Petróleo sobe forte com tensões no Irã e atinge maior patamar desde o fim de 2025
Em paralelo, investidores monitoram desdobramentos da crise na Venezuela e ataques mútuos entre Rússia e Ucrânia
Os contratos futuros de petróleo registraram mais um dia de forte alta, a exemplo do fim da semana passada, contabilizando quatro sessões consecutivas de ganhos.
O movimento hoje ganhou força após Trump cancelar reuniões com o Irã e dizer aos manifestantes do país que a ajuda “estava a caminho”. O Irã é membro da Opep e um dos principais produtores de petróleo bruto, o que traz preocupações sobre uma eventual interrupção no fornecimento em razão da instabilidade política. As forças de segurança do país reprimiram manifestações em larga escala, com centenas de mortos, segundo relatos de ONGs.
Ontem, Trump afirmou que qualquer país que faça negócios com o Irã pagará uma tarifa de 25% sobre todas as transações comerciais com os EUA.
Em paralelo, os investidores monitoram os desdobramentos da crise na Venezuela e os ataques mútuos entre Rússia e Ucrânia.
O contrato do Brent para março fechou em alta de 2,50%, a US$ 65,47 por barril na ICE, enquanto o WTI para fevereiro avançou 2,77%, a US$ 61,15 por barril na Nymex. Trata-se do maior nível do Brent desde setembro de 2025, e o maior do WTI desde outubro do mesmo ano.