Corrida pela MP

Bom dia,

◼️ A MP do IOF virou o principal teste político do governo nesta quarta-feira. Se não for votada até a meia-noite, perde a validade. A proposta foi desidratada e aprovada por um voto na Comissão Mista, reduzindo a arrecadação prevista em mais de R$ 3 bilhões para 2026.

◼️ A dificuldade em costurar apoio preocupa Haddad. O ministro reconheceu que a receita projetada, que já está contabilizada no Orçamento, caiu para R$ 17 bilhões. O mercado vê risco fiscal crescente, agravado pela resistência da Frente do Agronegócio, que continuou contra, apesar dos pleitos atendidos.

◼️ O governo também se vê sob pressão por ideias de apelo popular, como a gratuidade das passagens de ônibus. Haddad afirmou que a Fazenda faz um mapeamento do sistema de transporte público a pedido de Lula, reforçando o temor de novas medidas de cunho eleitoral.

◼️ Em Washington, o shutdown completa oito dias sem avanço nas conversas entre Trump e os senadores democratas. Um memorando da Casa Branca sugere que o pagamento retroativo aos servidores não está garantido, elevando a tensão política e econômica.

◼️ O impasse já contamina os mercados globais, com dólar e Treasuries em alta e bolsas recuando. A ata do Fed, às 15h, é o principal evento do dia, enquanto dirigentes do BC americano voltam a falar sobre juros e inflação em meio à paralisação.

◼️ No Senado, Renan Calheiros assume a relatoria da reforma do IR e promete deixar sua marca, mas sem devolver o texto à Câmara. A estratégia é desgastar Arthur Lira, rival político em Alagoas, usando emendas de redação e supressivas.

◼️ Em novo trecho do telefonema de segunda-feira, Trump admitiu que o tarifaço sobre o café brasileiro encareceu o produto nos Estados Unidos. Lula disse estar aberto a negociar comércio, tecnologia e minerais críticos, sinalizando distensão entre os países.

◼️ A nomeação de Marco Rubio como negociador americano é vista pelo Itamaraty como positiva, por permitir diálogo direto. Já Tarcísio avalia que Eduardo Bolsonaro tem “ajudado Lula”, minando o discurso oposicionista.

◼️ Na agenda, saem hoje nova pesquisa Quaest, IPC-S, Anfavea e fluxo cambial. Lula participa de evento ambiental em Luziânia e sanciona a lei da Tarifa Social de Energia à tarde. O clima é de cautela, com o câmbio pressionado pelos riscos fiscais e ruído político.

◼️ Nos mercados, o Ibovespa caiu 1,57%, aos 141.356 pontos, com recuo das siderúrgicas e dos bancos. Dólar fechou a R$ 5,3501 (+0,74%), e juros futuros subiram.

O BDM Express é um resumo em 10 parágrafos do BDM Morning Call, elaborado com a ajuda de IA sob a supervisão de Rosa Riscala, e pode ser customizado com o logo de sua empresa para distribuição.
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CADA UM ENTENDE O QUE QUER. A surpreendente…

CADA UM ENTENDE O QUE QUER. A surpreendente declaração de Trump sobre o Brasil, dizendo que Lula é um cara legal, que rolou uma boa química entre eles e que quer conversar com o presidente brasileiro na semana que vem, foi comentada pela dupla Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo no X, mas de forma inusitada. Para eles, Trump foi “genial” e está impondo a Lula uma situação sem saída, a não ser decretar uma “anistia ampla, geral e irrestrita”. Sem dar o braço a torcer, continuam a repetir o mesmo mantra contra o Brasil, torcendo para isso seja verdade. Pode ser que esse contato entre Trump e Lula não dê em nada, que não signifique um recuo nas tarifas de 50% ou nas sanções aplicadas a autoridades brasileiras. Mas Trump ouviu o discurso de Lula, ouviu quando Lula disse que a soberania do Brasil é inegociável, que Bolsonaro foi condenado em processo minucioso pela tentativa de golpe de Estado, e não há a menor chance de Trump dobrar Lula. Além disso, Lula vai conversar diretamente com Trump, enquanto Eduardo e Paulo Figueiredo têm acesso a Bessent e Rubio, que mandam muito, mas não mandam em Trump. Então, a dupla que trama contra o Brasil em Washington pode falar o que quiser, mas o resultado dessa aproximação entre Trump e Lula só se provará na conversa entre os dois líderes. (Rosa Riscala)

Ameaça no ar

Bom dia,

◼️ As atenções se voltam à véspera da superquarta, com a expectativa pelo Fed derrubando o dólar e garantindo recordes para as bolsas. No Brasil, o Copom está dado: vai manter a Selic e o discurso de cautela.

◼️ Na agenda de hoje, a taxa de desemprego deve recuar a 5,7%, mínima histórica, em mais um argumento para o Banco Central, após o IBC-Br fraco de julho reacender algumas apostas de corte em dezembro.

◼️ A política ganhou novos ruídos com a ameaça de “medidas adicionais” dos EUA contra o Brasil, feita por Marco Rubio. A fala surpreendeu quem já não esperava mais retaliações da Casa Branca.

◼️ Rubio acusou Alexandre de Moraes de “ativismo judicial” e disse que a condenação de Bolsonaro seria parte de campanha de opressão que atinge até empresas americanas. Trump usou o tema para tarifas de 50% ao Brasil.

◼️ No Congresso, Hugo Motta busca uma solução intermediária para a anistia. O Centrão costura um texto mais enxuto, com redução de penas e prisão domiciliar a Bolsonaro, mas sem perdão amplo.

◼️ Tarcísio de Freitas recuou na articulação em Brasília e foi aconselhado a submergir. Gilmar Mendes, por sua vez, reforçou que anistia é “ilegítima e inconstitucional”, destacando confiança em Motta e Alcolumbre.

◼️ Pesquisa do UBS BB captou melhora na aprovação de Lula, de 29,7% para 31,4%, em quatro levantamentos recentes. O movimento sugere início de tendência de recuperação, ainda insuficiente para 2026.

◼️ No Senado, Eduardo Braga entregou a Haddad ajustes finais do segundo projeto da reforma tributária. A votação na CCJ deve ocorrer amanhã, com regime de urgência sendo articulado.

◼️ Nos mercados, S&P500 e Nasdaq renovaram recordes com expectativa de corte do Fed. O Ibovespa subiu 0,90%, a 143.546 pontos. O dólar caiu a R$ 5,32 e os juros recuaram após o IBC-Br, mas Rubio limitou o alívio.

◼️ Entre empresas, PRIO recebeu licença do Ibama para Wahoo. BRB foi citado em articulação com o Banco Master, com Temer na mediação. Allos aprovou dividendos e JCP, Wilson Sons teve OPA aprovada.

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