Juros no foco
Veja em poucos parágrafos os temas que marcam esta segunda-feira, 15/12, no mercado financeiro
Bom dia,
◼️ A semana tem agenda decisiva para a política monetária no Brasil e no exterior.
◼️ Nos Estados Unidos, o primeiropayroll após o shutdown, com dados de novembro e outubro (amanhã), e o CPI de novembro (quinta-feira) podem confirmar ou mudar a leitura de pausa no ciclo de cortes. Além disso, vários BCs decidem juros nos próximos dias, incluindo BoJ – que pode subir o juro.
◼️ Aqui, o foco está na ata do Copom (amanhã), no IBC-Br (hoje) e no Relatório de Política Monetária (quinta). O mercado segue dividido sobre o início dos cortes da Selic em janeiro, enquanto o ambiente político tenso no Congresso traz preocupação para a pauta econômica na última semana do ano.
◼️ Economistas esperam avaliação detalhada sobre atividade e inflação na ata, comentários mais claros sobre os efeitos da política monetária restritiva no mercado de trabalho e possíveis sinais mais dovish.
◼️ As revisões para baixo das projeções de inflação pelo modelo do BC — para 2025, 2026 e o horizonte relevante de 2027 — já animaram os mais otimistas no comunicado da semana passada.
◼️ A ata também pode esclarecer melhor o impacto do aperto monetário, à luz do PIB fraco do 3º trimestre.
◼️ O IBC-Br de outubro sai hoje às 9h e pode voltar a crescer, segundo o Broadcast, após queda em setembro. Varejo ampliado e serviços devem sustentar a expansão. Saem ainda o IGP-10 (8h) e a pesquisa Focus (8h25).
◼️ Em Brasília, a última semana do ano legislativo tem esforço concentrado, com o projeto de revisão dos incentivos fiscais (crucial para o Orçamento/26), regulamentação da reforma tributária, e votações sensíveis no Senado, como o PL da Dosimetria – alvo de protestos em várias capitais neste domingo.
◼️ No exterior, além de payroll e CPI, o mercado acompanha decisões de juros do BCE, BoE, Banxico e, sobretudo, do BoJ. Dados fortes da confiança empresarial no Japão hoje reforçam a expectativa de aumento da taxa.
◼️ Mercados na sexta-feira: o Ibovespa subiu 0,99%, aos 160.766 pontos, com apoio de bancos, após a retirada de Alexandre de Moraes da lista de sanções dos EUA. O dólar terminou praticamente estável, a R$ 5,4108 e a curva de juros também sentiu o alívio com a derrota do bolsonarismo que pode esvaziar a candidatura de Flávio.
O BDM Express é um resumo em 10 parágrafos do BDM Morning Call, elaborado com a ajuda de IA sob a supervisão de Rosa Riscala, e pode ser customizado com o logo de sua empresa para distribuição.
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