Giro das 12h: Ibovespa se descola de NY apoiado por Petrobras

O Ibovespa sobe a 193.944,89 (+0,91%), com apoio de Petrobras (ON +3,81%; PN +3,69%), que segue o petróleo (WTI +8,17%; Brent +4,71%).

A alta da commodity acontece num cenário de percepção da fragilidade no cessar-fogo entre EUA e Irã.

O índice opera descolado de NY, que interrompeu a alta da véspera (Dow Jones -0,33%; S&P 500 -0,17% e Nasdaq -0,10%).

Poucas embarcações cruzam o Estreito de Ormuz, o que contradiz sinalização dos EUA de que o acordo restauraria o fluxo de petróleo da região.

Após ata do FOMC mostrar preocupações com mercado de trabalho vulnerável e pressões inflacionárias da guerra, o CPI americano de março, que sai amanhã, ganha mais importância. 

O dólar cai a R$ 5,0843 (-0,36%) e os juros sobem, enquanto o índice do dólar DXY opera em leve baixa de 0,15% abaixo de 99 pontos (98,981).

Já os rendimentos dos Treasuries de 10 anos sobem a 4,31%.

Abertura: Dólar cai e juros sobem com Oriente Médio no radar

O dólar cai a R$ 5,0900 (-0,25%), em linha com o DXY, que perde 0,27%, abaixo dos 99 pontos (98,869), nível mais baixo em mais de duas semanas.

Os juros futuros se estabilizam na ponta mais curta e sobem do miolo em diante, em linha com os rendimentos dos Treasuries, em meio ao frágil cessar-fogo.

O Estreito de Ormuz segue praticamente fechado e os relatos são de que poucos navios passaram pela rota desde o anúncio da trégua.

Isso sustenta o petróleo em alta antes da reunião entre autoridades norte-americanas e iranianas no Paquistão.

Indicadores dos EUA entraram no radar esta manhã. A inflação PCE/fev subiu em linha, o PIB do 4TRI foi revisado para baixo e os pedidos de seguro-desemprego registraram leve alta.

As atenções se voltam para o CPI de março, amanhã, que pode dar pistas sobre o impacto do conflito nos preços.

Ontem, ata do FOMC mostrou preocupação dos formuladores com a inflação e o mercado de trabalho.

Futuros de NY recuam após otimismo da véspera

Os futuros de NY recuam nesta 5ªF enquanto os investidores avaliam as fragilidades do cessar-fogo provisório na guerra no Oriente Médio, após o otimismo da véspera. O governo iraniano acusou os EUA de violarem termos do acordo, em meio a ataques de Israel ao Líbano.

A percepção de que o conflito pode se intensificar novamente também afeta os mercados de petróleo, cujas cotações voltaram a se aproximar dos US$ 100 por barril.

Na agenda do dia, são aguardados dados importantes da economia americana logo mais, como PIB do 4TRI e PCE de fevereiro.

Há pouco, o Dow Jones caía 0,41%, o S&P 500 perdia 0,30% e o Nasdaq cedia 0,21%.