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BDM Express: Copom será com emoção

Atualizado 02/08/2023 às 06:07:27

Mais um dado do emprego nos EUA, o relatório ADP com a criação de vagas no setor privado (9h15), será monitorado para projetar o Fed, em uma proxy do payroll (6ªF). No pano de fundo, o cenário global desafiador, com os índices de atividade sinalizando para o risco de recessão, impõe posições defensivas, que derrubam as commodities e puxam o dólar.

Aqui, o Copom chega com os mercados divididos sobre a magnitude do corte inicial da Selic. Economistas mantêm expectativa majoritária de uma queda de 25pb, para 13,50%, enquanto a curva dos juros futuros, embora tenha reduzido a aposta em 50pb, ainda precifica essa possibilidade com 60%. O Banco Central divulga o resultado após as 18h30.

Trata-se do primeiro Copom com emoção em muito tempo, e o primeiro do qual participarão os dois novos diretores, Gabriel Galípolo e Ailton de Aquino, que, segundo Haddad, estão lá para “arejar” o debate. Talvez por isso, mesmo economistas que acreditam em um resultado mais conservador, reconhecem a probabilidade de queda maior hoje e alertam para o perigo de o mercado “ir para cima”, pedindo 75pb em setembro.

Um consenso seria ideal para evitar ruídos e especulações. Porém, considerando que há, pelo menos, três falcões no colegiado de nove votos, já se pode supor que haverá divergências e que o placar será usado para projetar o ciclo de afrouxamento.

Neste aspecto, se o BC não quiser confusão, é bastante importante que o comunicado seja bem redigido desta vez, destacando os votos dissidentes e a posição majoritária do Comitê, que deve ser defendida de modo claro e inequívoco.

Não há dúvidas sobre o espaço para iniciar a queda da Selic, que é sustentado pelo recuo das expectativas futuras de inflação e desaceleração dos núcleos, mas a melhora no balanço de riscos não recomendaria uma largada mais agressiva.

Nesta 3ªF, as dúvidas sobre o que decidirá o Copom levaram a um ajuste em alta das taxas projetadas pelos contratos de curto e médio prazos do DI, embora tenham fechado longe das máximas, quando o mercado reagiu com pessimismo ao exterior. O fortalecimento do dólar, que por um triz não bateu R$ 4,80, com os índices PMI fracos na China, Europa e EUA, pressionou a curva de juros, enquanto o Ibovespa era penalizado pelas quedas de Petrobras e Vale.

O ESTRANHO DOWNGRADE – A Fitch surpreendeu ontem com o rebaixamento do rating triplo A dos EUA. A agência alegou que, além do perigo de um período recessivo, os impasses sobre os tetos da dívida e as resoluções de última hora no Congresso motivaram o downgrade. Janet Yellen (Tesouro) reagiu de imediato: “Discordo veementemente da decisão da Fitch”.

AGENDA – Haddad participa ao vivo, às 9h, do programa “Bom dia, ministro”. O IPC-Fipe (5h) deve seguir perto de zero em julho. A Fenabrave divulga os emplacamentos de veículos de julho. Nos balanços, saem CSN, CSN Mineração, Dexco, Petrorio, Suzano e Taesa, depois do fechamento. Lá fora, HSBC e Caterpillar, antes da abertura dos negócios, e da AIG, no final da tarde.

NOS EUA – O relatório da ADP deve apontar a criação de 180 mil vagas de empregos no setor privado em julho. Os estoques de petróleo do DoE saem às 11h30.

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