Dia de correção
Veja em poucos parágrafos os temas que marcam esta segunda-feira, 08/12, no mercado financeiro
Bom dia,
◼️ A superquarta com Fed e Copom dita o tom da semana, após as fortes perdas com Flávio Bolsonaro na sexta-feira. Lá fora, apesar de 87% no CME apostarem em um corte de 25pbs, o Fomc segue dividido. Aqui, a Selic fica em 15% e o mercado busca no comunicado sinais para confirmar — ou descartar — a possibilidade de afrouxamento já em janeiro.
◼️ O susto político perdeu força no fim de semana, quando Flávio admitiu que pode desistir da candidatura em troca de “um preço”, reconhecendo inclusive que Tarcísio é “o principal nome do time”. O movimento reforçou a leitura de que a bomba eleitoral fez parte de um jogo para ampliar o poder de barganha da família com o Centrão.
◼️ A sinalização pública de negociação alimenta especulações sobre participação na chapa e anistia para Jair Bolsonaro, prioridade explícita de Flávio. A reunião com líderes de União Brasil, PP, Republicanos e PL hoje deve mostrar o espaço real que o grupo pode obter — e até onde o Centrão está disposto a ir sem carregar os Bolsonaros.
◼️ No Senado, Alcolumbre pauta amanhã a PEC do Marco Temporal, em confronto aberto com o STF, enquanto articula também a revisão da lei do impeachment. A disputa institucional segue tensionada.
◼️ Na pauta econômica, o governo tenta avançar em projetos essenciais para sustentar a meta fiscal de 2026, incluindo o corte linear de benefícios tributários. A frustração de receitas no leilão do pré-sal aproxima o resultado desse ano do piso (rombo de R$ 31 bilhões), mas técnicos descartam risco imediato de descumprimento.
◼️ Na agenda de indicadores, destaque para o IPCA de novembro, que será divulgado na quarta, horas antes do Copom. Deve reforçar a percepção de inflação mais benigna, mas não necessariamente convencer Gabriel Galípolo. O ponto-chave dessa reunião é se a comunicação do BC permitirá manter as apostas de corte da Selic em janeiro.
◼️ No exterior, o placar do Fed pode vir rachado, refletindo a preocupação de parte dos dirigentes com a persistência da inflação. As sinalizações centrais virão do statement, da coletiva de Powell e do novo resumo de projeções. A semana lá fora também traz o relatório Jolts amanhã, antes da reunião do Fomc.
◼️ O petróleo opera sob influência das tensões geopolíticas e dos relatórios de oferta e demanda da Opep e da AIE na quinta-feira. Ambos entram no radar para calibrar expectativas sobre demanda global e trajetória das commodities.
◼️ Nos mercados, o Ibovespa desabou 4,31% na sexta-feira de pânico, devolvendo máximas históricas e elevando o volume a R$ 44 bilhões, enquanto o dólar saltou para R$ 5,4318 e a curva de juros teve aumentos de até 65pbs. Hoje é dia de correção das fortes perdas, após o recuo de Flávio Bolsonaro no fim de semana.
◼️ Em NY, o alívio veio do PCE em linha com o esperado e do recuo das expectativas de inflação medidas pela Universidade de Michigan, que reforçaram a aposta em queda do juro nesta quarta-feira.
O BDM Express é um resumo em 10 parágrafos do BDM Morning Call, elaborado com a ajuda de IA sob a supervisão de Rosa Riscala, e pode ser customizado com o logo de sua empresa para distribuição.
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