Petróleo dispara novamente com falta de acordo entre autoridades americanas e iranianas

Os contratos futuros do petróleo voltaram a disparar e a serem cotados acima dos US$ 100 por barril nesta 2ªF, em meio ao impasse nas negociações para o fim da guerra no Oriente Médio.

A falta de acordo no encontro no Paquistão entre autoridades americanas e iranianas reforçou as preocupações do mercado com o prolongamento do conflito.

Diante do fracasso da reunião no fim de semana, os EUA anunciaram que irão bloquear todo o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz a partir de hoje, o que deve agravar ainda mais o abastecimento global do produto.

Há pouco, o WTI para maio avançava 7,53%, a US$ 103,84; e o Brent para junho ganhava 7,17%, a US$ 102,03.

Bolsas europeias recuam após fracasso nas negociações para fim da guerra

As bolsas europeias recuam nesta 2ªF, reagindo ao fracasso das negociações entre EUA e Irã para o fim da guerra no Oriente Médio, no fim de semana, e à decisão de Washington de bloquear o Estreito de Ormuz a partir de hoje. O movimento ocorre após a recuperação dos índices europeus na semana passada, diante do otimismo em torno do cessar-fogo temporário anunciado pelos dois países. Ações ligadas ao segmento de turismo estão entre as mais afetadas, enquanto papéis do setor petrolífero avançam, diante do aumento do preço da commodity, negociada acima dos US$ 100 por barril. Há pouco, a bolsa de Londres caía 0,34%; a de Frankfurt baixava 1,02% e a de Paris perdia 0,88%. Os índices STOXX 50 (-0,99%) e STOXX 600 (-0,68%) também recuavam.

Bolsas asiáticas fecham mistas em meio ao fracasso das negociações entre EUA e Irã

As bolsas asiáticas fecharam mistas, após as negociações entre os EUA e o Irã não terem chegado a um consenso, com Washington agora se preparando para bloquear o Estreito de Ormuz para pressionar Teerã.

O frágil cessar-fogo entre os dois países parece estar se mantendo, sem relatos de ataques no Oriente Médio até a manhã de hoje.

Ainda assim, a possibilidade de um bloqueio na via aumentou as preocupações com mais interrupções no comércio global e nos mercados de energia. Cerca de 20% do fornecimento mundial de petróleo passa pelo Estreito de Ormuz, sendo os países da Ásia particularmente dependentes dessa travessia.

O Brent sobe 8% e volta a ultrapassar o patamar de US$ 100 por barril.

KOSPI e Nikkei perderam, respectivamente, -0,86% e -0,74%. Na China, houve certa resiliência, com Shenzhen subindo 0,69% e Xangai estável (+0,06%). Já o Hang Seng (Hong Kong) caiu 0,90% e, em Taiwan, o Taiex subiu 0,11%.