Fechamento: Ibovespa tem leve queda com pressão de NY, mas mantém os 191 mil pontos

A bolsa ensaiou uma leve alta, mas perdeu força e acabou fechando praticamente estável, em um dia de aversão ao risco em NY, sobretudo com as techs.

O índice terminou em baixa de 0,13%, aos 191.005,02 pontos, com giro de R$ 29,2 bilhões.

As blue chips de commodities apresentaram grande volatilidade e, ao final, a Vale recuou 0,84% (R$ 89,21), diante de um minério de ferro estável.

O petróleo também oscilou forte durante a sessão, mas acabou perto do zero a zero, o que se refletiu em Petrobras (PN +0,10%, a R$ 39,61; e ON -0,14%, a R$ 42,75).

Entre os bancos, destaque para a queda de 1,09% do BB (27,28). Bradesco PN recuou 0,90% (R$ 20,98), Itaú PN -0,25% (R$ 47,67), BTG +0,39% (R$ 62,04) e Santander unit +0,15% (R$ 34,43).

Rede D’Or liderou as perdas do Ibovespa com -4,53% (R$ 41,55), após balanço trimestral, seguida de Vamos (-2,98%; R$ 4,56) e Natura (-2,73%; R$ 9,61).

Do lado positivo, Marcopolo PN ficou no topo com +5,56% (R$ 7,03), também após resultado do quarto trimestre de 2025, acompanhada de Hapvida (+4,78%; R$ 10,75) e GPA (+4,25%; R$ 3,19).

Após cinco sessões em baixa, o dólar à vista terminou em alta de 0,27%, a R$ 5,1389.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA:  -0,13% | 191.005,02 pts

▫️ DOW JONES: +0,03% | 49.499,20 pts

▫️ S&P500: -0,54% | 6.908,86 pts

▫️ NASDAQ: -1,18% | 22.878,38 pts

▫️ DÓLAR: +0,27% | R$ 5,1389

▫️ EURO: +0,16% | R$ 6,0641

▫️ BITCOIN: -2,32% | US$ 67.410,00

Juros futuros terminam em baixa em meio a clima de aversão ao risco no exterior

Os juros futuros terminaram em baixa nesta 5ªF, após uma sessão sem direcionamento claro, onde pesou o clima de aversão ao risco no exterior e o recuo dos rendimentos dos Treasuries.

Os investidores acompanharam o leilão de 29 milhões de títulos prefixados do Tesouro, que chegou a pressionar as taxas de longo prazo. Na agenda de indicadores do dia, o IGP-M caiu 0,73% em fevereiro, revertendo a alta de janeiro (+0,41%) e com queda maior que a esperada pelo mercado (-0,65%).

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,175% (de 13,230% no ajuste anterior); Jan/29 a 12,535% (12,578%); Jan/31 a 12,945% (12,987%); e Jan/33 a 13,200% (13,232%).

Petróleo fecha sem direção única após sinal de progresso nas negociações entre EUA e Irã

Em uma sessão extremamente volátil, os contratos futuros de petróleo fecharam sem direção única, mas perto da estabilidade nesta 5ªF, na qual as atenções estiveram totalmente voltadas para a terceira rodada de negociações entre EUA e Irã sobre um possível acordo nuclear.

As conversas hoje aconteceram em Genebra e, ao término, o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, disse que houve “progressos significativos” e o diálogo será retomado em breve.

Segundo ele, as discussões técnicas sobre o programa nuclear iraniano acontecerão na próxima semana, em Viena.

À frente da delegação do Irã, o chanceler Abbas Araghchi disse que as conversas foram “as mais sérias até aqui” e que “um bom progresso foi feito em algumas questões, mas ainda há diferenças em certas áreas”.

Os americanos ainda não se pronunciaram oficialmente.

As declarações fizeram os preços da commodity, que subiam mais de 2% cerca de uma hora antes do fechamento, mudarem de direção e passarem a cair, perto de 0,40%.

A volatilidade se seguiu até o encerramento dos negócios, com os investidores cautelosos, apesar das sinalizações positivas, tendo em vista as conhecidas mudanças de humor de Trump.

O contrato do Brent para maio terminou com leve alta de 0,21%, a US$ 70,84 por barril na ICE, enquanto o WTI para abril caiu 0,32%, a US$ 65,21 por barril na Nymex.