Orçamento destrava

Veja em poucos parágrafos os temas que marcam esta quarta-feira, 03/12, no mercado financeiro

Express
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Bom dia,

◼️ O governo e a cúpula do Congresso destravaram o principal impasse para votar o Orçamento de 2026, ao fechar acordo sobre o calendário de pagamento das emendas. A liberação deve ficar entre 60% e 66%, abrindo espaço para a votação hoje na CMO e amanhã no plenário.

◼️ O Planalto resistia a fixar datas para as emendas, mas aceitou liberar parte dos recursos depois de semanas de crise. A tendência é que o texto final da CMO siga o arranjo fechado no Planalto, superando a paralisia que ameaçava repetir o atraso do PLOA deste ano.

◼️ Alcolumbre, porém, manteve o tom duro contra o governo ao cancelar a sabatina de Jorge Messias, acusando “omissão grave” na falta de envio da indicação formal. A decisão atrasa o cronograma da CCJ, amplia o desgaste entre Senado e Planalto, mas é positiva para o candidato de Lula.

◼️ Messias teria pouco mais de duas semanas para articular os 41 votos necessários no plenário. O relator da indicação, senador Weverton Rocha, disse que Lula tentará conversar com Alcolumbre após voltar do Nordeste, mas aliados do presidente da CCJ dizem que “não há clima”.

◼️ Na economia, a CAE aprovou o projeto que aumenta a taxação sobre fintechs, bets, JCP e instituições de pagamento. A arrecadação estimada para 2026 pode subir para até R$ 10 bilhões, embora o projeto ainda possa ser levado ao plenário do Senado por recurso do PL.

◼️ O governo teme que o Congresso aproveite o texto para ampliar exceções à tributação de dividendos e ao imposto mínimo efetivo sobre altas rendas. O prazo de cinco dias úteis para recurso pode atrasar o envio do PL à Câmara, que seria direto com a votação terminativa na CAE.

◼️ Na segurança, o Planalto tenta reverter mudanças do projeto Antifacção com o relator no Senado, Alessandro Vieira, que retirariam verba da PF no combate ao crime organizado. Se o Senado alterar o texto, ele volta à Câmara, onde o governo sofreu uma dura derrota.

◼️ Lula falou com Trump por telefone e defendeu cooperação no combate ao crime organizado. Trump disse estar “ansioso” para vê-lo e afirmou que “acordos muito bons virão” da parceria. Lula também falou sobre tarifas que ainda permanecem e sanções a autoridades brasileiras.

◼️ Em Pernambuco, Lula afirmou que decidirá em março se disputará a reeleição, citando a idade como fator. Pesquisa Atlas/Bloomberg mostra o presidente ainda à frente de nomes da direita, mas com queda na avaliação do governo e leve avanço de Tarcísio.

◼️ Nos mercados, NY opera expectativa dovish para o Fed, com apostas de quase 90% de corte em dezembro, enquanto o investidor local reforça projeções de Selic menor em janeiro. O Ibovespa renovou máximas em 161 mil pontos (+1,56%), com giro de R$ 24,5 bilhões. Dólar caiu 0,54%, a R$ 5,3303.

O BDM Express é um resumo em 10 parágrafos do BDM Morning Call, elaborado com a ajuda de IA sob a supervisão de Rosa Riscala, e pode ser customizado com o logo de sua empresa para distribuição.
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