Fed e Copom
Veja em poucos parágrafos os temas que marcam esta quarta-feira, 10/12, no mercado financeiro
Bom dia,
◼️ A superquarta chega carregada de tensão nos mercados, que tentam antecipar o impacto conjunto das decisões do Fed e do Copom num cenário político aquecido e com apostas divididas para 2026, criando um dos dias mais sensíveis do ano para juros e ativos.
◼️ Em Nova York, o consenso quase absoluto por um corte de 25 pontos-base do juro coloca 89% das projeções na mesma direção, reforçando a leitura de que o ciclo ainda avança hoje, embora a comunicação de Powell possa apontar cautela e um horizonte mais estreito.
◼️ As novas projeções econômicas devem mostrar até onde o Fed enxerga espaço para afrouxar em 2026 e 2027. A maioria dos membros apontava apenas um corte por ano, e qualquer revisão nesse mapa pode redefinir curvas e apostas já para janeiro.
◼️ No Brasil, o Copom deve manter a Selic em 15%, seguindo a linha sóbria e conservadora reforçada por Galípolo nas últimas semanas. O comunicado é o grande foco, pois pode calibrar expectativas para o primeiro movimento do ciclo em 2026.
◼️ A dúvida central é se o BC deixará explícito que janeiro segue vivo no radar ou se o colegiado prefere abril ou março, refletindo a defasagem da política monetária, o mercado de trabalho aquecido e a inflação ainda acima da meta no médio prazo.
◼️ Na agenda, o IPCA de novembro, previsto em 0,18%, pode ajustar apostas para o início de 2026. A composição da inflação ganha peso: serviços devem pressionar, bens industriais devem aliviar, e o efeito da bandeira tarifária segue distorcendo a leitura mensal.
◼️ Em Brasília, a aprovação relâmpago da Dosimetria na calada da noite aqueceu o tabuleiro político e influenciou o humor dos mercados, que passaram a alimentar renovadas esperanças de que a candidatura de Flávio Bolsonaro esvazie e abra espaço para Tarcísio em 2026.
◼️ A confusão no plenário, com Glauber Braga retirado à força e a sessão fechada ao público, atrasou o início das votações. O deputado do PSOL protestou contra o processo que pode cassá-lo por quebra de decoro. Junto com ele, a Câmara analisará as cassações de Zambelli, Ramagem e Eduardo Bolsonaro.
◼️ No calendário de votações de fim de ano, Hugo Motta reorganizou o calendário de fim de ano e incluiu pautas econômicas de alto impacto, como devedor contumaz (aprovado ontem à noite), reforma tributária, cortes de benefícios e Orçamento/2026, previstos para a próxima semana.
◼️ No Senado, Alcolumbre desafiou o STF e acelerou a PEC do Marco Temporal em rito acelerado, um dia antes de começar o julgamento das ações relatadas pelo ministro Gilmar Mendes. A reação é vista coo uma resposta à liminar do ministro que alterou a lei do impeachment e revoltou senadores.
O BDM Express é um resumo em 10 parágrafos do BDM Morning Call, elaborado com a ajuda de IA sob a supervisão de Rosa Riscala, e pode ser customizado com o logo de sua empresa para distribuição.
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