Diário Econômico PicPay, por Ariane Benedito

No Diário de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que a primeira semana de dezembro teve menor volatilidade global, alta moderada das bolsas e expectativa de corte de 25 pontos pelo Fed. No Brasil, o choque político das eleições de 2026 derrubou o Ibovespa em mais de 4%, depreciou o real e elevou juros. Esta semana, destaque para reunião do FOMC, IPCA e indicadores de atividade doméstica.

Vai Rolar: Semana começa com Focus no radar

[08/12/25] Reuniões do Fed e Copom na superquarta (10) movimentam a semana dos mercados globais. Nos Estados Unidos, apesar das elevadas apostas em nova queda de 25 pontos-base, com 87% de chances no CME Group, o Fomc está dividido e o resultado pode não ser unânime.

Aqui, onde a Selic será mantida em 15%, a expectativa é para o comunicado e sinais que possam indicar ou descartar o primeiro corte em janeiro.

Em paralelo, os pregões corrigem hoje na abertura as fortes perdas da sexta-feira, após Flávio Bolsonaro admitir no fim de semana que pode retirar a sua candidatura ao Planalto em troca de um “preço”, que inclui o apoio do Centrão à anistia para seu pai. (Rosa Riscala)

Indicadores
▪️ 04h00 – Alemanha: Produção industrial de outubro
▪️ 08h00 – FGV: IPC-S (semanal)
▪️ 08h25 – BC: Relatório Focus
▪️ 10h00 – Anfavea: Produção de veículos em novembro
▪️ 15h00 – Secex: Balança comercial semanal

Eventos
▪️ 15h00 – Lula participa da 14ª Conferência Nacional de Assistência Social, em Brasília

Novo cenário eleitoral provoca reviravolta no mercado doméstico

A menos de uma semana da superquarta, quando o Fed deverá cortar novamente os juros nos EUA e o Copom finalmente poderá aliviar o tom hawkish e abrir espaço para o afrouxamento da Selic, Brasília roubou as atenções e provocou uma reviravolta no mercado doméstico nesta sexta-feira.

A confirmação de que Bolsonaro vai apoiar o filho Flávio na corrida ao Palácio do Planalto enterrou a esperança dos investidores por uma chapa liderada por Tarcísio de Freitas.

A avaliação feita tanto por políticos como economistas é de que Flávio “não agrega” e dificilmente contará com um apoio amplo de partidos do Centrão, como teria Tarcísio, visto como um nome de direita moderado e “pró-mercado”.

Resta saber se o ajuste dos ativos ao novo cenário eleitoral já foi concluído hoje, abrindo uma oportunidade de compras na semana que vem. A única certeza é que a sessão desta sexta-feira foi uma amostra de como será a volatilidade do mercado brasileiro em 2026.

Bom fim de semana!