Dólar fura os R$ 5 após Trump afirmar que negociações com o Irã continuam e balança mostrar superávit elevado em abril

O dólar à vista furou o piso dos R$ 5 nesta 2ªF, em meio às declarações de Donald Trump de que as negociações diplomáticas com o Irã continuam em andamento.

A moeda americana chegou a subir pela manhã, diante do fracasso das conversas realizadas no fim de semana no Paquistão e do bloqueio naval americano no Estreito de Ormuz, mas virou no início da tarde, depois que Trump revelou que representantes americanos foram “contatados esta manhã pelas pessoas certas, as pessoas apropriadas, e elas querem chegar a um acordo”.

Na agenda doméstica, a balança comercial mostrou forte superávit nas duas primeiras semanas de abril, de US$ 6,748 bilhões, alta de 151,6% sobre igual período de 2025, o que também colabora para a queda do dólar diante do real.

O dólar à vista fechou em baixa de 0,29%, a R$ 4,9970, após oscilar entre R$ 4,9835 e R$ 5,0408.

Às 17h03, o dólar futuro para maio caía 0,35%, a R$ 5,0155. Lá fora, o índice DXY recuava 0,27%, para 98,387 pontos.

O euro subia 0,32%, a US$ 1,1762. E a libra avançava 0,33%, a US$ 1,3506.

Petróleo volta a disparar com incertezas sobre acordo entre EUA e Irã

Os contratos futuros de petróleo voltaram a disparar nesta 2ªF, reagindo ao fracasso nas negociações de paz entre EUA e Irã ocorridas no fim de semana, no Paquistão.

As cotações superaram novamente a marca de US$ 100 o barril no início dos negócios, com a notícia de que os EUA iniciaram um bloqueio aos portos e áreas costeiras iranianas.

Em reação, Teerã ameaçou retaliar contra os portos de seus vizinhos do Golfo, colocando em risco o já frágil cessar-fogo de duas semanas, que expira em 22 de abril.

No início da tarde, Trump disse que o Irã entrou em contato com seu governo para retomar as negociações, afirmando que houve contato com “as pessoas certas”, e que haveria disposição de um acordo, sem dar detalhes.

O Irã ainda não confirmou esse posicionamento e o Estreito de Ormuz segue com a passagem extremamente limitada.

Outra notícia do dia veio da Opep+, que reduziu a previsão para a demanda mundial de petróleo no 2TRI em 500 mil bpd, citando o impacto da guerra. O resultado agora deverá atingir média de 105,07 milhões de barris por dia no período, abaixo da previsão anterior de 105,57 milhões.

Ainda no segmento, o chefe da AIE, Fatih Birol, afirmou hoje que os preços do petróleo ainda não refletem a crise de abastecimento sem precedentes com o conflito no Oriente Médio, mas em breve isso acontecerá.

No fechamento, o contrato do Brent para junho subiu 4,36%, a US$ 99,36 por barril na ICE, enquanto o WTI para maio avançou 2,60%, a US$ 99,08 por barril na Nymex.

Ouro cai com impasse nas negociações EUA-Irã e pressão inflacionária

O ouro voltou a cair nesta 2ªF, pela segunda sessão consecutiva, após o fracasso nas negociações para um eventual acordo de paz entre EUA e Irã ocorridas no fim de semana, e o atual impasse.

A notícia fez o petróleo disparar novamente, rompendo a faixa de US$ 100 por barril no pregão de hoje, e reascendendo preocupações inflacionárias.

Agora à tarde, o movimento arrefeceu um pouco, após Trump dizer ter sido procurado “pelas pessoas certas” no Irã hoje cedo, e que haveria a vontade de acordo – informação ainda não confirmada pelos iranianos.

Nesta segunda, as Forças Armadas dos EUA iniciaram um bloqueio aos navios que saem dos portos iranianos, e Teerã ameaçou retaliar contra os portos de seus vizinhos do Golfo, colocando em risco o cessar-fogo de duas semanas, que expira em 22 de abril.

Com o novo cenário, os mercados agora veem uma probabilidade de cerca de 21% de um corte de juros nos EUA até o fim do ano, segundo a ferramenta FedWatch da CME, abaixo dos 40% de um mês atrás.

No fechamento, o contrato do ouro para junho recuou 0,42%, cotado a US$ 4.767,40 por onça-troy na Comex.