Juros futuros avançam após Copom cauteloso e recuperação da popularidade de Lula
Os juros futuros subiram nesta quinta-feira, especialmente no miolo da curva, com o mercado se ajustando ao comunicado cauteloso do Copom, que reforçou que vai manter a Selic em 15% por longo período, citando inclusive preocupações com possíveis impactos do tarifaço americano.
As taxas também reagiram à pesquisa AtlasIntel, que mostrou recuperação na popularidade do presidente Lula, em meio à repercussão das medidas adotadas por Trump contra o Brasil.
Na agenda de indicadores do dia, a Pnad Contínua mostrou taxa de desemprego de 5,8% no trimestre encerrado em junho, abaixo da previsão de 6% dos economistas e a menor taxa da série histórica.
No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 14,920% (de 14,915% no ajuste anterior); Jan/27 a 14,365%, na máxima do dia (14,225%); Jan/29 a 13,570% (13,418%); Jan/31 a 13,750% (13,641%); e Jan/33 a 13,850% (13,773%).
Fechamento: Ibovespa cai avaliando tarifas e de olho em corrida eleitoral
No day after ao alívio parcial no tarifaço de Trump ao Brasil, os investidores em bolsa seguiram monitorando os próximos capítulos e principalmente os impactos na corrida eleitoral. Haddad quer uma segunda conversa com Bessent.
Enquanto isso, pesquisa AtlasIntel mostrou recuperação da popularidade de Lula e, pelo Datafolha, 89% dos brasileiros acreditam que a taxação americana prejudicará a economia.
O Ibovespa fechou em queda de 0,69%, aos 133.071,05 pontos, com giro de R$ 21,2 bilhões. No mês, o índice acumula perda de 4,17%.
Entre as blue chips, destaque para Vale (-0,71%; R$ 53,46), acompanhando o minério. O petróleo também recuou hoje e Petrobras ON caiu 0,56% (R$ 35,79), enquanto a PN perdeu 0,40% (R$ 32,64).
O dólar teve uma sessão volátil hoje, típica da última sessão do mês, mas encerrou o dia com alta modesta de 0,21%, a R$ 5,6008, em linha com o comportamento da moeda americana frente aos pares no exterior.
No mês, o ganho acumulado foi de 3,07%, sendo afetada diretamente pela decisão de Donald Trump de taxar produtos brasileiros em 50%.
Após uma abertura positiva, as bolsas em NY terminaram o pregão no vermelho, em meio a preocupações dos investidores diante do aumento da inflação mostrado pelos números do PCE de junho. Além disso, o desempenho dos índices piorou após a publicação de uma carta do presidente americano pedindo às empresas farmacêuticas a redução imediata de preços de medicamentos vendidos nos EUA.
Assim, Dow Jones caiu 0,74% (44.130,98), S&P500 recuou 0,37% (6.339,55) e Nasdaq perdeu 0,03% (21.122,45). No acumulado de julho, os índices subiram, respectivamente 0,08%, 2,17% e 3,70%.
Por sua vez, os retornos dos Treasuries ficaram mistos.
Dólar avança 3% em julho com tarifaço de Trump
O dólar teve uma sessão volátil nesta quinta-feira, típica da última sessão do mês, quando há a briga pela formação da ptax, mas encerrou o dia com alta modesta, em linha com o comportamento da moeda americana frente aos pares no exterior.
Lá fora, o avanço da inflação medida pelo PCE em junho, e o recado cauteloso de Jerome Powell ontem, deixando os próximos passos do Fed em aberto e não se comprometendo com um corte de juros em setembro, mantiveram o dólar fortalecido frente às demais divisas.
Aqui, a recuperação da popularidade de Lula na pesquisa AtlasIntel chegou a estressar o câmbio pela manhã, mas o “carry trade” favorável, especialmente após o Copom deixar claro ontem que a Selic seguirá em 15% por período prolongado, ajudou a aliviar a pressão sobre a moeda brasileira.
O dólar à vista fechou em alta de 0,21%, a R$ 5,6008, após oscilar entre R$ 5,5633 e R$ 5,6243. No mês, a moeda americana acumulou alta de 3,07%, afetada diretamente pela decisão de Trump de taxar produtos brasileiros em 50%.
A Ptax fechou praticamente estável no dia, em R$ 5,6021, acumulando alta de 2,66% em julho. Às 17h06, o dólar futuro para setembro subia 0,23%, a R$ 5,6390.
Lá fora, o índice DXY subia 0,22%, para 100,039 pontos. O euro tinha alta de 0,06%, a US$ 1,1413. E a libra recuava 0,23%, a US$ 1,3206.