Abertura: Dólar cai e juros recuam com correção após estresse com cenário eleitoral
O dólar negocia em queda (-0,28% há pouco, a R$ 5,4165), em um dia de correção após o estresse da última sexta (05/12), em razão do cenário eleitoral para 2026.
No fim de semana, Flávio Bolsonaro admitiu que talvez não siga até o fim com sua pré-candidatura ao Planalto.
Ele afirmou que poderia se retirar do páreo em troca de um “preço”, que inclui o apoio do Centrão à anistia para seu pai.
A semana é decisiva no campo da política monetária, com a Super Quarta (10/12) devendo confirmar novo corte de juros pelo Fed, em 25 pbs, ainda que a decisão não seja unânime.
Atualmente, as apostas na redução estão perto de 90%, segundo o CME Group.
Por aqui, o Copom deve mais uma vez manter a Selic em 15% ao ano, mas há grande expectativa quanto a possíveis sinais que possam ajustar as projeções de queda para 2026 – se logo em janeiro ou mais adiante.
Também em um movimento de ajuste, os juros futuros recuam após a forte alta da sexta, com a disputa presidencial no radar.
Os rendimentos dos Treasuries operam em alta, à espera do Fed, em uma sessão sem indicadores relevantes.
Amanhã sai o relatório Jolts de outubro, que irá detalhar a dinâmica do mercado de trabalho americano.
Futuros de NY operam sem direção única em semana de reunião do Fed
Os futuros de NY operam sem direção única (Dow Jones -0,01%; S&P 500 +0,11% e Nasdaq +0,24%) nesta 2ªF, que abre mais uma semana decisiva para a política monetária dos EUA. Na próxima quarta (10/12), o Fed se reúne pela última vez neste ano e as apostas seguem fortemente concentradas – perto de 90%, segundo o CME Group – em uma nova redução dos juros em 25 pbs.
O placar, no entanto, não deve ser unânime, expondo as visões distintas dos dirigentes diante das pressões inflacionárias e do ritmo do emprego. Nesse sentido, sai amanhã o relatório Jolts de outubro, que irá detalhar a dinâmica do mercado de trabalho americano.
Petróleo cai com temor sobre excesso de oferta e tensões geopolíticas
Os contratos futuros de petróleo operam em queda, com os investidores cautelosos quanto a um possível excesso de oferta e monitorando os riscos geopolíticos. Há pouco o WTI/jan caía 0,90%, a US$ 59,54; o brent/fev, -0,85%, a US$ 63,21. As preocupações com um nível de produção superior ao crescimento da demanda entram no foco pois a AIE e a Opep+ devem divulgar, nesta semana, seus relatórios de perspectivas mensais – o que pode mexer com o mercado. Além disso, o impasse quanto a um cessar-fogo na Ucrânia segue no radar.
Ontem, Trump acusou Zelensky de “não estar pronto” para aprovar a proposta de paz elaborada pelos americanos, após três dias de conversações para tentar reduzir os impasses. Do lado russo, Putin se mantém irredutível quanto à anexação de territórios ocupados.