Payroll e ata do Copom
Veja em poucos parágrafos os temas que marcam esta terça-feira, 16/12, no mercado financeiro
Bom dia,
◼️ O dia concentra dois eventos capazes de mexer de forma relevante com as curvas de juros e os ativos: o payroll nos Estados Unidos, divulgado fora do padrão após o longo shutdown, e a ata do Copom no Brasil. Lá fora, um dado mais fraco pode mudar a leitura de pausa no ciclo de cortes do Fed, hoje precificada em torno de 75%. Aqui, sinais mais dovish na ata podem reabrir espaço para corte da Selic já em janeiro.
◼️ Nos EUA, a expectativa é de forte desaceleração da criação de empregos em novembro, com mediana de 50 mil vagas, bem abaixo das 119 mil de setembro. O intervalo das projeções é amplo, entre 30 mil e 115 mil, o que aumenta o risco de volatilidade. O mercado também acompanha a taxa de desemprego, projetada em 4,4%.
◼️ Qualquer surpresa negativa tende a ter impacto relevante nas apostas de política monetária, após o Fed ter cortado o juro em 25 pontos-base na semana passada com base em sinais de enfraquecimento do setor privado. A pesquisa ADP já havia mostrado perda de 32 mil empregos em novembro, frustrando o consenso de +40 mil vagas.
◼️ Uma média de criação de 40 mil empregos por mês, combinada com alta limitada da taxa de desemprego, ainda estaria em linha com o cenário do Fed. Mesmo assim, bancos seguem cautelosos. O Commerzbank vê como “muito negativa” a possibilidade de fechamento líquido de vagas. Citi projeta 80 mil postos, enquanto BofA e Wells Fargo esperam algo entre 45 mil e 50 mil vagas, com desemprego subindo para 4,5%.
◼️ O debate dentro do Fed permanece dividido. Dirigentes como Austan Goolsbee, Beth Hammack, Susan Collins e Jeffrey Schmid seguem mais preocupados com a persistência inflacionária, enquanto a ala mais dovish, representada por Anna Paulson e Stephen Miran, alerta para os riscos de manter a política “desnecessariamente restritiva” e provocar perda de empregos. Parte do Comitê prefere aguardar novos dados. Na quinta, sai o CPI de novembro.
◼️ Além dos dados, Wall Street também acompanha a indefinição sobre a sucessão de Powell. Kevin Hassett perdeu força após resistências dentro do próprio campo de Trump, enquanto Kevin Warsh ganhou tração ao receber apoio público de Jamie Dimon. O mercado avalia o risco de um Fed excessivamente pressionado politicamente.
◼️ No Brasil, a ata do Copom sai após a surpresa negativa do IBC-Br de outubro, que recuou 0,25% e reforçou a leitura de desaceleração da atividade, já antecipada por um PIB do terceiro trimestre mais fraco. Após o dado, o consenso passou a trabalhar com estabilidade do PIB no quarto trimestre, ante expectativa anterior de leve expansão.
◼️ O comunicado do Copom já havia destacado os efeitos defasados da política monetária sobre a economia, e a expectativa é de que a ata aprofunde essa avaliação. O Focus reforçou esse pano de fundo, com nova queda nas projeções de inflação para 2025 e 2026 e leve recuo da Selic esperada para 2026, sinalizando que o mercado ainda aposta em cortes mais fortes caso o início do ciclo atrase.
◼️ No Congresso, a pauta econômica avança na última semana do ano legislativo. A Câmara aprovou a criação do Comitê Gestor do IBS e a exclusão de gastos temporários com educação e saúde do limite de despesas. Hoje, entra em pauta o projeto que corta benefícios fiscais em 2026, considerado crucial para fechar o Orçamento, diante de uma arrecadação estimada em cerca de R$ 20 bilhões.
◼️ Nos mercados ontem, o dólar fechou em alta a R$ 5,4219, o Ibovespa subiu 1,07%, enquanto as bolsas em Nova York recuaram com novos temores de bolha em tecnologia.
O BDM Express é um resumo em 10 parágrafos do BDM Morning Call, elaborado com a ajuda de IA sob a supervisão de Rosa Riscala, e pode ser customizado com o logo de sua empresa para distribuição.
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