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BDM Express: CPI calibra apostas para FED de setembro

Atualizado 12/07/2023 às 06:02:02

As promessas em Brasília de que a reforma tributária vai tramitar rápido no Senado ajudaram a desanuviar o ambiente de negócios na tarde desta 3ªF e afastaram o dólar das máximas. O maior desafio da semana para o câmbio vem hoje da inflação ao consumidor nos EUA (CPI), às 9h30. Uma alta de 25 pontos-base do juro pelo Fed daqui a duas semanas está dada. As apostas do mercado precificam só mais um aperto no ano.

Esta expectativa de uma única alta sairá fortalecida hoje se o CPI confirmar a previsão de perda de ritmo em junho. O índice cheio do CPI deve desacelerar de 4% em maio para 3,1% em junho. O núcleo também aponta fôlego menor, de 5,3% para 5,0%. Na comparação mensal, analistas apontam avanço de 0,3% do índice cheio e núcleo.

Por aqui, os dados do IPCA mexeram com apostas para a Selic em agosto na curva a termo, que estavam divididas ao meio. A chance de o juro cair menos (0,25 pp) se tornou majoritária (60%). No final da tarde, Diogo Guillen (BC) disse que a inflação de serviços e dos núcleos, “que têm mais inércia”, está no foco do Copom neste momento.

Os novos diretores do BC (Galípolo e Aquino) assumem oficialmente os cargos hoje, em cerimônia fechada (10h). Eles chegam ao BC em um momento importante, de virada no ciclo, que levou a Selic até quase 14%.

REFORMA TRIBUTÁRIA – Os mercados domésticos melhoraram à tarde, com o dólar se afastando das máximas e os DIs zerando as altas, depois de Pacheco indicar a intenção de votar o texto até meados do 2º semestre. Ele descartou a possibilidade de fatiar a proposta como forma de acelerar a aprovação dos pontos já de consenso entre os setores. “É importante que haja uma inteireza considerando o sistema tributário”, disse.

Mais tarde, também o senador Eduardo Braga (MDB), escolhido relator da reforma tributária, considerou que o cenário mais provável é de aprovar a matéria no Senado até a metade de outubro, para devolver à Câmara.

Ele antecipou que o texto vai sofrer ajustes, mas que estima a promulgação da PEC ainda este ano. Braga não especificou as mudanças que serão feitas na reforma, que abriu uma crise entre os Estados ricos e pobres.

SANEAMENTO – Também foi bem recebida a decisão do governo de recuar do decreto que alterou as regras sobre saneamento básico. O gesto evitou uma derrota anunciada no Senado. Diante da saída acertada com a oposição, até amanhã serão editados os novos decretos para regulamentar o marco legal do setor. Vão ficar fora do novo texto praticamente todos os artigos derrubados na Câmara em maio.

MAIS AGENDA – O IBGE divulga às 9h o volume de serviços, que deve avançar 0,4% na margem em maio. Às 14h30, saem os dados semanais do fluxo cambial. Lá fora, quatro dirigentes do Fed têm eventos públicos: Thomas Barkin (Richmond) fala às 9h30; Neel Kashkari (Minneapolis), às 10h45; Raphael Bostic (Atlanta), às 14h; e Loretta Mester (Cleveland), às 17h.

Às 15h, o Comitê Bancário do Senado vota as indicações de Philip Jefferson para a vice-presidência do Fed e de Lisa Cook e Adriana Kugler para diretoras do BC norte-americano. Às 11h30, os estoques semanais de petróleo medidos pelo DoE têm previsão de queda de 100 mil barris. O BC do Canadá decide juro às 11h.

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