Juros curtos sobem com piora do IPCA no Focus; longos caem com alívio no dólar e nos Treasuries

Os juros futuros fecharam em baixa entre os vencimentos intermediários e longos, acompanhando o alívio nos Treasuries e no dólar, após Donald Trump afirmar que as negociações diplomáticas com o Irã continuam, apesar do fracasso das conversas no Paquistão.

Já as taxas curtas mantiveram o viés de alta, refletindo a preocupação do mercado com a inflação provocada pela disparada do petróleo.

Boletim Focus divulgado nesta 2ªF mostrou piora expressiva nas projeções dos economistas para o IPCA de 2026, que subiu de 4,36% para 4,71%.

A previsão para 2027 passou de 3,85% para 3,91%.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,100% (de 14,060% no ajuste anterior); Jan/28 a 13,515% (13,529%); Jan/29 a 13,315% (13,368%); Jan/31 a 13,350% (13,427%); e Jan/33 a 13,440% (13,506%).

Fechamento: Ibovespa sobe e fecha em 198 mil pontos pela 1ª vez com impulso de NY; dólar cai abaixo de R$ 5

O Ibovespa testou e se manteve no patamar inédito de 198 mil pontos nesta 2ªF, estabelecendo novas marcas históricas de fechamento e máxima intradia.

O índice terminou o pregão com ganho de 0,34%, aos 198.000,71 pontos, após pico de 198.173,39 pontos. O giro ficou em R$ 33,8 bilhões com o forte apetite gringo.

Os recordes se renovaram – pela quarta sessão consecutiva – na esteira do otimismo em NY, após Trump dizer que “pessoas certas” sinalizaram a disposição do Irã em fazer um acordo de paz.

A declaração reduziu o ímpeto do petróleo, que ainda assim subiu forte e puxou Petrobras (ON +1,78%, a R$ 54,96, e PN +1,53%, a R$ 49,78).

A Vale também subiu (+2,07%, na máxima de R$ 87,36), superando o minério de ferro (+1,26%), enquanto os principais bancos avançaram majoritariamente, exceção feita a Itaú PN (-0,52%; R$ 45,83) e Santander unit (-0,28%; R$ 32,03). Bradesco PN teve ganho de 0,73% (R$ 20,59), BTG +1,62% (R$ 63,80) e BB +0,08% (R$ 24,75).

Braskem PNA liderou os ganhos do Ibovespa com +7,35% (R$ 10,08), seguida de MBRF (+5,90%; R$ 21,00) e Vamos (+3,78%; R$ 4,12).

Na outra ponta, Copasa ON foi a que mais caiu (-3,64%; R$ 56,84), acompanhada de PetroRecôncavo (-3,15%; R$ 13,85) e TIM (-2,79%; R$ 27,18).

O dólar à vista fechou em baixa de 0,29%, a R$ 4,9970.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA: +0,31% | 198.000,71 pts

▫️ DOW JONES: +0,63% | 48.218,25 pts

▫️ S&P500: +1,02% | 6.886,24 pts

▫️ NASDAQ: +1,23% | 23.183,74 pts

▫️ DÓLAR: -0,29% | R$ 4,9970

▫️ EURO: -0,97% | R$ 5,8781

▫️ BITCOIN: +2,80% | US$ 73.319,00

Dólar fura os R$ 5 após Trump afirmar que negociações com o Irã continuam e balança mostrar superávit elevado em abril

O dólar à vista furou o piso dos R$ 5 nesta 2ªF, em meio às declarações de Donald Trump de que as negociações diplomáticas com o Irã continuam em andamento.

A moeda americana chegou a subir pela manhã, diante do fracasso das conversas realizadas no fim de semana no Paquistão e do bloqueio naval americano no Estreito de Ormuz, mas virou no início da tarde, depois que Trump revelou que representantes americanos foram “contatados esta manhã pelas pessoas certas, as pessoas apropriadas, e elas querem chegar a um acordo”.

Na agenda doméstica, a balança comercial mostrou forte superávit nas duas primeiras semanas de abril, de US$ 6,748 bilhões, alta de 151,6% sobre igual período de 2025, o que também colabora para a queda do dólar diante do real.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,29%, a R$ 4,9970, após oscilar entre R$ 4,9835 e R$ 5,0408.

Às 17h03, o dólar futuro para maio caía 0,35%, a R$ 5,0155. Lá fora, o índice DXY recuava 0,27%, para 98,387 pontos.

O euro subia 0,32%, a US$ 1,1762. E a libra avançava 0,33%, a US$ 1,3506.