Bolsas europeias recuam com foco nos balanços do 1TRI
Depois da alta da sessão anterior, as bolsas europeias operam em queda nesta 4ªF, com o foco dos investidores voltados para resultados corporativos trimestrais.
Os papéis de bens pessoais e domésticos, que inclui empresas do setor de luxo, lideram as perdas, sob impacto do balanço da Hermès, que reportou desaceleração no crescimento das vendas no 1TRI. A ação da companhia francesa caía, há pouco, 8,64%.
Por outro lado, ativos do segmento de saúde se destacam no campo positivo, em especial Novo Nordisk (+3,61%) e AstraZeneca (+1,09%). Ao mesmo tempo, os mercados europeu continuam monitorando os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, com sinais de Donald Trump de que as negociações de paz com o Irã podem ser retomadas nos próximos dias. Há pouco, a bolsa de Londres tinha leve baixa de 0,04%; a de Frankfurt caía 0,11% e a de Paris cedia 0,65%. Os índices STOXX 50 (-0,38%) e STOXX 600 (-0,06%) também recuavam.
Bolsas asiáticas ampliam alta com techs e esperanças de paz
As bolsas asiáticas fecharam em alta, com as techs acompanhando Wall Street e possível avanço diplomático entre EUA e Irã.
O Nikkei subiu 0,44% e o KOSPI avançou 2,07%, voltando a se aproximar das máximas históricas atingidas no início do ano, com impulso das fabricantes de chips de memória por expectativas de demanda sustentada relacionada à IA.
Na China, o Xangai subiu 0,1%, o Shenzhen caiu 0,97%. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,29%. Em Taiwan, o Taiex avançou 1,17%.
O sentimento foi impulsionado pela diminuição das preocupações geopolíticas, após sinais de Washington de que as negociações com Teerã poderiam ser retomadas. Isso ocorreu mesmo com as tensões ainda elevadas.
A expectativa de retomada das negociações contribuiu para a queda dos preços do petróleo, aliviando as pressões inflacionárias e dando suporte às ações.
No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que o mercado global passou a apostar em uma resolução parcial do conflito entre Estados Unidos e Irã, derrubando o petróleo e enfraquecendo o dólar. Esse movimento impulsionou bolsas em Nova York e beneficiou ativos brasileiros, com nova máxima do Ibovespa e juros em queda, apesar de cautela com a Selic.