Embolou o jogo

Veja em poucos parágrafos os temas que marcam esta quarta-feira, 17/12, no mercado financeiro

Express
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Bom dia,

◼️ A pesquisa Genial/Quaest divulgada antecipadamente dominou o dia e se sobrepôs à ata do Copom e ao payroll nos Estados Unidos. O levantamento mudou a leitura do cenário eleitoral ao mostrar Flávio Bolsonaro como o nome que mais pontuou da direita, tirando Tarcísio do centro do tabuleiro e reforçando as chances de reeleição de Lula.

◼️ A reação foi imediata nos ativos. A percepção de que Flávio tem pouca viabilidade eleitoral contra Lula, mas força suficiente para bloquear alternativas mais competitivos, levou investidores a reforçarem proteção nas carteiras, pressionando bolsa, câmbio e juros futuros ao longo de toda a sessão.

◼️ Apesar de liderar entre os candidatos de direita, com 23% das intenções de voto, Flávio aparece muito atrás de Lula, que soma 39% e vence todos os adversários testados. A rejeição do senador, de 60%, igual à de Jair Bolsonaro, também pesa contra suas chances, sendo superior à rejeição do próprio presidente, de 54%.

◼️ O dado central da pesquisa é o efeito indireto da candidatura. Flávio não só cresce como provoca a queda de Tarcísio, que marcou apenas 10% no cenário com Lula e Flávio. No segundo turno, a distância entre Lula e Tarcísio aumentou de cinco para dez pontos, enquanto Lula venceria Flávio por 46% a 36%.

◼️ Para o mercado, o recado é claro: mesmo com baixa probabilidade de vitória, Flávio tem musculatura política para inviabilizar Tarcísio e preservar o bolsonarismo como principal polo de oposição, garantindo protagonismo do PL e força no Congresso — cenário que reduz expectativas de mudança no rumo fiscal a partir de 2027.

◼️ Em Brasília, a Câmara aprovou à noite o projeto que corta linearmente em 10% os benefícios tributários, medida-chave para o governo fechar o Orçamento de 2026. A proposta deve render R$ 17,5 bilhões e inclui mudanças no lucro presumido, com adicional de 10% sobre a receita que exceder R$ 5 milhões por ano.

◼️ O relator Aguinaldo Ribeiro incorporou ainda aumento do IR sobre JCP, de 15% para 17,5%, elevação das alíquotas para bets, de 12% para 15%, e para fintechs, de 9% para 15%, de forma escalonada até 2028. Essas medidas podem gerar arrecadação adicional de até R$ 7 bilhões.

◼️ Também foi concluída a votação da regulamentação da reforma tributária. O texto seguiu à sanção presidencial após a retirada do teto de 2% do Imposto Seletivo sobre bebidas açucaradas, redução da tributação das SAFs e alíquota zero para medicamentos de doenças graves e itens da Farmácia Popular.

◼️ No Senado, o PL da dosimetria enfrenta ambiente adverso. O relator Espiridião Amin admitiu dificuldades políticas, enquanto o presidente da CCJ, Otto Alencar, se posicionou contra a matéria. O projeto está previsto para votação hoje, mas cresce a percepção de que pode não avançar.

◼️ O risco político afetou o Ibovespa, que caiu 2,40%, aos 158.577 pontos, com os juros longos e o dólar subindo 0,76%, a R$ 5,4630. Em NY, as bolsas fecharam mistas após um payroll com criação de vagas acima do esperado, mas aumento da taxa de desemprego, mantendo indefinições sobre os próximos passos do Fed.

O BDM Express é um resumo em 10 parágrafos do BDM Morning Call, elaborado com a ajuda de IA sob a supervisão de Rosa Riscala, e pode ser customizado com o logo de sua empresa para distribuição.
Para mais informações, contate o comercial do BDM pelo WhatsApp: 55 (11) 95653-9007

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