Juros futuros fecham mistos, com mercado reagindo ao IPCA e à espera de acordo de paz

Os juros futuros fecharam mistos nesta 6ªF, com curtos em alta e longos em baixa. Os curtos reagiram ao IPCA de março (+0,88%) acima do esperado (+0,77%), o que deve levar os economistas a rever para cima as projeções de inflação deste ano e pode levar o Copom a adotar um ritmo mais lento de afrouxamento monetário.

Já as taxas longas acompanharam a queda expressiva do dólar no mercado doméstico, apoiado pelo fluxo de capital estrangeiro e pelo otimismo dos investidores com a possibilidade de um acordo de paz entre Irã e EUA no fim de semana.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,060% (de 13,923% no ajuste anterior); Jan/28 a 13,540% (13,388%); Jan/29 a 13,380% (13,301%); Jan/31 a 13,420% (13,473%); e Jan/33 a 13,490% (13,599%).

Fechamento: Ibovespa supera os 197 mil pontos e bate duplo recorde pelo 3ª pregão consecutivo; dólar encosta nos R$ 5

A bolsa brasileira abriu mão da cautela vista em NY – em meio às incertezas sobre um acordo entre EUA e Irã – e voltou a subir, cravando novos recordes de fechamento e máxima intradia, pelo terceiro pregão consecutivo.

O Ibovespa avançou 1,12% nesta 6ªF, aos 197.323,87 pontos, com giro forte, de R$ 33,5 bilhões.

No melhor momento, o índice bateu 197.553,64 pontos e acumula ganho de 4,93% na semana.

Somente nas três últimas sessões, a escalada somou 9 mil pontos.

Entre as blue chips, destaque para as ações da Petrobras, que terminaram nas máximas (ON +2,49%, a R$ 54,00; e PN +2,36%, a R$ 49,03) mesmo com o recuo do petróleo.

A Vale também subiu (+1,06%; R$ 85,59), na contramão do minério de ferro (-0,33%).

Os principais bancos fecharam no azul, exceção feita ao BTG (-0,43%; R$ 62,78). Itaú PN avançou 0,70% (R$ 46,07), Bradesco PN +0,74% (R$ 20,44), Santander +0,44% (R$ 32,12), enquanto o BB ficou quase estável (+0,04%; R$ 24,73).

Hapvida liderou com folga as altas do Ibovespa com +13,05% (R$ 13,25), após o anúncio de mudanças na diretoria. Engie vem em segundo com +4,64% (R$ 36,06), acompanhada de Prio (+3,36%; R$ 67,65).

Do lado negativo, Azzas foi a que mais caiu (-10,88%; R$ 20,80), seguida de Usiminas PNA (-6,12%; R$ 7,21) e CSN (-5,45%; R$ 6,42).

O dólar à vista fechou em baixa de 1,03%, a R$ 5,0115. Na semana, a moeda recuou 2,88%.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA: +1,12% | 197.323,87 pts

▫️ DOW JONES: -0,56% | 47.916,57 pts

▫️ S&P500: -0,11% | 6.816,89 pts

▫️ NASDAQ: +0,35% | 22.902,89 pts

▫️ DÓLAR: -1,03% | R$ 5,0115

▫️ EURO: -0,99% | R$ 5,8770

▫️ BITCOIN: +1,13% | US$ 73.211,00

Dólar deixa guerra em segundo plano e testa piso dos R$ 5, acumulando queda de 2,88% na semana com fluxo gringo

O dólar registrou forte queda diante do real nesta 6ªF, apoiado principalmente pelo fluxo de entrada de capital estrangeiro, apesar do clima de cautela no exterior, na véspera do encontro presencial entre representantes de EUA e Irã no Paquistão para negociar um acordo de paz no Oriente Médio.

No cenário doméstico, o IPCA de março (+0,88%) acima do esperado (+0,77%) reforçou a percepção de que o Copom deverá cortar a Selic de forma mais lenta do que o imaginado inicialmente neste ano, o que favorece o “carry trade”.

O dólar à vista fechou em baixa de 1,03%, a R$ 5,0115, após oscilar entre R$ 5,0055 e R$ 5,0640.

Na semana, a moeda recuou 2,88%. Às 17h05, o dólar futuro para maio caía 0,99%, a R$ 5,0320.

Lá fora, o índice DXY tinha baixa de 0,15%, aos 98,674 pontos.

O euro subia 0,23%, a US$ 1,1727. E a libra ganhava 0,25%, a US$ 1,3467.