da manutenção da meta de 3%, o Copom quer ver para crer.

Em Paris, Haddad espera que a ata “corrija”. Considerou o comunicado “muito ruim”, acusando um “descompasso” entre o documento e o que está acontecendo com o dólar, a curva de juros e a atividade econômica. Lula disse que a decisão do BC de manter o juro em 13,75% é “irracional”.

REFORMA TRIBUTÁRIA – O texto do relator Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) foi classificado por ele como “preliminar”, abrindo espaço para acomodar resistências que persistem. No Estadão, a preservação dos incentivos fiscais foi o tema que marcou a reunião dos governadores com Arthur Lira e Ribeiro.

A portas fechadas, líderes regionais defenderam os incentivos que concederam por meio de descontos no ICMS para empresas, propondo que só comecem a ser reduzidos em 2029. A reunião com governadores também não encerrou o impasse sobre o valor do aporte da União no Fundo de Desenvolvimento Regional (FDR).

AGENDA – A terceira prévia do IPC-S abre o dia (8h). O secretário Rogério Ceron (Tesouro) concede entrevista à revista Exame. O presidente do BC, Campos Neto, viaja para a Basileia para reunião geral anual promovida pelo BIS.

LÁ FORA – O mercado ouve hoje Fed James Bullard (6h15), Raphael Bostic (9h) e Loretta Mester (14h40). Sai a leitura preliminar de junho do PMI/S&P Global composto na Alemanha (4h30), zona do euro (5h), Reino Unido (5h30) e nos EUA (10h45). Lula, Macron, Lagarde e Yellen participam do evento Summit for a New Global Financial Pact (sem horário confirmado). Na China, os mercados continuaram fechados para feriado.

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