Vai rolar: PPI e balanços nos EUA; serviços e pesquisa eleitoral aqui

[14/04/26] Dados da balança chinesa abrem o dia dos mercados globais, que aguardam também o início da temporada de balanços do 1TRI nos Estados Unidos, com os resultados dos grandes bancos, antes da abertura de Nova York.

Na agenda dos indicadores, destaque para a inflação do PPI americano e o volume de serviços no Brasil, enquanto as reuniões do FMI começam a render noticiário.

No pano de fundo, a geopolítica se mantém como principal driver dos negócios, com o encontro entre representantes de Israel e do Líbano, em Washington, e as negociações entre Estados Unidos e Irã para uma segunda rodada de conversas e nova tentativa de encerrar a guerra no Oriente Médio.

👉 Confira abaixo a agenda de hoje

Juros curtos sobem com piora do IPCA no Focus; longos caem com alívio no dólar e nos Treasuries

Os juros futuros fecharam em baixa entre os vencimentos intermediários e longos, acompanhando o alívio nos Treasuries e no dólar, após Donald Trump afirmar que as negociações diplomáticas com o Irã continuam, apesar do fracasso das conversas no Paquistão.

Já as taxas curtas mantiveram o viés de alta, refletindo a preocupação do mercado com a inflação provocada pela disparada do petróleo.

Boletim Focus divulgado nesta 2ªF mostrou piora expressiva nas projeções dos economistas para o IPCA de 2026, que subiu de 4,36% para 4,71%.

A previsão para 2027 passou de 3,85% para 3,91%.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,100% (de 14,060% no ajuste anterior); Jan/28 a 13,515% (13,529%); Jan/29 a 13,315% (13,368%); Jan/31 a 13,350% (13,427%); e Jan/33 a 13,440% (13,506%).

Fechamento: Ibovespa sobe e fecha em 198 mil pontos pela 1ª vez com impulso de NY; dólar cai abaixo de R$ 5

O Ibovespa testou e se manteve no patamar inédito de 198 mil pontos nesta 2ªF, estabelecendo novas marcas históricas de fechamento e máxima intradia.

O índice terminou o pregão com ganho de 0,34%, aos 198.000,71 pontos, após pico de 198.173,39 pontos. O giro ficou em R$ 33,8 bilhões com o forte apetite gringo.

Os recordes se renovaram – pela quarta sessão consecutiva – na esteira do otimismo em NY, após Trump dizer que “pessoas certas” sinalizaram a disposição do Irã em fazer um acordo de paz.

A declaração reduziu o ímpeto do petróleo, que ainda assim subiu forte e puxou Petrobras (ON +1,78%, a R$ 54,96, e PN +1,53%, a R$ 49,78).

A Vale também subiu (+2,07%, na máxima de R$ 87,36), superando o minério de ferro (+1,26%), enquanto os principais bancos avançaram majoritariamente, exceção feita a Itaú PN (-0,52%; R$ 45,83) e Santander unit (-0,28%; R$ 32,03). Bradesco PN teve ganho de 0,73% (R$ 20,59), BTG +1,62% (R$ 63,80) e BB +0,08% (R$ 24,75).

Braskem PNA liderou os ganhos do Ibovespa com +7,35% (R$ 10,08), seguida de MBRF (+5,90%; R$ 21,00) e Vamos (+3,78%; R$ 4,12).

Na outra ponta, Copasa ON foi a que mais caiu (-3,64%; R$ 56,84), acompanhada de PetroRecôncavo (-3,15%; R$ 13,85) e TIM (-2,79%; R$ 27,18).

O dólar à vista fechou em baixa de 0,29%, a R$ 4,9970.

Fechamento dos Mercados

▫️ IBOVESPA: +0,31% | 198.000,71 pts

▫️ DOW JONES: +0,63% | 48.218,25 pts

▫️ S&P500: +1,02% | 6.886,24 pts

▫️ NASDAQ: +1,23% | 23.183,74 pts

▫️ DÓLAR: -0,29% | R$ 4,9970

▫️ EURO: -0,97% | R$ 5,8781

▫️ BITCOIN: +2,80% | US$ 73.319,00