Fechamento: Ibovespa renova recordes e se aproxima dos 200 mil pontos com otimismo global; dólar segue abaixo de R$ 5

O Ibovespa novamente acompanhou o otimismo dos mercados globais e terminou em alta, renovando os recordes de fechamento e máxima intradia – colocando o indicador muito perto da marca simbólica de 200 mil pontos.

O índice encerrou o pregão desta 3ªF com ganho de 0,33%, aos 198.657,33 pontos, após atingir 199.354,81 pontos no melhor momento.

Com isso, a escalada alcança quase 10.400 pontos nas últimas cinco sessões. O giro mais uma vez foi expressivo, de R$ 32,6 bilhões.

Entre as blue chips, destaque para a nova alta da Vale (+1,08%; R$ 88,30), ignorando o minério de ferro praticamente estável (-0,07%).

Os principais bancos também brilharam, com exceção do BTG (-0,86%; R$ 63,25). BB avançou 2,55% (R$ 25,38), Itaú PN +1,53% (R$ 46,53), Bradesco PN +0,92% (R$ 20,78) e Santander +0,12% (R$ 32,07). A

s ações da Petrobras caíram forte (ON -4,44%, a R$ 52,52, e PN -3,82%, a R$ 47,88), em linha com o petróleo, liderando as baixas do Ibovespa. Braskem PNA ficou em terceiro lugar com -2,58% (R$ 9,82).

Do lado positivo, Cogna foi a que mais subiu (+4,79%; R$ 3,28), acompanhada de Localiza (PN +4,67%, a R$ 49,09, e ON +4,47%, a R$ 50,99).

O dólar à vista fechou em leve baixa de R$ 0,06%, a R$ 4,9938.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA: +0,33% | 198.657,33 pts

▫️ DOW JONES: +0,66% | 48.535,99 pts

▫️ S&P500: +1,18% | 6.967,38 pts

▫️ NASDAQ: +1,96% | 23.639,08 pts

▫️ DÓLAR: -0,06% | R$ 4,9938

▫️ EURO: -+0,11% | R$ 5,8869

▫️ BITCOIN: +1,52% | US$ 74.256,00

Dólar fecha perto da estabilidade e se mantém levemente abaixo dos R$ 5

O dólar voltou a cair diante do real nesta 3ªF, acompanhando o clima de maior apetite por risco nos mercados globais, mas em menor intensidade do que a queda observada pela divisa americana frente a outras moedas no exterior.

Apesar do fluxo de capital estrangeiro favorável tanto para renda fixa como para a variável, analistas da Warren Investimentos ouvidos pelo Valor consideram que o real pode estar perto do seu limite de valorização diante do dólar, em meio a uma possível dinâmica de “overshooting”.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,06%, a R$ 4,9938, após oscilar entre R$ 4,9727 e R$ 4,9953.

Às 17h06, o dólar futuro para maio caía 0,22%, a R$ 5,0080.

Lá fora, o índice DXY recuava 0,24%, para 98,133 pontos. O euro subia 0,32%, a US$ 1,1794. E a libra ganhava 0,47%, a US$ 1,3566.

Petróleo desaba com expectativa de avanço nas negociações de paz entre EUA e Irã

Os contratos futuros de petróleo caíram firme nesta 3ªF, com o mercado otimista em relação a um possível acordo de paz entre EUA e Irã, enquanto as partes buscam organizar uma segunda rodada de negociações, nos próximos dias.

Para favorecer os esforços diplomáticos, Teerã cogita suspender o envio de navios pelo Estreito de Ormuz, o que também aumenta a perspectiva positiva.

Uma das propostas é que as delegações voltem a se encontrar no Paquistão, como no fim de semana, mas outros locais também estariam sendo cogitados.

Trump afirmou que as negociações poderiam ser retomadas “nos próximos dois dias”, segundo o New York Post. Enquanto isso, os EUA prosseguem com o bloqueio naval em Ormuz para restringir as exportações de petróleo iraniano, à medida que a disputa pelo controle da via navegável estratégica se intensifica.

No campo dos fundamentos, um relatório da AIE apontou que o conflito “alterou completamente as perspectivas globais para o consumo de petróleo” e que a produção global deve cair 1,5 mi de bpd neste ano, frente a 2025.

A agência prevê ainda que as entregas regulares de petróleo e gás do Oriente Médio para os mercados internacionais sejam retomadas até meados de 2026, embora abaixo dos níveis pré-guerra.

No fechamento, o contrato do Brent para junho caiu 4,59%, a US$ 94,79 por barril na ICE, enquanto o WTI para maio desabou 7,87%, a US$ 91,28 por barril na Nymex.