Bolsas europeias se recuperam com expectativas positivas para novas negociações sobre guerra

Depois da queda da véspera, as bolsas europeias operam majoritariamente no campo positivo nesta 3ªF, com os investidores otimistas com uma possível segunda rodada de conversas entre EUA e Irã para chegar ao fim da guerra no Oriente Médio, após o fracasso da reunião do fim de semana.

As expectativas positivas para as negociações também deram alívio aos preços do petróleo, o que, consequentemente, beneficiou os mercados europeus já que o continente apresenta forte dependência das importações de energia. Por sua vez, ações dos setores industrial e de tecnologia se destacam entre as altas, enquanto o segmento de bens pessoais e domésticos lideram as perdas. Há pouco, a bolsa de Londres tinha leve baixa de 0,03%; a de Frankfurt subia 0,91% e a de Paris ganhava 0,54%. Os índices STOXX 50 (+0,82%) e STOXX 600 (+0,55%) também avançavam.

Bolsas asiáticas fecham em alta com esperanças de acordo no Oriente Médio

As bolsas asiáticas fecharam em alta com otimismo em relação aos sinais diplomáticos renovados entre os EUA e o Irã, após Trump afirmar que Teerã havia entrado em contato para discutir um possível acordo, enquanto o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, sinalizou abertura para novas negociações, desde que alinhadas ao direito internacional.

O petróleo recua, dando suporte adicional às ações, ajudando a aliviar as pressões inflacionárias e reduzindo as preocupações com uma política monetária mais restritiva.

O Nikkei avançou 2,43%; o Kospi 2,74%, em Taiwan, o Taiex ganhou 2,37%; em Hong Kong o Hang Seng subiu 0,82%. Na China, Xangai subiu 0,95% e o Shenzhen, +1,61%, nível mais alto desde jan/22.

O superávit comercial chinês diminuiu para o menor nível em mais de um ano, atingindo US$ 51,13 bilhões em março de 2026, ante US$ 101,93 bilhões no ano anterior e bem abaixo das expectativas de US$ 112 bilhões.

Diário Econômico, por Ariane Benedito

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a leitura de maior espaço para negociação no Oriente Médio reduziu o estresse nos mercados, manteve o petróleo abaixo de US$ 100 e favoreceu ativos de risco. No Brasil, o dólar caiu abaixo de R$ 5 e o Ibovespa renovou recorde, apoiados por fluxo externo e queda dos juros longos.