Abertura: Dólar cai e juros sobem com Oriente Médio no radar
O dólar cai a R$ 5,0900 (-0,25%), em linha com o DXY, que perde 0,27%, abaixo dos 99 pontos (98,869), nível mais baixo em mais de duas semanas.
Os juros futuros se estabilizam na ponta mais curta e sobem do miolo em diante, em linha com os rendimentos dos Treasuries, em meio ao frágil cessar-fogo.
O Estreito de Ormuz segue praticamente fechado e os relatos são de que poucos navios passaram pela rota desde o anúncio da trégua.
Isso sustenta o petróleo em alta antes da reunião entre autoridades norte-americanas e iranianas no Paquistão.
Indicadores dos EUA entraram no radar esta manhã. A inflação PCE/fev subiu em linha, o PIB do 4TRI foi revisado para baixo e os pedidos de seguro-desemprego registraram leve alta.
As atenções se voltam para o CPI de março, amanhã, que pode dar pistas sobre o impacto do conflito nos preços.
Ontem, ata do FOMC mostrou preocupação dos formuladores com a inflação e o mercado de trabalho.
Futuros de NY recuam após otimismo da véspera
Os futuros de NY recuam nesta 5ªF enquanto os investidores avaliam as fragilidades do cessar-fogo provisório na guerra no Oriente Médio, após o otimismo da véspera. O governo iraniano acusou os EUA de violarem termos do acordo, em meio a ataques de Israel ao Líbano.
A percepção de que o conflito pode se intensificar novamente também afeta os mercados de petróleo, cujas cotações voltaram a se aproximar dos US$ 100 por barril.
Na agenda do dia, são aguardados dados importantes da economia americana logo mais, como PIB do 4TRI e PCE de fevereiro.
Há pouco, o Dow Jones caía 0,41%, o S&P 500 perdia 0,30% e o Nasdaq cedia 0,21%.
Petróleo volta a se aproximar dos US$ 100 por barril após tombo recorde
Os contratos futuros do petróleo avançam nesta 5ªF, depois do tombo recorde da véspera, e voltam a se aproximar da cotação de US$ 100 por barril, diante das incertezas geopolíticas no Oriente Médio.
O Irã fechou novamente o Estreito de Ormuz alegando que diversos termos do cessar-fogo temporário firmado com os EUA foram violados, trazendo mais preocupações sobre os riscos no abastecimento da commodity.
Ontem, Israel lançou seu maior ataque contra o Líbano desde o início do conflito na região, enquanto Donald Trump ameaça ataques “maiores e mais fortes” se o acordo falhar.
Há pouco, o WTI para maio subia 5,30,40%, a US$ 99,41; e o Brent para junho ganhava 4,00%, a US$ 98,54.