Ruído eleitoral
Veja em poucos parágrafos os temas que marcam esta terça-feira, 09/12, no mercado financeiro
Bom dia,
◼️ As fabricantes de chips puxaram o after hours em Nova York após Trump liberar o envio dos H200 da Nvidia para a China, movimento que também deve alcançar AMD e Intel. Na véspera do Fed, o mercado já precificou o corte de 25pbs amanhã, mas mantém cautela sobre os sinais para 2026, enquanto os dados de emprego do Jolts e ADP ganham peso no dia. No Brasil, sem indicadores relevantes, o foco é o Copom e o cenário eleitoral que explodiu mais cedo.
◼️ O vaivém de Flávio Bolsonaro segue desorganizando o cenário político-eleitoral. Depois de alternar entre ser “o candidato do pai”, fixar “um preço” para desistir e, em seguida, declarar “irreversibilidade”, sua pré-candidatura perdeu credibilidade e não encontrou apoio no Centrão — que rejeitou embarcar na barganha da anistia e não quer arriscar colocar um Bolsonaro na chapa.
◼️ Mesmo com algum alívio, a recuperação do Ibovespa ontem foi fraca, reflexo de que caiu a ficha de que 2026 não será simples. A direita ainda pode se unificar, mas começou mal. A instabilidade dos últimos dias reforçou a percepção de que o processo eleitoral continuará puxando volatilidade.
◼️ Depois de admitir que o “preço” para sair da corrida seria ter Bolsonaro “livre e nas urnas”, Flávio recuou e disse que sua candidatura “não está à venda”. Elevou o tom ao se colocar como alternativa superior a Tarcísio e “luz no fim do túnel” aos bolsonaristas — discurso que não rendeu apoio e aumentou o desgaste.
◼️ A reunião de ontem à noite com líderes do Centrão mostrou a resistência. Marcos Pereira (Republicanos) não participou; Ciro Nogueira (PP) reforçou que a candidatura “não é viável”; e Paulinho da Força (Solidariedade) avisou que a lei da Anistia – que está travada na Câmara – não incluirá perdão algum.
◼️ Tarcísio, pela primeira vez desde o lançamento de Flávio, falou publicamente: elogiou Bolsonaro, reafirmou lealdade e não se colocou como candidato. Embora seja o preferido do Centrão, tem reeleição garantida em São Paulo e parece evitar o embate. Abre-se espaço para Ratinho Jr., do Paraná, ganhar tração como alternativa da direita.
◼️ Em Brasília, Haddad, Gleisi e José Guimarães se reuniram com Hugo Motta e Davi Alcolumbre para fechar a pauta econômica. O Orçamento deve ser votado na semana que vem. Hoje, há tentativa de votar o projeto do devedor contumaz, e amanhã, o projeto que fecha a reforma tributária. Ainda não há acordo sobre o projeto de corte de benefícios fiscais, item fundamental que libera R$ 19,7 bilhões em 2026.
◼️ Haddad também falou sobre os Correios: o aporte da União ainda não está decidido, mas dependerá do plano de reestruturação. O empréstimo bancário de R$ 20 bilhões pode sair, e um eventual aporte — abaixo de R$ 6 bilhões — pode vir via PLN, fora da necessidade de medida provisória.
◼️ No Estadão, destaque para o plano Tarifa Zero nos ônibus urbanos em 2026. Lula pediu pressa à Fazenda nos cálculos. O mercado vê risco fiscal elevado e pouca viabilidade dentro da Lei Eleitoral, mas o governo quer apresentar o programa como bandeira da campanha, ao lado da isenção do IR.
◼️ A agenda traz as prévias do IPC-Fipe e IGP-M, dados regionais da indústria e indicadores da CNI. Nos EUA, ADP e Jolts ajudam a calibrar o Fed dividido. China divulga CPI e PPI à noite.
◼️ Nos mercados, o Ibovespa subiu 0,52% (158.187 pontos); o dólar caiu 0,20%, a R$ 5,4209; e os juros futuros recuaram levemente. Em NY, prevaleceu cautela: Dow Jones -0,45%, S&P 500 -0,35% e Nasdaq -0,14%. No after hours, Nvidia saltou 2,33% após aval de Trump, com AMD e Intel também avançando.
O BDM Express é um resumo em 10 parágrafos do BDM Morning Call, elaborado com a ajuda de IA sob a supervisão de Rosa Riscala, e pode ser customizado com o logo de sua empresa para distribuição.
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