Juros curtos caem com Focus convergindo para meta; longos sobem com dólar, Treasuries e indicação de Mello ao BC
Guilherme Mello foi indicado para assumir uma das duas diretorias vagas do Banco Central
Os juros futuros fecharam mistos nesta 2ªF, com os curtos perto da estabilidade e longos em alta.
Os curtos reagiram ao Boletim Focus, que mostrou as projeções de inflação do mercado para este ano abaixo de 4% pela primeira vez (recuou de 4,06% para 3,99%), convergindo para a meta do BC, que é de 3%.
Já os vencimentos longos acompanharam a apreciação do dólar e dos rendimentos dos Treasuries.
O mercado reagiu ainda à indicação do secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, para assumir uma das duas diretorias vagas do Banco Central.
A indicação não foi bem recebida pelos investidores, que temem uma maior influência do governo nas decisões do Copom.
No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,455% (de 13,468% no ajuste anterior); Jan/29 a 12,750% (12,692%); Jan/31 a 13,145% (13,042%); e Jan/33 a 13,360% (13,249%).