Orçamento fecha o ano
Veja em poucos parágrafos os temas que marcam esta sexta-feira, 19/12, no mercado financeiro
Bom dia,
◼️ O dia começa com o Japão elevando o juro em 25 pbs, para 0,75%, maior nível em três décadas, decisão amplamente esperada e com reação contida do iene. O foco fica nos comentários de Kazuo Ueda sobre novos ajustes rumo à taxa neutra, enquanto o CPI abaixo do esperado nos EUA reabriu apostas pontuais em corte em janeiro.
◼️ No Brasil, Gabriel Galípolo ajudou a reduzir a tensão ao afirmar que não há decisão tomada sobre o próximo passo do Copom. A sinalização de dependência de dados trouxe algum alívio à curva, ainda que o viés da política monetária siga conservador, como reforçado no Relatório de Política Monetária divulgado ontem.
◼️ Em Brasília, o Congresso encerra o ano legislativo com a votação do Orçamento de 2026. O texto passa às 9h pela Comissão Mista de Orçamento e segue ao plenário em sessão conjunta marcada para o meio-dia, numa sexta-feira atípica às vésperas do Natal.
◼️ A pressa tem razão prática: sem PLOA aprovado, não há liberação de emendas. Para 2026, o calendário prevê pagamento de 55% do total até o início de julho, o que explica a disposição dos parlamentares para fechar o assunto antes do recesso.
◼️ O governo aposta que, com a aprovação do corte de benefícios tributários e o aumento da taxação de JCP, fintechs e bets, será possível cumprir o piso da meta fiscal e buscar o déficit zero no próximo ano.
◼️ A Instituição Fiscal Independente discorda. A IFI calcula que será necessário um esforço adicional de R$ 26,5 bilhões para zerar o primário e estima uma receita líquida R$ 60,2 bilhões menor que a projetada no PLOA 2026, além de alertar para o caráter temporário das receitas extraordinárias.
◼️ Nesse pano de fundo, Fernando Haddad confirmou que deve deixar o Ministério da Fazenda, no mais tardar, em fevereiro, para colaborar com a campanha de reeleição de Lula. Disse não pretender disputar cargos em 2026 e defendeu que alguém assuma logo a pasta para tocar decisões do início do ano.
◼️ Lula afirmou que gostaria de ver Haddad candidato ao Senado e Alckmin candidato ao governo de São Paulo.
◼️ No exterior, o acordo União Europeia–Mercosul segue travado após a Itália se alinhar à França, com adiamento ao menos até janeiro. No radar do dia estão vendas de moradias usadas e sentimento do consumidor nos EUA, decisões de juros na Rússia e Colômbia e, aqui, dados externos do BC e leilões de linha no câmbio.
◼️ Mercados – Ontem, as falas de Galípolo aliviaram os juros e ajudaram o Ibovespa a subir 0,38%, aos 157.923 pontos. O dólar chegou a tocar R$ 5,55 com pesquisa eleitoral, mas fechou estável a R$ 5,5237. Em NY, o CPI fraco impulsionou Nasdaq (+1,38%) e S&P 500 (+0,79%).
O BDM Express é um resumo em 10 parágrafos do BDM Morning Call, elaborado com a ajuda de IA sob a supervisão de Rosa Riscala, e pode ser customizado com o logo de sua empresa para distribuição.
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