Giro das 12h: Ibovespa faz novo recorde com expectativa de paz no Oriente Médio
O Ibovespa fez novo recorde histórico a 199 mil pontos (199.354,81 na máxima) com o aumento das expectativas de uma resolução para a guerra no Oriente Médio.
EUA e Irã devem retomar conversas em Islamabad esta semana e a notícia derruba os preços do petróleo, aliviando temores de estagflação e aperto monetário.
O índice sobe agora a 198.421,57 (+0,21%) com apoio de bancos (Itaú +1,92%; Bradesco PN +0,97%), que compensam queda de Petrobras (ON -4,29%; PN -3,48%), enquanto Vale ganha +0,86%.
O otimismo com o fim da guerra também sustenta alta das bolsas norte-americanas (Dow Jones +0,60%; S&P 500 +0,77% e Nasdaq +1,23%).
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, observou que a decisão está nas mãos do Irã.
JPMorgan (-0,35%) e Wells Fargo (-5,09%) caem após balanços; enquanto BlackRock (+4,48%) e Citigroup (+1,79%) sobem com resultados.
O FMI revisou para baixo previsão de crescimento global para 2026 (3,1%) e manteve perspectiva para 2027 em 3,2%.
O dólar cai de forma generalizada com menor aversão ao risco.
Aqui, a moeda perde 0,36%, a R$ 4,9788, e os juros caem à exceção da ponta mais longa, que se estabiliza com viés de alta.
O DXY caiu para 97,973 pontos (-0,40%), atingindo seu nível mais baixo desde o final de fevereiro.
No âmbito dos dados econômicos, o PPI dos EUA ficou abaixo das previsões e os dados de Serviços no Brasil vieram mais fracos.
Abertura: Dólar e juros caem com renovadas esperanças de negociações entre EUA e Irã
Dólar e juros recuam em linha com o exterior, com a possibilidade de uma nova rodada de negociações entre EUA e Irã no próximo fim de semana.
Caso representantes dos dois países se reúnam, o encontro acontecerá antes do término do atual cessar-fogo de 15 dias.
Há pouco a moeda operava abaixo de R$ 5, a R$ 4,9818 (-0,30%) e o DXY cai a 97,996 pontos (-0,38%).
Trata-se da sétima sessão consecutiva de perdas, enquanto os rendimentos de 10 anos dos Treasuries estão perto das mínimas recentes (4,29%).
O petróleo cai abaixo dos US$ 100 o barril, com a AIE estimando maior interrupção no fornecimento da história, mas também a maior contração de demanda desde a pandemia.
A queda da commodity ajuda a aliviar as pressões inflacionárias e modera as expectativas de política monetária mais agressiva.
Além disso, os dados de serviços no Brasil vieram mais fracos e, nos EUA, a medida cheia e o núcleo do PPI ficaram abaixo do aumento previsto.
Futuros de NY sobem com sinais de avanços nas negociações de paz no Oriente Médio
Os futuros de NY operam majoritariamente no campo positivo nesta 3ªF, com Dow Jones estável, enquanto os investidores avaliam os sinais de avanço nas negociações de paz no Oriente Médio após o fracasso da reunião entre autoridades americanas e iranianas no fim de semana.
A expectativa por uma nova rodada de conversas entre EUA e Irã deu alívio aos contratos futuros dos petróleo, que são negociados abaixo dos US$ 100 por barril.
Os mercados também analisam os dados trimestrais de grandes bancos reportados nesta manhã. Logo mais, também será divulga dos dados do PPI de março.
A agenda do dia ainda reserva falas de dirigentes do Fed.
Há pouco, o Dow Jones operava em estabilidade, o S&P 500 subia 0,18% e o Nasdaq ganhava 0,43%.