Dólar fecha estável em sessão de indefinição sobre guerra e fluxo estrangeiro positivo
O dólar à vista fechou estável diante do real nesta 3ªF, apesar da valorização da moeda americana frente aos principais pares no exterior.
Lá fora, o clima de aversão ao risco e o cenário de indefinição sobre a guerra no Oriente Médio deram o tom do câmbio. Aqui, mesmo diante da expectativa de corte da Selic amanhã pelo Copom, o “carry trade” segue favorável ao investidor estrangeiro, garantindo o fluxo cambial positivo.
Além disso, o real se favoreceu da alta do petróleo, que fortalece as moedas de países produtores, como o Brasil.
O dólar à vista fecha em leve alta de 0,01%, a R$ 4,9824, após oscilar entre R$ 4,9725 e R$ 5,0163.
Às 17h11, o dólar futuro para maio caía 0,05%, a R$ 4,9850.
Lá fora, o índice DXY subia 0,15%, aos 98,647 pontos.
O euro caía 0,08%, a US$ 1,1712. E a libra caía 0,14%, a US$ 1,3519.
Petróleo dispara com ausência de perspectiva sobre a guerra no Irã
Os contratos futuros de petróleo dispararam nesta 3ªF, diante do impasse persistente entre EUA e Irã, que mantém o Estreito de Ormuz fechado e reduz o fluxo global da commodity.
Trump não gostou da proposta iraniana de suspensão do bloqueio naval em Ormuz para início dos diálogos, deixando de fora questões nucleares, o que Washington já repetiu se tratar de uma questão central.
Em meio ao impasse, fontes da CNN dizem que Teerã deve apresentar em breve uma proposta de paz revisada, enquanto o Wall Street Journal relata que a própria Casa Branca poderia apresentar uma contraproposta nos próximos dias.
Com a tensão no Oriente Médio, os Emirados Árabes anunciaram a saída da Opep e Opep+, a partir de 1º de maio, alegando que ser um país sem obrigações perante o cartel dará flexibilidade às decisões.
No fechamento, o contrato do Brent para junho subiu 2,79%, a US$ 111,26 por barril na ICE, enquanto o WTI para o mesmo mês avançou 3,69%, a US$ 99,93 por barril na Nymex.
Giro das 15h: Bolsas caem com indefinição sobre a guerra e alta do petróleo; dólar segue de lado e juros apontam para cima após IPCA-15
As bolsas em NY operam majoritariamente em baixa na tarde desta 3ªF (Dow Jones +0,03%; S&P500 -0,60%; Nasdaq -1,11%), com ações de techs devolvendo ganhos recentes (Nvidia -2,50%; Intel -2,3%), diante do impasse das negociações no Oriente Médio e da nova alta nos preços do petróleo (Brent/junho +2,46%, a US$ 110,89; WTI/Junho +3,74%, a US$ 99,97).
Negociadores americanos têm relatados dificuldades e principalmente demora nas respostas por parte dos representantes iranianos.
Por aqui, o Ibovespa segue em baixa (-0,36%, aos 188.876 pontos), com as ações de Itaú PN (+1,32%), Petrobras ON (+0,92%) e PN (+0,52%) ajudando a contrabalançar a queda do índice. O dólar segue de lado (-0,02%, a R$ 4,9810).
E os juros futuros mostram viés de alta (DI Jan/27 a 14,145%; Jan/29 a 13,610%; Jan/33 a 13,655%) na véspera da decisão do Copom, apesar do IPCA-15 de abril (+0,89%) ter vindo um pouco melhor que o esperado (+0,96%), mas bem acima do índice de março (+0,44%).