Ouro cai firme com incerteza sobre guerra e temor de inflação global
O ouro fechou em queda firme nesta 3ª feira, acentuando o movimento de ontem.
O presidente Donald Trump está insatisfeito com a mais recente proposta do Irã para encerrar a guerra, mantendo a tensão no Oriente Médio.
Os iranianos pediram aos EUA que suspendessem o bloqueio naval do Estreito de Ormuz enquanto os dois lados negociam.
Dessa forma, as questões nucleares seriam deixadas para uma etapa posterior, mas isso é descartado por Washington
Diante do impasse, fontes da CNN dizem que Teerã deve apresentar em breve uma proposta de paz revisada.
O país quer, porém, “garantias críveis” de que a aliança militar americano-israelense não retomará os ataques ao país no futuro, segundo outros veículos internacionais.
Enquanto isso, Ormuz segue fechado também pelos iranianos, pressionando o petróleo, que voltou a disparar e reascende preocupações inflacionárias globais, na véspera da decisão de juros pelo Fed.
No fechamento, o contrato do metal precioso para junho caiu 1,82%, cotado a US$ 4.608,40 por onça-troy na Comex, após atingir mínima em quase quatro semanas.
Bolsas europeias fecham majoritariamente em queda entre notícias corporativas e guerra
As bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda em meio à persistente volatilidade nos mercados, que aguardam a resposta dos EUA à mais recente proposta de paz do Irã, com autoridades reiterando que importantes “linhas vermelhas” permanecem para qualquer acordo que ponha fim ao conflito.
As ações do setor de energia lideraram os ganhos, com Shell e TotalEnergies avançando, respectivamente, 1,09% e 1,72%, acompanhando a contínua alta dos preços do petróleo.
Os resultados corporativos também influenciaram. A BP subiu 1,12% após dobrar seu lucro; Novartis caiu 0,18% e Barclays cedeu 0,20%, com resultados abaixo das expectativas.
No fechamento: Londres +0,03%; Frankfurt -0,37%; Paris -0,40%; Stoxx 50 -0,49% (5.833,40); Stoxx 600 -0,31% (606,98).
Giro das 12h: Aversão global ao risco por causa da guerra derruba bolsas e eleva dólar e juros
O Ibovespa cai a 188.161,99 pontos (-0,75%), com cerca de 10 ações em alta perto do meio-dia, entre elas, Gerdau (+1,99%), que teve alta de 33,6% no lucro no 1TRI
Petrobras (ON +1,03%; PN +0,72%) também opera no azul, seguindo o desempenho do petróleo.
A commodity reduziu pontualmente os ganhos à altura do anúncio da saída dos Emirados da OPEP, mas permanece o obstáculo logístico do fechamento do Estreito de Ormuz.
Os mercados aguardam a resposta de Trump à proposta do Irã e o que prevalece hoje é o medo de uma espiral inflacionária.
O cenário eleva dólar e juros antes das reuniões de vários bancos centrais.
Para o Fed, a expectativa geral é de manutenção de juros.
Aqui, o Copom deve cortar a Selic em 25pb e evitar compromisso com os próximos passos.
O IPCA-15 (+0,89%) subiu menos do que o esperado (+0,98%) e, na base anual, acelerou para 4,37%, bem acima da meta de 3%.
O DXY ganha 0,19% (98,681) e, aqui, a moeda avança a R$ 5,0041 (+0,44%), após mínima de R$ 4,9808.
Em NY, Dow Jones é estável (+0,09%) com setores tradicionais, enquanto o S&P (-0,63%) e Nasdaq (-1,25%) refletem as dúvidas sobre os investimentos em IA após a OpenAI não atingir metas.